Portugal sempre foi considerado um país com boas academias de formação de engenheiros.
A Engenharia é uma profissão renomada no país e, mesmo internacionalmente, os portugueses dão cartas nesta área.
Nas mais variadas especialidades – Informática, tecnologia, materiais, construção… – Portugal consegue promover a sua Engenharia através da qualidade e da inovação.
Com o apoio de fundos europeus desenhados para o efeito, este setor vai apresentando cada vez mais novidades, que elevam a Engenharia nacional a um patamar de excelência.
Instituições como o INESC TEC, o PIEP e o INEGI contribuem para estes resultados, bem como os vários centros de investigação apoiados pela Agência Nacional de Inovação (ANI).
Mas, se a Engenharia está em crescendo nos vários setores em que se aplica, o mesmo não se pode dizer dos salários dos engenheiros.
A dificuldade em encontrar mão de obra, particularmente destinada à construção civil, no que respeita a construção de edifícios ou outras infraestruturas que requerem maior especialização técnica, é um desafio cada vez maior. E o salário oferecido é uma das principais razões pelas quais muitos recursos humanos qualificados deixam o país.
Vejamos: segundo o Instituto Nacional de Estatística, a média de salário (por hora), em Portugal, em abril deste ano era de 7,7 euros/hora. Os engenheiros de construção de edifícios e de obras de engenharia eram os que mais auferiam, com um valor por hora de 14,30 euros.
Salários considerados baixos, e que não dignificam os anos de estudo associados a uma carreira de especialista são um problema para a fixação da mão de obra. No entanto, o preço dos materiais de construção e os concursos públicos com valores, muitas vezes, desafiantes, também contribuem para a emigração de muitos destes profissionais.
A Engenharia está presente em áreas tão diversas quanto o desenvolvimento de máquinas e equipamentos, trabalhos de conceção e instalação de estruturas elétricas, a inovação dos materiais, com a engenharia química e física, e a análise e avaliação de infraestruturas. Todas estas áreas estão diretamente relacionadas com o setor da construção, que precisa, depois, de engenheiros que sejam capazes de gerir os projetos, do início ao fim – os project managers – mais uma vez, profissionais especializados em gestão e processamento de dados do projeto, nas diversas fases da obra.
O desafio de manter os profissionais motivados e a trabalhar em empresas nacionais não é fácil de conseguir. É a inovação que, felizmente, continua a acontecer, que vai mantendo os recursos humanos interessados nos projetos. A capacidade de as empresas nacionais fazerem mais e melhor, todos os dias.
É desta importância que a inovação tem na Engenharia que se faz a evolução desta área que, por ser tão alargada (mas ter particular presença no setor da construção), representa um dos grandes motores económicos do país, ao qual é – evidentemente – preciso dar mais atenção, fazendo evoluir os salários e garantindo o crescimento – em quantidade e qualidade – destes profissionais.














