Oportunidades em tempo de crise

A Ourigo tem 34 anos de atividade ininterrupta no setor têxtil, mesmo durante a pandemia e tem por filosofia reinventar-se, quando enfrenta dificuldades. A pandemia representou um desafio, mas também uma oportunidade de investimento e a máscara de nível 3 veio juntar-se aos produtos de têxteis-lar que a empresa de Guimarães já produzia, como explicou Samuel Machado, diretor da Ourigo.

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Samuel Machado, diretor comercial e sócio-gerente

Como apresentaria a Ourigo?

A Ourigo Confecções, Lda. é uma empresa sediada em Lordelo, Guimarães e fundada no ano de 1986. É uma sociedade familiar inserida na indústria têxtil. A sua atividade nunca parou, sendo que passou por momentos melhores e momentos menos bons, mas somos uma empresa resiliente que procura os caminhos da evolução e da resposta aos mercados cada vez mais voláteis.

Que produtos desenvolvem?

A Ourigo desenvolve e produz uma gama de produtos inseridos no mercado dos têxteis-lar, com maior foco na produção de vestuário como robes e pijamas. A Ourigo disponibiliza máscaras para adultos e crianças lisas ou com padrões. As máscaras podem ser personalizadas para empresas ou instituições.

Como pode o consumidor perceber se uma máscara é ou não certificada?

As máscaras são facilmente identificadas como certificadas, pois na embalagem segue um folheto informativo com a referência da máscara e selo de certificação, o qual pode ser pesquisado no site do CITEVE.

Uma recente polémica afirma que as pessoas adquirem máscaras que protegem apenas a 70% quando poderiam adquirir máscaras com 90% de proteção. Onde se encaixam as vossas máscaras?

As nossas máscaras são máscaras de nível 3 (para população em geral), que devem ter o PRC (Capacidade na Retenção de Partículas) para partículas superiores a 3 μm acima de 70%. O certificado da Ourigo atestou um PRC entre 86% a 94%, após 25 e 15 ciclos de lavagem, respetivamente.

No que respeita às condições de produção pré e pós pandemia, que avaliação faz?

A nossa produção encontra-se a trabalhar a “todo o vapor” sendo que, quando começou a pandemia, sentimos algumas dificuldades devido ao facto de alguns colaboradores, compreensivelmente, terem de ficar em casa como cuidadores de menores e/ou idosos. Isto coincidiu com a enorme procura que sentimos para as máscaras. Foi então que decidimos investir em maquinaria industrial inovadora para a produção de máscaras. Aumentámos a nossa produção diária em cerca de 1000%.

Que balanço faz até agora deste ano e como antevê a recuperação económica de que tanto se fala?

O país vai sofrer com a crise que se aproxima, disso não temos dúvidas. Mas por outro lado, “a necessidade aguça o engenho” e é em tempos de crise que se criam os produtos mais eficientes, os processos menos custosos e as estratégias mais eficazes. É com um olho nestas máximas que enfrentámos o futuro e que nos orientamos para a adaptação e melhoria contínua.



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