CINM preparado para receber novas empresas e contribuir para a dinamização da economia da Madeira

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O Centro Internacional de Negócios da Madeira (CINM) tem comprovado a sua capacidade de contribuir para o desenvolvimento da economia da Madeira e compensar os constrangimentos permanentes de que padece, como são a insularidade, a dimensão reduzida do seu mercado interno, o isolamento e a excessiva dependência económica do turismo.

Tal contributo tem sido mais vincado quando a estabilidade, a previsibilidade e a segurança jurídica – princípios fundamentais que os investidores valorizam nos processos de decisão para o desenvolvimento de negócios à escala internacional – convivem com os benefícios inerentes ao próprio CINM.

Com a crise socioeconómica decorrente da pandemia, que fez soar os alarmes nas regiões
economicamente dependentes de um monoproduto como o turismo, as mais valias do CINM
como instrumento de atração de investimento e, simultaneamente, mecanismo capaz de ajudar os investidores portugueses no desenvolvimento dos projetos de internacionalização das suas empresas, tornaram-se ainda mais evidentes.

Como tal, a recente prorrogação da admissão de novas empresas em sede da Assembleia da
República, colocando um ponto final na situação de impasse e de incerteza que o CINM vivia, veio conferir à praça de negócios portuguesa a estabilidade necessária para contribuir para a recuperação económica e social da Região.

A perceção efetiva das valias que o CINM pode acrescentar à economia nacional e regional está patente no conjunto de resultados que tem gerado ao longo dos anos, entre os quais se destacam, no plano quantitativo, o contributo para o PIB da Madeira, a criação de milhares de postos de trabalho, diretos e indiretos, as receitas fiscais oriundas das empresas e dos trabalhadores do CINM e, no plano qualitativo, a atração e desenvolvimento de atividades sofisticadas e inovadoras bem como uma interação muito positiva do CINM com outros
sectores da atividade económica nacional e regional.

Os últimos dados conhecidos sobre a evolução do número de empresas, de 31 de Dezembro de 2021, revelam que estavam registadas no CINM um total de 2.556 entidades. No que respeita à criação de emprego, os dados oficiais disponibilizados pela Direção Regional de Estatística da Madeira, relativamente a 2020, confirmam que o CINM era responsável por um total de 3.540 postos de trabalho diretos na Região. Um número de trabalhadores que
representa um crescimento, de 2019 para 2020, na ordem dos 13,4%.

A evolução registada neste campo mostra que a praça de negócios madeirense, como instrumento primordial de política de desenvolvimento regional, não só tem contribuído para aumentar a competitividade global da atividade económica na Madeira como também para facultar novas oportunidades de emprego, quer para jovens quadros qualificados quer
para profissionais oriundos das comunidades madeirenses da diáspora.

Dos milhares de postos de trabalho criados pelas empresas do CINM a larga maioria são muito qualificados e auferem salários acima da média da economia regional, tendência que é claramente comprovável se atendermos a que, conforme o recente estudo da Universidade de Coimbra sobre os contributos do CINM, 3% da população ativa da Madeira está empregue nas empresas do CINM e que, com base no apuramento dos dados da receita fiscal por parte da AT-RAM, a contribuição dos trabalhadores destas empresas através do IRS cobrado em 2021
foi de 5,8%.

Noutro prisma é também de ressalvar que num período em que se verificou uma perda considerável da receita fiscal do tecido empresarial da Região, o CINM tem conseguido manter o seu contributo para os cofres da Região, em termos percentuais e absolutos.

Segundo os dados apurados pela Autoridade Tributária da Região Autónoma da Madeira, o CINM gerou em 2021 um total de 101,1 milhões de euros, sendo de destacar que deste montante mais de 66% das receitas de IRC geradas na Região tiveram origem em empresas do Centro Internacional de Negócios da Madeira. Em termos globais, comparando a receita
fiscal total da Região em 2021 com aquela gerada no quadro da atividade do CINM no mesmo ano, o contributo do CINM para a Região foi na ordem dos 11,6%.

Estes indicadores justificam plenamente as razões que levaram a Madeira a criar, nos anos 80, o Centro Internacional de Negócios como instrumento de diversificação e de desenvolvimento económico regional e são um forte incentivo à sua continuidade.

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