“O confinamento mostrou a fragilidade do método de estudo tradicional”

Gonçalo Figueiredo Coluna é médico e docente universitário e fundou, em outubro do ano passado, em conjunto com o irmão, estudante de Medicina, a plataforma Uni2All, cujo objetivo é permitir aos alunos de Medicina e de cursos das Ciências da Saúde um acesso simples a conteúdos de aprendizagem. O projeto foi muito bem recebido e Gonçalo Figueiredo Coluna antecipa um alargamento dos conteúdos a outras áreas de estudo.

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Gonçalo Figueiredo Coluna, fundador

O que vos fez avançar para a criação da plataforma?

Eu sempre tive interesse na docência universitária e o meu irmão, por sua vez, tem um grande interesse por empreendedorismo, por isso resolvemos desenvolver uma solução que pudesse ajudar os alunos universitários em alguns problemas que vão surgindo, nomeadamente a existência de uma enorme quantidade de recursos para estudar. O objetivo é que tenham tudo o que precisam à distância de um clique, otimizando o tempo da melhor forma possível. Temos a nossa informação organizada e, com recurso a diferentes recursos de aprendizagem, pretendemos personalizar ao máximo o estudo, de forma a responder às necessidades específicas de cada aluno. Atualmente, funcionamos no segmento das Ciências da Saúde, com temas que são transversais a vários cursos – Medicina, Medicina Dentária, Enfermagem e Ciências Farmacêuticas.

Como pode o aluno aceder a estes conteúdos?

Temos material demonstrativo que está disponível gratuitamente, sendo o acesso ao restante conteúdo feito através de subscrição. Esta subscrição é feita com base no tempo que o aluno considera necessário para usufruir daquele conteúdo.

Quais os problemas que esta plataforma veio resolver?

Uma das coisas que os estudantes mais salientam é a diversidade de conteúdos e de formas de estudar que estão disponíveis. Esse foi um objetivo que tivemos desde o início, o de conjugar diferentes metodologias para permitir uma experiência única de estudo. Há vídeos, perguntas e métodos mais complexos, como os interativos. Outra questão importante é a portabilidade que a nossa solução oferece.

Durante o período de confinamento, a plataforma teve um crescimento acentuado?

Nas primeiras três semanas, abrimos totalmente a plataforma, para que os alunos pudessem estudar. O confinamento veio mostrar a fragilidade da forma tradicional de estudar e o nosso conceito, sendo inovador, tornou-se absolutamente atual, até porque nem todas as faculdades conseguiram reinventar-se a tempo. Isso levou a que tivéssemos um crescimento muito significativo e o feedback foi o melhor. As pessoas acabaram por se inscrever na plataforma, já depois do fim do período livre.

O balanço é positivo?

De facto, lançámos este projeto em outubro de 2019 e o balanço tem sido muito positivo. Temos atualmente várias associações de estudantes a negociar connosco protocolos para acesso dos seus sócios à nossa plataforma. Isso, por si só, ajuda-nos a crescer.

Existe a possibilidade futura de abrir esta plataforma a outras áreas de estudo?

Sim, está nos nossos planos. O objetivo será não só aumentar os conteúdos das áreas de Medicina e Ciências da Saúde, como também alargar a outras áreas de estudo. Queremos ter uma plataforma de referência para os alunos a nível universitário. Todavia, identificámos uma outra necessidade, que diz respeito aos profissionais de saúde, nomeadamente a constante necessidade de atualização dos mesmos. Estamos, por isso, a trabalhar no desenvolvimento de uma solução de recursos inovadores, em conjunto com outros parceiros institucionais, para conseguirmos responder a esta necessidade.

http://www.uni2all.com

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