Mais formação. Mais oportunidades. Melhor emprego.

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É mais que notório a mudança de paradigma que os mercados de trabalho e economias atravessam. A globalização, a tecnologia, um vírus, os fenómenos migratórios entre outros, estão a alterar a composição da sociedade. Contextos dinâmicos e alterações repentinas têm multiplicado os cenários e levado a que as organizações, em especial os Centros de Formação Profissional, se tenham de adaptar de forma rápida e eficaz para dar respostas às necessidades do mercado de trabalho e de formandos/as.

É perante estes cenários complexos que os Centros de Formação Profissional devem desempenhar um papel ativo, através de uma oferta formativa ajustada a cada contexto, situação e região.

A formação e ensino profissional têm visto ao longo destes anos a queda do argumento de que o mesmo é uma segunda opção, quase sempre associada a trabalhos mais manuais e menos qualificados.

A Organização Internacional do Trabalho reforça a necessidade das pessoas aumentarem o investimento nas suas capacidades por forma a que possam adquirir competências, aperfeiçoá-las e reciclar-se profissionalmente ao longo de toda a sua vida e abrir percursos para que os jovens se possam integrar nos mercados de trabalho, aumentando as oportunidades para que os trabalhadores de idade avançada possam continuar economicamente ativos e preparando de forma proativa os trabalhadores para as transições no mercado laboral.

A tendência de futuro será cada vez mais a ligação da formação e ensino profissional aos níveis superiores de educação fruto da riqueza do seu processo quase sempre ligado à prática e à diversidade de modalidades e metodologias de aprendizagem. A resposta da formação profissional à mudança é tendencialmente mais rápida contribuindo para uma integração mais célere dos/as formandos/as no mercado de trabalho. Ainda através desta via, o processo de aprendizagem é efetuado de forma contínua e ajustada ao contexto. A construção de percursos formativos pode ir inclusive ao ponto de serem as próprias empresas a criarem os perfis pretendidos para o desempenho de determinadas profissões. A tecnologia continuará a evoluir a um ritmo acelerado e os mercados cada vez mais sensíveis e exigentes na hora de contratar, sendo por isso fundamental um diagnóstico antecipado das aptidões necessárias para suprir dificuldades. Ainda no desenvolvimento tecnológico, é sabido que muitas profissões irão deixar de existir e que muitas outras, cada vez mais específicas, surgirão havendo a necessidade de dar resposta não só aos jovens que procuram o seu primeiro emprego, mas também a jovens adultos que procuram reconverter as suas carreiras profissionais (desempregados e empregados).

É esta flexibilidade das vias de ensino e formação que reduzirá os obstáculos às transições, permitindo aos/às formandos/as progredir no âmbito do ensino e da formação e transitar mais facilmente entre o mundo da aprendizagem e o mundo do trabalho facilitando, como atrás referido, a requalificação e reconversão profissional dos adultos. É, também, através da capacitação que a dignidade do trabalho sai valorizada e que se combate a precariedade laboral.

Ora, é nesta capacidade de resposta rápida e flexível aos desafios emergentes que reside a vantagem do ensino e da formação profissional, sendo fundamental neste processo de transição que terá de estar associado a um crescimento económico. Mais formação, mais qualificação geram melhores oportunidades de emprego e dotam os/as formandos/as de ferramentas essenciais de gestão das suas carreiras profissionais.

Em suma, é vital o reforço do investimento na modernização de um sistema de ensino de formação profissional centrado na qualificação das pessoas. Este investimento trará ganhos óbvios para as empresas (maior produtividade) e trabalhadores (especialização) sendo uma alavanca económica para o futuro que se avizinha.

Em síntese e citando o Professor Luís Alcoforado: “É desejável que do envolvimento em atividades formativas possa resultar um aumento de produtividade das pessoas e das organizações, com impacto significativo na economia, mas isso será sempre redutor e insuficiente.” (…) a finalidade da formação será sempre a de ajudar a pessoa a integrar-se, “tornando-a progressivamente mais autónoma e responsável (por si, perante e pelos outros) e capaz de se envolver na (re)construção de comunidades e sociedades mais produtivas, mas principalmente mais bonitas e decentes, mais humanizadas, mais justas e mais solidárias!”.

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