Transição Digital inclusiva, global e para todos

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Ao longo dos últimos anos, Portugal reuniu esforços para afirmar a sua posição estratégica no setor da tecnologia e do digital. Hoje, já somos uma porta de entrada de investimento nestas áreas e um exemplo na ambição de transformar o tecido empresarial e o ecossistema empreendedor nacional e europeu. Mas nem sempre foi assim.

Em 2002, apenas 15% das famílias portuguesas tinha acesso à internet. Hoje, 87% das famílias tem acesso à internet e reconhecemos o impacto que a pandemia trouxe nos hábitos de consumo e de trabalho de todas elas. Em 2004, apenas 14% dos utilizadores de internet realizavam compras online.

Em 2021, já 64% dos utilizadores de internet recorrem ao home banking e cerca de 3,7 milhões de portugueses utilizou MBWay. Em 2025, perspetiva-se que 85% da nossa população faça pelo menos uma compra online. As tecnologias digitais estão a transformar a forma como vivemos, como consumimos e como trabalhamos. Estes são os alicerces do Plano de Ação para a Transição Digital, que não deixa ninguém para trás: das pessoas, às empresas e ao Estado.

Um tecido empresarial com pessoas preparadas para a tecnologia e digital não é uma ideia de
futuro, é já o nosso presente. O setor das TIC em Portugal tem registado um crescimento
exponencial. Atualmente, o mercado digital vale já 6% do PIB português e, segundo as previsões da IDC, de 2021 até 2024, os gastos com TIC devem crescer 0,9% ao ano e chegar aos 8.948 milhões de euros.

Para continuarmos este caminho de afirmação na tecnologia e no digital, o trabalho é contínuo e persistente. Por isso, continuamos a apostar em mais e melhores qualificações na área das TIC, impulsionando o conhecimento e a inovação.

Promovemos a adoção de tecnologias digitais nas PME e a perceção do seu valor. Temos vindo a reforçar o investimento na conectividade de banda larga e a apoiar as start-ups nacionais no acesso a mercados internacionais e na captação de investimento estrangeiro.

“O setor das TIC em Portugal
tem registado
um crescimento exponencial.
Atualmente,
o mercado digital vale já 6%
do PIB português e,
segundo as previsões da IDC,
de 2021 até 2024, os gastos com TIC
devem crescer 0,9% ao ano
e chegar aos 8.948 milhões de euros”.

A transição verde e digital é uma aposta no nosso tecido empresarial, e o Plano de Recuperação e Resiliência também veio reforçá-la. Na sua componente para as Empresas 4.0, o PRR conta com uma dotação total de 650 milhões de euros, onde se inclui um vasto pacote de apoios. As PME contam com 40 milhões de euros destinados a apoiar o aumento da sua maturidade digital, através do programa Coaching 4.0, e mais de 30 milhões de euros para apoiar a digitalização do setor do comércio, através das Aceleradoras de Comércio Digital. Mas ainda, através do investimento de 60 milhões de euros nos Polos de Inovação Digital que auxiliarão pelo menos 4000 PME na prestação de serviços para promover a sua transição digital, e dos 150 milhões de euros no apoio à criação de Test Beds com modelos de negócio para prestação de serviços de teste e experimentação de produtos e serviços desenvolvidos por PME e start-ups. Por seu turno, também as start-ups somam apoios, estando previstos 90 milhões de euros para o desenvolvimento de produtos verdes e digitais.

Sabemos que a missão de um país tecnológico e digital estará sempre em construção e temos
objetivos claros para os próximos anos. Alguns destes objetivos passam pelos que foram
estabelecidos pela Digital Decade da Comissão Europeia, que espelham também a visão política e estratégica da UE, mas também de Portugal. Assim, até 2030, na Digital Decade foi definido como objetivo aumentar a percentagem de utilização da internet para recorrer aos serviços públicos e bancários, devendo estas chegar aos 85% e 90%, respetivamente.

Atualmente a percentagem de utilização da internet para recorrer a serviços públicos é de 45% e para recorrer a serviços bancários é de 60%. É esperado, entre outros, que pelo menos 90% das PME na União Europeia tenham um nível básico de intensidade digital e é
uma ambição duplicar o atual número de unicórnios em fase de arranque na Europa.

Conscientes do trabalho que desenvolvemos e confiantes do que ainda está por fazer,
continuaremos a unir esforços por um presente e futuro tecnológico, digital, inclusivo e global.

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