“A pandemia obrigou as empresas a pensar em cibersegurança”

A Redshift Consulting está no mercado há 11 anos e assume-se como uma empresa que “leva muito a sério” a segurança digital dos seus clientes. João Manso, o CEO da empresa, acredita que este é o caminho para contínuo crescimento, sempre acima dos 100 por cento, como tem acontecido desde a criação da empresa e que já lhe rendeu várias distinções, a última das quais a Top 5% melhores PME’s nacionais, atribuída pela Scoring.

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João Manso, CEO

O mundo digital e a respetiva segurança estão sob ameaça constante. Como se posiciona a Redshift Consulting no mercado, de forma a conseguir assegurar tranquilidade aos seus clientes?

A Redshift trabalha com os setores público e privado e tem assistido à evolução das empresas e dos seus decisores na necessidade de investirem em segurança, mas também tem acompanhado a evolução das tecnologias de segurança disponíveis no mercado, o que tem levado a um investimento continuado em novas parcerias, no desenvolvimento de novas capacidades e na formação e treino do seu pessoal. Hoje somos já uma empresa referenciada no mercado, pois temos demonstrado que somos capazes de ser diferenciadores pela qualidade da entrega e da tecnologia dos nossos parceiros, mas principalmente pela capacidade e profissionalismo do nosso pessoal.

São especializados em Cibersegurança, Networking, gestão de Informação e Low Code. Como conseguem garantir que a vossa equipa está sempre na vanguarda do conhecimento, sobretudo considerando o “boom” de operações realizadas digitalmente aquando do confinamento?

É sempre um desafio ter equipas com especializações em áreas tão distintas, mas todas elas interligadas pela mesma gestão e por processos de qualidade e segurança de informação transversais à Redshift. Conseguimos ser referência no mercado em todas as áreas pela qualidade das equipas, que estão divididas em três empresas, uma mais dedicada às tecnologias de informação, comunicação e segurança, outra mais dedicada aos sistemas de informação e outra à investigação e desenvolvimento. O desafio é sempre ter as pessoas necessárias, motivadas, treinadas, formadas e aptas a trabalhar em qualquer contexto, seja ele mais físico e de proximidade ou mais remoto. No contexto de pandemia, primeiro foi-nos colocando o desafio de deixar de estar na empresa e/ou nos clientes e passar a ter todos em remoto. Foi um processo rápido, pela decisão que tomámos de proteger o nosso pessoal. Desta forma não só não tivemos impacto na estrutura, como conseguimos dar apoio aos nossos clientes, mesmo durante o processo de confinamento inicial. Depois, e porque muitas atividades pararam, usámos a oportunidade para formar pessoas e equipas e investigar, desenvolver e implementar novos modelos de serviço.

Como avalia o reconhecimento que as empresas portuguesas já têm da questão da cibersegurança e da importância da mesma para a realização de operações seguras, interna e externamente?

As organizações públicas e privadas foram acordando para a dura realidade que a pandemia lhes colocou e agora, quase 16 meses depois, podemos dizer que muitas começaram a fazer investimentos sérios e organizados, preparando-se melhor para o futuro. Ainda temos muitos que não fazem bem, porque preferem fazer o mínimo ou o barato, mas a regulação nacional e internacional está a levar as organizações a pensarem melhor no investimento a fazer.

O que é e como se caracteriza o Low Code, que a Redshift Consulting também desenvolve?

Em termos de Low Code, a Redshift tem uma equipa de desenvolvimento de soluções em Outsystems. É uma equipa altamente motivada, com uma liderança forte, que tem desenvolvido projetos junto de clientes de referência na Banca, Seguros, Defesa Nacional, Retalho, Distribuição e Telecomunicações. A sua capacidade é fruto de um processo de melhoria contínua baseada em treino e trabalho em equipa. Usamos as melhores práticas que nos levaram ao reconhecimento pela Outsystems como um parceiro de referência, por isso temos cada vez mais solicitações para projetos.

Os produtos desenvolvidos pela Redshift são desenhados para aportar maior eficiência ao processo que o cliente utiliza, mantendo e melhorando as operações anteriormente realizadas. Além destas vantagens diretas, que outras vantagens fazem dos produtos Redshift Consulting uma mais-valia importante para os clientes?

Os produtos da Redshift, como as soluções de Information Management Red.Doc, Red.Scan e Red.ScanIA, são soluções de referência no mercado e em fase avançada de internacionalização. Estes nossos produtos recorrem às mais recentes tecnologias de automação e Inteligência Artificial para apoiar a transformação digital dos nossos clientes, alguns dos quais dos maiores “consumidores” de documentos (físicos ou eletrónicos). São aplicações que levam a elevadas poupanças, pela eficácia, eficiência e rapidez na digitalização, análise, processamento, distribuição e controlo de documentos e dos seus metadados. As aplicações estão sujeitas a padrões elevados de controlo de qualidade e de segurança, mas estão a reforçar-se pela certificação de qualidade e de segurança de informação e pelas metodologias de SecDevOps introduzidas.

A Redshift Consulting posiciona o seu trabalho nos setores da Saúde, Telecomunicações, Banca, Indústria e Administração Pública nacional. Dado o alargado conjunto de áreas que servem, cada um dos vossos produtos é adaptável às necessidades do setor que serve?

A solução que adotamos é a criação de equipas de projeto de implementação com recursos técnicos e experiência não só nas nossas soluções, mas também com conhecimento e experiência no setor. Já temos elementos para quase todos os setores, mas quando não temos, não esperamos para ir ao mercado e contratar quem tenha as competências, por isso a equipa técnica da Redshift cresceu quase 100 por cento nos últimos 18 meses.

A Redshift Consulting foi reconhecida como PME Líder’20 e também como Top PME 5%, pela Scoring. Estas distinções são importantes para a empresa?

Essas foram as duas últimas distinções que a Redshift Consulting teve, mas desde 2018 que somos reconhecidos pelo Financial Times e pela Deloitte como uma das PME que mais cresceu na EMEA. Crescer três dígitos é um trabalho de equipa extraordinário. 2020 foi um ano desafiante onde tivemos que ajudar muitos clientes a ultrapassar os problemas que a pandemia lhes colocava. Em 2021, vamos crescer outra vez, provavelmente três dígitos. Mais um fenomenal trabalho de equipa, desde os mais jovens aos mais seniores. Em 2022, passaremos a ter Managed Services mais abrangentes e disponibilizaremos soluções em modelo as-a-service inovadoras na área de cibersegurança.

Desde que iniciou atividade, a Redshift tem crescido sempre acima dos 100 por cento. O objetivo futuro passa por continuar a crescer?

Temos instalações em Lisboa, Almada, Beja e Luanda (Angola), mas estamos a abrir em Praia (Cabo Verde), Madrid (Espanha) e no Porto. O futuro é crescer, sempre e de forma sustentada. Com muito investimento em Portugal, porque muito temos para fazer, mas também em Espanha e Cabo Verde.

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