A Procare Health foi criada há mais de uma década a pensar na saúde da mulher. Por esse motivo, o seu papel social sempre se distinguiu das restantes concorrentes do mesmo setor?
A Procare Health foi projetada de acordo com uma missão e valores que a caracterizam enquanto elemento ativo na sociedade. A responsabilidade social que temos enquanto organização ligada à melhoria da qualidade de
vida das populações e ao combate da doença é um fator intrínseco à nossa existência.
Quanto à forma como nos distinguimos de outras farmacêuticas, é algo que não é relevante para nós. Todas as iniciativas de carácter social que implementamos ao nível de tudo o que vai para além da investigação, desenvolvimento, produção e comercialização de terapêuticas inovadoras eficazes e seguras, resulta da
observação atenta das necessidades do mundo que nos rodeia e que podemos impactar. Quanto ao que outras organizações fazem, tudo o que seja socialmente válido é positivo.
O tema da edição de dezembro da Valor Magazine trata dos “dilemas das organizações” para 2024. A nível do papel social das empresas, quais lhe parecem ser os maiores problemas a considerar?
Esta questão leva-me a refletir sobre o que o ano 2024 vai herdar. Vivemos uma crise económica que nos violenta. Temos guerras instaladas, sem fim à vista. Lidamos com um vasto continente que leva as suas gentes a
morrer no marem busca de uma vida melhor.
Enquanto empresa ligada à saúde, somos confrontados com a dificuldade que os doentes têm em pagar a sua medicação, tendo que escolher entre os remédios que mais falta lhes fazem.
A ligação que temos e procuramos reforçar com as sociedades médicas, associações de doentes e o eco que fazemos das mensagens de solidariedade que nos chegam são estratégias que continuaremos a apoiar. Em termos de investimento, a rúbrica de Responsabilidade Social é uma das minhas preocupações na definição do budget para os anos seguintes.
A Procare Health recebeu, recentemente, o selo de Igualdade Salarial 2023, que indica que mulheres e homens são alvo do mesmo tratamento, a nível salarial, quando desempenham funções semelhantes. Esta é uma distinção que vos honra? Quão importante é terem-na recebido?
Sem qualquer modéstia, muito nos honram todas as distinções. Contudo, o tema da igualdade salarial é uma não questão para nós. Não temos nenhum algoritmo que defina as remunerações com base na equidade. As pessoas são pagas em função do trabalho e responsabilidades dos cargos que desempenham. O facto de termos igualdade salarial é uma mera casualidade e significa que as suas competências são transversais ao género ou qualquer outro fator diferenciador.
O que seria para mim inaceitável seria a atribuição de uma qualquer regalia apenas porque se é homem ou mulher, excluindo situações específicas como a gravidez, a amamentação ou até limitações resultantes de
alterações hormonais, como sejam o período menstrual ou a menopausa, com as quais lidamos para além da legislação.
Para 2024, com se posiciona a Procare Health no mercado? Considerando a gama de produtos já desenvolvidos, em que área apostarão de seguida? Relativamente ao papel social desta empresa, haverá, para o ano, novos objetivos delineados?
A Procare Health é uma empresa muito jovem, cujo crescimento foi afetado no seu início por um longo período de inatividade resultante do Covid-19. Neste momento atuamos nas áreas do HPV (vírus papiloma humano) e prevenção do cancro do colo do útero, na menopausa, na disfunção sexual da mulher e subfertilidade. Temos um
vasto pipeline de produtos para reforçar estes domínios, onde pretendemos sedimentar a nossa posição.
A nível social, para além de continuarmos com as parcerias que temos com sociedades médicas, associações de doentes ou universidades, estaremos atentos e seguramente daremos resposta a todas as situações que requeiram a nossa intervenção.










