Ao longo do tempo, acredita que a população tem vindo a reconhecer mais a importância da Fisioterapia para uma saúde verdadeiramente funcional?
A Fisioterapia já não é vista apenas como resposta a lesões, é reconhecida por quem procura viver com qualidade. Ao longo dos anos, temos testemunhado um aumento significativo da procura por soluções que promovem a mobilidade, a autonomia e a prevenção. A população está cada vez mais informada e entende que a saúde física e mental é a base para um estilo de vida ativo e feliz.
Quão importante é a procura precoce por ajuda, aquando do surgimento das primeiras dores ou mal-estar?
Prevenir e tratar desde os primeiros sinais é fundamental para evitar complicações futuras. Uma intervenção precoce permite ganhos significativos tais como rapidez na recuperação, menos dor e menos impacto nas atividades de
vida diária. A nossa missão passa também por promover literacia em saúde nos nossos clientes, para que tenham noções básicas sobre quando devem procurar este cuidado.
Que equipamentos disponibilizam que, por serem de vanguarda, ajudam bastante a uma recuperação diferenciada dos utentes?
Possuímos equipamentos que aceleram a recuperação, que fazem a diferença no dia a dia dos nossos clientes: Magnetoterapia de alta intensidade – Tecnologia Emfield; Tecar; Ondas de Choque; Eletrólise ecoguiada; Neuromodulação; Plataformas de equilíbrio e propriocepção; Equipamentos de fortalecimento muscular, entre outros. Estes recursos, aliados à experiência clínica da equipa, permitem tratamentos personalizados e altamente eficazes.
Além da Fisioterapia e Osteopatia, que outras especialidades disponibilizam neste Centro Terapêutico? Esta disponibilização de outras áreas clínicas é uma forma de complementar o trabalho da Fisioterapia?
Acreditamos que recuperar/reabilitar vai muito para além da Fisioterapia. Por isso, temos na equipa especialistas em Nutrição Clínica, Psicologia, Podologia, Medicina Familiar. Trabalhamos em equipa, porque cada especialidade é peça fundamental para o puzzle completo da reabilitação.
O que pode ser feito, a seu ver, para que a Fisioterapia seja mais acessível a todos? É importante, por exemplo, o estabelecimento de parcerias entre o Estado e clínicas privadas para que a resposta aos utentes com menos capacidade financeira seja possível?
Tornar a saúde funcional acessível a todos é fundamental. Acreditamos que parcerias entre o Estado e unidades privadas, num modelo diferente do atual, podem ser uma resposta eficaz para garantir o acesso universal à
Fisioterapia. No contexto do Sistema Nacional de Saúde, podem ser tomadas medidas para melhorar o acesso à fisioterapia. Algumas opções podem incluir: alocar mais recursos financeiros para o SNS (principalmente a nível
dos cuidados de saúde primários, uma vez que o número de fisioterapeutas nos centros de saúde é muito baixo e a sua atuação seria fundamental para uma atuação junto da comunidade); e melhorar a eficiência. A Saúde
não pode ser um luxo, tem de ser uma garantia ao alcance de toda a população.
Como se desenha o futuro do Centro Terapêutico de Apúlia – Octávio Dimas? Há a possibilidade de crescer noutras localizações geográficas?
O futuro do Centro Terapêutico irá continuar a passar pela aposta na humanização, saúde centrada na pessoa, formação contínua, modernização e novas tecnologias.









