Preço das casas aumentou 5,1% no ano passado

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É do conhecimento geral que o mercado imobiliário tem vindo a crescer de ano para ano. Apesar da pandemia, a procura tem sido cada vez maior, levando a um aumento exponencial dos preços praticados no sector.

Com o isolamento necessário ao longo destes tempos, quem procura casa passou a dar mais valor ao seu espaço. Com foco nas famílias, que começaram a procurar outro tipo de residência, nomeadamente apartamentos maiores ou até moradias.

Este aumento é facilmente comprovado no mais recente barómetro da Imovirtual, onde o preço médio de venda em Portugal atingiu os 362.870 euros em 2021, comparativamente aos 345.412 euros de 2020.

Estabilidade de mercado

Apesar do aumento relativo ao ano anterior, constatou-se alguma estabilidade no mercado ainda no final de 2021. Com um preço médio de venda de 372.017€ em dezembro, verifica-se uma variação de apenas 1,2% face ao mês anterior.

Nestes últimos dois meses do ano, o distrito de Portalegre foi o que se destacou, com um crescimento de 3,8%, sendo que a capital apresentou apenas uma variação de 2,07%. Por outro lado, Beja foi o distrito com a queda mais acentuada de -3,3%, relativamente ao mês de novembro.

Apesar da estabilidade observada ao longo dos últimos meses, o preço médio dos imóveis foi aumentando consideravelmente durante o ano, levando a uma variação positiva de 5,1% relativamente a 2020.

Venda

Fazendo uma comparação anual do mês de dezembro, verifica-se um crescimento de 6,8% no preço dos imóveis. Com um custo de 348.223€ em 2020, o valor médio de compra passou para os 372.017€ em 2021.

Pelo segundo ano consecutivo, o distrito de Évora foi quem registou uma maior variação de 21%, onde o preço médio chegou aos 247.197€.

Por outro lado, a Guarda conseguiu atingir novamente uma ligeira quebra percentual de -0.9%, tornando-se o Distrito mais acessível para compra de imóvel, com 112.973€.

Arrendamento

Também no arrendamento verificou-se um ligeiro crescimento de 2,9% no preço médio dos imóveis anunciados no Imovirtual, em relação a 2020, onde o valor médio de 1.036€ passou para 1.066€. Comparativamente ao mês anterior, dezembro registou uma subida de 1,7% atingindo o valor de 1.066€ dos então 1.048€.

Apesar de Viseu ter sido o distrito com maior crescimento percentual de 7,8%, relativamente a novembro, o Porto foi quem registou a maior variação anual com um impressionante aumento de 17,9%. Com uma renda média mensal de 1050€ registada em dezembro de 2021, tornou-se na capital de distrito mais cara a nível de arrendamento, sendo apenas ultrapassada por Lisboa.

Por outro lado, Beja foi em 2021, uma das cidades mais acessíveis, apresentando uma queda percentual de -37,8%. Esta famosa cidade alentejana viu, neste último ano, as suas rendas baixar de 714€ para 477€, uma descida impressionante e pertinente nas aspirações de desenvolvimento da região.

Também Bragança se revelou como uma cidade de destaque na procura de arrendamento de imóveis com uma queda percentual de -21% nos últimos dois meses do ano. Esta cidade raiana, da sub-região de Trás-os-Montes, viu as suas rendas descerem de 553€ para 437€ num espaço de apenas de um mês.

É previsível que o mercado imobiliário continue a crescer neste ano de 2022. Independentemente da pandemia, continua-se a registar uma constante e elevada procura neste sector. No entanto, apesar de serem boas notícias para economia geral, é importante observar a importância de uma oferta estruturada no mercado que seja compatível com o real poder de compra no País.

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