Voice Interaction: tecnologia nacional com alcance global

Criada em 2008, a VoiceInteraction é uma empresa portuguesa líder de mercado em áreas como a transcrição de áudio ou legendagem inclusiva para televisão. A RTP , Globo, ABC ou a Polícia Judiciária são algumas das entidades que utilizam os seus serviços. Reconhecida tanto em Portugal como no estrangeiro, a inovação tecnológica é a principal característica dos produtos que apresenta.

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João Neto, CEO

Situada em Lisboa, mesmo em frente ao pólo do Instituto Superior Técnico, esta empresa oferece a clientes globais uma vasta gama de produtos diferenciadores. A busca incessante por soluções inovadoras na área da fala é o grande mote de trabalho da VoiceInteraction.

«Trabalhamos na área do processamento automático da fala. Desenvolvemos tecnologia que ajuda na transcrição do áudio para texto mas também fazemos o inverso. O que a nossa empresa faz, na verdade, é utilizar técnicas de inteligência artificial combinadas com algoritmos de Machine Learning, para desenvolver os motores relacionados com a transcrição e a produção da fala» explica o CEO da VoiceInteraction, João Neto, no que respeita ao trabalho que desenvolvem na área de processamento da fala.

Transcrever os áudios de reuniões ou escutas telefónicas é um dos serviços que a VoiceInteraction, que tem uma forte ligação com o Instituto Superior Técnico, apresenta.
«O resultado nem sempre é perfeito mas o que é necessário é criar condições para que a tecnologia funcione. Nos tribunais, por exemplo, as gravações de áudio atuais nem sempre têm qualidade. Quando falamos de sistemas deste tipo estamos a falar de sistemas que são automáticos e que, basicamente, são treinados com grandes quantidades de dados. Se os dados não estiverem em condições – basta as pessoas estarem sentadas longe dos microfones, por exemplo – e o nosso trabalho torna-se muito difícil». A transcrição é um trabalho exigente, que necessita que as pessoas vão de encontro às características disponibilizadas pela tecnologia.

utilizamos técnicas de inteligência artificial combinadas com algoritmos de Machine Learning, para desenvolver os motores relacionados com a transcrição e a produção da fala

«Somos uma empresa de produto, que trabalha com várias empresas, incluindo televisões. Para elas, oferecemos um produto de Closed Captioning automático que é usado em vários mercados, sendo um dos maiores o Brasil. Neste momento, também estamos bastante ativos nos Estados Unidos da América. Estes são mercados muito regulados e, como tal, são obrigados a desenvolver sistemas com características mais específicas do que aquelas que temos, por exemplo, em Portugal».
No que respeita ao setor da Legendagem Automática, João Neto considera que o continente europeu ainda é bastante subdesenvolvido: «Este assunto ainda está muito pouco desenvolvido em Portugal e na Europa, já que a legislação sobre este assunto não é muito apertada». Este tipo de serviço é usado para que todos, independentemente das suas capacidades, possam ter acesso à informação.

este tipo de serviço é usado para que todos, independentemente das suas capacidades, possam ter acesso à informação

A internacionalização como marca de empreendedorismo

A VoiceInteraction desde sempre apostou na internacionalização e a sua presença em algumas das principais feiras do setor é exemplo disso, com a empresa portuguesa a garantir a presença em vários mercados internacionais: «Temos que ter capacidade de trabalhar para o mundo mas, desse ponto de vista, temos um problema, pois os nossos sistemas são dependentes da língua. O motor é igual mas colocá-lo para funcionar em português ou em espanhol são trabalhos distintos, o que obriga a um esforço individual para desenvolver o sistema de uma língua para a outra. Mas conseguimos sempre aproveitar o motor e o produto em si», explica João Neto. «A VoiceInteraction tem sede em Portugal mas trabalha para o mundo e contribui para a evolução da tecnologia, mas esta é uma função que nunca termina».

No futuro, os objetivos de sempre – crescer e inovar

«Temos de ser sempre capazes de sair da nossa zona de conforto e lutar para evoluir, pois só assim conseguimos crescer e ser uma empresa robusta, capaz de competir nos mercados mais complexos e difíceis», termina João Neto.

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