“As pessoas estão mais conscientes da importância da saúde oral”

A Clínica de Pêra surgiu do desejo de José e Cláudia Ferreira, dois médicos dentistas que se associaram num projeto comum de trazer uma clínica dentária de excelência para uma vila pequena, como Pêra, no Algarve. Dotada de outros serviços clínicos e especialidades médicas além da Medicina Dentária, é nesta última área que a clínica se destaca, sendo procurada nacional e internacionalmente. O esforço e o profissionalismo da equipa da Clínica de Pêra valeram à empresa o reconhecimento como PME Top 5%, uma distinção atribuída pela Scoring, em 2020.

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José Ferreira e Cláudia Ferreira, médicos dentistas e sócios

Como define a atuação da Clínica de Pêra, junto dos seus clientes?

A ideia inicial surgiu logo após a nossa vinda de Lisboa para o Algarve, há quase 18 anos. Queríamos ter um projeto em que pudéssemos pôr em prática as nossas ideias de como uma clínica dentária deveria funcionar. Queríamos abrir a melhor clínica onde já tínhamos trabalhado, com os melhores materiais que existissem no mercado e com todas as tecnologias disponíveis e que realmente tornassem o nosso trabalho um prazer e os nossos tratamentos uma mais-valia para os nossos pacientes. Procurávamos uma pequena vila onde ainda não existisse nenhuma clínica dentária e onde pudéssemos realmente ser úteis à população. E foi nesse contexto que surgiu o nome da vila de Pêra que, além de ir a favor do que queríamos, era também um excelente lugar para se viver. Fomos muito bem recebidos pela população desde o início e nesse contacto ficámos a saber de algumas carências que existiam a nível de serviços médicos básicos, como as recolhas para análises clínicas – qualquer pessoa tinha de ir a Armação de Pêra para fazer a recolha. Assim, e em parceria com a Aqualab, conseguimos trazer esse serviço para a nossa clínica desde a sua abertura, assim como as consultas de clínica geral. Com o passar dos anos e com o crescimento do próprio espaço da clínica, fomos adaptando os serviços complementares às necessidades dos nossos pacientes, assim como às capacidades do nosso espaço clínico.

SERVIÇOS DISPONÍVEIS:

●Medicina Dentária

●Fisioterapia

●Nutrição

●Psicologia

●Alergologia

●Cirurgia Plástica

●Recolha para análises clínicas

A Medicina Dentária ainda é uma área médica que as pessoas receiam, o que as leva a evitar ir ao dentista. Como avalia esse sentimento? Ele ainda é muito visível?

Tem toda a razão. Tenho pacientes de mais idade que me contam autênticas histórias de terror. Eu próprio tive experiências com dentistas, na minha infância, que preferia não ter tido. A pessoa que tem medo do dentista só vai procurar esse serviço mesmo em último caso, quando já não aguenta mais a dor, e quando, normalmente, já não há nada a fazer senão extrair os dentes. Estes tratamentos em situação aguda são sempre os mais agressivos e claro que isso leva a uma situação em que o paciente sai da clínica ainda com mais medo. Ainda assim, atualmente o ambiente das clínicas dentárias e a atitude dos clínicos e colaboradores tornam as consultas de Medicina Dentária numa coisa atraumática e por vezes até agradável.

O sorriso é, cada vez mais, uma parte da boa aparência da pessoa que a ajuda no seu dia a dia – a sentir-se confiante, bonita – e mais capaz de desempenhar bem o seu papel social. A questão da aparência é um motivo pelo qual as pessoas vos procuram?

Sem dúvida. Hoje, uma pessoa que tenha um sorriso degradado e sem dentes não será bem aceite pela sociedade. É impossível ser-se feliz sem autoestima e, para ela existir, é fundamental que a pessoa não tenha medo de sorrir nem de socializar. A saúde oral é fundamental para o bem-estar geral do indivíduo, para termos trabalho, para sermos felizes nas nossas relações sociais e é uma das razões principais para se procurar uma clínica dentária.

O preço das consultas e tratamentos médicos dentários é muitas vezes apontado como difícil de suportar e o facto de a Medicina Dentária não fazer ainda parte do SNS é um entrave para que muita gente possa tratar da sua boca. Como se posiciona, face a esta questão?

Realmente, a única razão que pode existir hoje em dia para as pessoas não tratarem a boca é a parte financeira. Já existem boas clínicas um pouco por toda a parte e as pessoas também estão muito mais informadas e sensibilizadas para a importância da sua saúde oral. No entanto, a parte financeira ainda não pode ser descurada. Deviam existir clínicas em que as pessoas com menos posses pudessem, pelo menos, fazer os tratamentos básicos sem terem grandes encargos. Pessoalmente, nunca achei que os cheques-dentista fossem uma solução. A única solução era, com esse dinheiro, fazer-se pelo menos uma clínica por distrito onde as pessoas pudessem fazer uma reabilitação oral pensada e estruturada do princípio ao fim. Da nossa parte, tentamos fazer os preços mais justos possível, de forma a podermos tratar o maior número de pessoas possível. No entanto, os preços estão adaptados também aos materiais de topo que utilizamos, como os implantes da Nobel Biocare (mais caros do mercado) ou os materiais de enxerto da Augma.

Parece-lhe que, ainda assim, as novas gerações já têm uma noção diferente da importância dos dentistas para uma vida saudável?

As novas gerações estão muito mais informadas do que antigamente. Existem mais e melhores dentistas, os pais são muito mais preocupados com a saúde dentária dos seus filhos do que há 20 ou 30 anos e levam-nos a consultas periódicas, as técnicas/tecnologias de tratamento são muito mais avançadas e a própria sociedade deixou de “aceitar” como normal um sorriso com dentes degradados. A Medicina Dentária em Portugal tem evoluído muito e bem. Acho mesmo que Portugal é um dos países do mundo com os melhores médicos dentistas e com as melhores clínicas particulares. A grande lacuna, como já falamos, está no serviço médico dentário social, mas um dia lá chegaremos também.

A pandemia e a sua evolução

Durante a pandemia, como vos foi possível trabalhar?

Houve duas etapas muito más para nós: a primeira foi o encerramento precoce das clínicas dentárias, a meio de março de 2020, uma semana antes de todo o outro comércio fechar. A outra foi o medo que todos os funcionários e pacientes tiveram no momento de voltar a abrir. Felizmente, os nossos colaboradores estiveram sempre ao nosso lado nesta luta, nunca ficámos a dever dinheiro a ninguém, mas foi muito complicado não termos ideia de quando íamos abrir ou quanto dinheiro seria necessário para pagar os ordenados sem faturarmos nada. Com a ajuda e vontade de toda a equipa, conseguimos reorganizar os nossos tempos de trabalho e adaptá-los ao novo panorama, de forma a recuperar um pouco o tempo perdido. Com um tremendo esforço, conseguimos chegar ao fim do ano com uma faturação semelhante à de 2020 e ainda sermos considerados uma das PME’s Top 5% de Portugal, o que foi, no meio disto tudo, um grande motivo de orgulho para nós. O nosso segredo foi a resiliência dos nossos pacientes que, pouco a pouco, foram sentindo segurança para voltar aos seus tratamentos.

Sentiram alguma reticência, por parte das pessoas, em voltar à clínica, para concluir tratamentos, considerando a questão da pandemia?

Felizmente, a grande maioria dos pacientes sentiu segurança nas medidas que implementámos na nossa clínica aquando da reabertura pós-quarentena e pouco a pouco as coisas foram voltando ao “novo” normal. A maior parte dessas medidas já era utilizada na época pré-Covid, como as proteções para os sapatos. Instalámos purificadores de ar em todas as salas da clínica, limitámos o número de pessoas que podiam entrar, vestimos fatos de proteção e redobramos todos os cuidados com a higiene no geral.

O futuro da Clínica de Pêra

As atualizações e formações são constantemente necessárias, na vossa área de atividade. A Clínica de Pêra procura manter essa atualização?

A boa escolha das formações que fomos fazendo foi a pedra angular da nossa evolução clínica e profissional. No percurso da nossa clínica nunca deixámos de ter essa consciência. Ao longo destes quase 18 anos de existência criámos laços com alguns dos melhores dentistas estrangeiros e portugueses e posso dizer que a Clínica de Pêra e os seus trabalhos são conhecidos em muitas partes do mundo. Claro que todas as formações só fazem sentido se forem projetadas com base nas necessidades dos nossos pacientes – alguns, estrangeiros, vêm de propósito a Portugal por confiarem em nós e nas nossas capacidades. Eu especializei-me em Cirurgia Oral avançada e a Dr.ª Cláudia Ferreira, além de outras vertentes, tem apostado na Estética Orofacial sendo, inclusive, membro da Associação Portuguesa de Harmonização e Terapêutica Orofacial. Hoje, a nossa clínica já é também procurada por colegas nacionais e internacionais para várias formações, quer em cirurgia avançada, quer em harmonização facial.

Quais serão os próximos objetivos a atingir, relativamente à Clínica?

O projeto futuro é precisamente continuar com as mesmas ideias que nos trouxeram até aqui, sendo fiéis à mesma filosofia que nos fez crescer: modernizar cada vez mais, apostar num workflow cada vez mais digital, continuar a apostar na formação e nas novas vertentes da Medicina Dentária, sem nunca descurar o elemento principal da nossa existência: os nossos pacientes!

http://facebook.com/Clínica-de-Pêra

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