“Somos parceiros de negócios dos clientes”

A Gesconfer conta com mais de 25 anos de experiência na área da Contabilidade e Gestão. Definindo-se como uma empresa parceira dos clientes, que ajuda à gestão das empresas, depara-se, porém, com a enorme carga burocrática e administrativa associada ao desempenho da sua profissão, para António Xavier, diretor executivo desta empresa, urge simplificar os processos e alargar o calendário fiscal.

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Que análise faz do posicionamento dos contabilistas certificados junto das empresas e da importância que já lhes é atribuída pelas mesmas?

O nosso tecido empresarial é composto por PME´s, representando 99,9% da totalidade das empresas e, destas, 96% são micro (Pordata 2020). Estamos perante empresas de estruturas muito simples, que recorrem aos contabilistas para responder às diversas necessidades, nomeadamente de âmbito fiscal e de apoio à gestão. A pandemia veio revelar a importância do contabilista. É notório que, hoje, a imagem do contabilista é a de um parceiro preparado para apoiar as empresas a tomar as melhores decisões.

Qual o papel que a Gesconfer tem junto dos seus clientes?

A Gesconfer sempre teve uma atuação de muita proximidade com o cliente, que se veio a acentuar em altura de pandemia, face às enormes dificuldades sentidas por todos. Procurámos adaptarmo-nos internamente, através da automatização de processos, recorrendo à tecnologia, o que permitiu racionalizar o tempo com determinadas tarefas, necessárias, mas que acrescentam pouco valor ao cliente. Direcionámos esse tempo para desenvolver um conjunto de informação que permite ao cliente atuar de forma preventiva em vez de reativa.

Ser um parceiro de negócios dos vossos clientes já é possível, ou a carga burocrática e administrativa ainda é muito elevada?

A Gesconfer é um parceiro de negócio e é nessa função que estamos junto dos nossos clientes, embora a carga burocrática e administrativa seja enorme. Reconhecemos a necessidade que as diversas entidades têm de informação, seja a Autoridade Tributária, Segurança Social, INE, Banco de Portugal entre outras, contudo, torna-se urgente a revisão destes processos, nomeadamente do calendário fiscal, de forma a evitar o envio de informação desnecessária e duplicada. É fundamental aumentar a capacidade de resposta
das plataformas da Autoridade Tributária e da Segurança Social.

A digitalização é fundamental para levar a cabo um bom trabalho e para simplificar as tarefas. Como se comportaram a Gesconfer e os respetivos clientes no que respeita a esta questão?

A simplificação das tarefas e processos é vital para todos os intervenientes, os contabilistas no papel de empresários, os contabilistas como fornecedores de serviços e os seus clientes. Existem um conjunto de tarefas que são necessárias, mas não acrescentam qualquer valor, nem ao contabilista nem ao cliente, tornando-se necessário reduzir este efeito. A Gesconfer tem investido na automatização desses processos tanto interna como externamente, reduzindo a intervenção do cliente no envio de informação.

Reconhecemos a necessidade
que as diversas entidades
têm de informação (…), contudo,
torna-se urgente a revisão destes
processos, nomeadamente do
calendário fiscal, de forma a evitar
o envio de informação
desnecessária e duplicada


Quão difícil é encontrar recursos humanos de excelência para esta área económica?

Desenvolvemos uma atividade de enorme responsabilidade e complexidade, o que implica ter
recursos humanos especializados. Temos uma equipa com uma forte experiência, apostamos em formação direcionada às necessidades de cada um e promovemos internamente a discussão de temas que nos ajudam a analisar situações concretas, definindo assim procedimentos futuros.

A seu ver, qual o papel a desempenhar, por parte dos contabilistas, na boa gestão das empresas?

A contabilidade é o meio principal para a preparação da informação para a gestão. Este é e
será o papel principal do contabilista, estar ao lado do empresário/gestor, a avaliar as suas
necessidades, preparando-lhes as ferramentas que permitirão uma melhor decisão. Com as chegadas dos fundos de apoio europeu, o contabilista terá novamente um papel crucial para a sobrevivência de muitas empresas.

Como antecipa o futuro, no que respeita à Gesconfer?

Estes dois últimos anos foram anos de muitas dificuldades, no entanto não deixámos de crescer, sendo esse o caminho que continuamos a percorrer, sempre de forma sustentada, apostando numa estratégia de inovação, dedicação e proximidade. Face à situação internacional e ainda com o problema da pandemia por resolver, acreditamos que os próximos tempos não serão fáceis para as empresas portuguesas, mas continuamos a acreditar no futuro.

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