Melhorar a qualidade de ensino, para melhorar a qualidade da aprendizagem. Este é um princípio norteador do consórcio EPIC, que reúne as universidades do Minho, Aveiro e Beira Interior e os institutos politécnicos do Cávado e do Ave, Leiria e Viana do Castelo, e que esteve reunido para a realização do IV Fórum EPIC, na Universidade de Aveiro.
Depois de quatro edições, quatro jornadas, dois hackathons e várias sessões de percursos foi hora de avaliar o que foi feito e equacionar que caminhos traçar para aprofundar o modelo pedagógico inovador que foi desenhado ao longo dos trabalhos do consórcio.
“Este não é um modelo fechado, está aberto a contributos de toda a comunidade”, sustenta o coordenador do consórcio Manuel João Costa, desafiando os presentes e toda a comunidade académica “a consultar o referencial alcançado e a participar com contributos para continuarmos o processo de transformar e valorizar o ensino superior, que são as duas grandes metas do trabalho do consórcio EPIC”, sublinha o responsável.
A adesão crescente ao longo de ano e meio e a solidariedade e comprometimento das instituições de ensino envolvidas com o processo de cocriação foram elencadas como grandes conquistas do consórcio, e Manuel João Costa mostra-se otimista – “um otimismo assente em bases” -, de que o trabalho em equipa vai ser aprofundado. “Há questões a definir, em termos de financiamento, da forma como vamos aprofundar este relacionamento interinstitucional, mas é certo que este movimento não vai parar, porque está profundamente empenhado em alargar o modelo pedagógico para lá de unidades curriculares, almejando alargá-lo a cursos inteiros”, sublinha o coordenador.
A necessidade de introduzir conceitos novos foi enfatizada por Sandra Soares, vice-reitora para a Educação da Universidade de Aveiro, no painel de encerramento dos trabalhos. Considerando o momento atual como “crítico para que as Instituições de Ensino Superior não percam valor e mantenham a sua relevância”, a docente defendeu ”uma transformação profunda dos planos curriculares e das práticas pedagógicas”.

Coube ao reitor da universidade anfitriã do Fórum fazer a sessão de abertura. Artur Silva defendeu a necessidade “da introdução de uma cultura académica de inovação” no ensino superior, com um enfoque muito especial “na qualidade da aprendizagem, com abordagens diferenciadas, sem diminuir a exigência académica”. O reitor de Aveiro elogiou, ainda, “a cultura colaborativa do consórcio EPIC, que permitiu que aprendêssemos em conjunto”.
O programa incluiu keynote sessions, a cargo de Ricardo Queirós, professor do Politécnico do Porto, e Eduardo Nunes, CEO da Kendir Studios, que versaram as vantagens e as ameaças do uso da Inteligência Artificial em contexto de ensino superior.
Apresentações em formato Show & Tell, posters eletrónicos com 60 trabalhos das comunidades académicas das instituições parceiras que consubstanciam a inovação pedagógica e a apresentação e discussão aprofundada de trabalhos marcaram a jornada. Sessões muito participadas, que conferiram grande dinâmica à iniciativa. O consórcio prosseguirá agora o esforço de aprofundamento do modelo pedagógico encontrado, estando em busca das melhores alternativas para dar seguimento ao projeto.
O projeto EPIC insere-se no Programa de Investimento Impulso Mais Digital, contando com o apoio financeiro do Plano de Recuperação e Resiliência, sob a gestão da Estrutura de Missão Recuperar Portugal e da Direção-Geral do Ensino Superior, visando a criação de Centros de Excelência e de Inovação Pedagógica.










