Ciberbit: soluções tecnológicas de futuro

Fundada em Coimbra, em 1995, por um grupo de engenheiros, a Ciberbit demarca-se pelo desenvolvimento de soluções de futuro, sempre suportadas pelas melhores tecnologias. De acordo com Américo Amorim Pinto, CEO da empresa, o produto de maior potencial da empresa é uma solução integrada para gestão de unidades de saúde de qualquer dimensão, preparada para concorrer com as melhores soluções a nível mundial.

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Quais são as áreas onde conseguem manter essa diferenciação?

Ao longo destes 26 anos, a empresa já trabalhou em várias áreas. Contudo, atualmente, focamo-nos no desenvolvimento de dois produtos. Um deles é direcionado para a gestão de cadeias de lojas de venda a retalho, o “CBRetail”. Este é um produto maduro, que tentamos que consiga suportar todos os processos das lojas. Temos ainda o “I’mThom”, que é uma solução para a gestão integrada de unidades de saúde. É um produto sofisticado que utiliza as últimas tecnologias web. Tentámos fazer um produto que funcionasse bem numa pequena clínica, mas que, ao mesmo tempo, pudesse ser utilizado num hospital. Já o vemos, inclusive, como um produto que pode competir com soluções mundiais. Estamos a participar em concursos internacionais e é agradável ver que a solução é classificada como a melhor em várias áreas. Hoje, a Ciberbit posiciona-se como uma software house que tem no seu portfolio estes dois produtos e uma equipa de consultoria, cujo objetivo é apoiar os clientes a fazer os projetos de implementação desses mesmos produtos.

Falando em internacionalização, em que mercados têm estado presentes?

Temos instalações a funcionar em Omã e temos projetos em curso na Arábia Saudita. Estamos ainda noutros concursos e com a intenção de utilizar a referência que já temos na região para a nossa força comercial conseguir novos clientes nesses mercados.

Neste momento, o mercado europeu não é algo que vos suscita interesse?

Claro que sim. Nós fomos para este mercado do Médio Oriente porque criámos parcerias na área da gestão das unidades de saúde com outras empresas portuguesas. Por vezes, não temos a noção de que há poucos setores onde o sistema de informação é tão crítico, essencial e vital como o setor da saúde. A experiência de gestão destes parceiros, aliada a uma solução integrada, conseguiu ganhar a gestão das unidades e é por esse motivo que estamos a trabalhar em conjunto.

Acredita que a pandemia teve influência em toda esta evolução tecnológica?

Por termos esta presença muito forte no setor da saúde, a Ciberbit acabou por estar no centro do furacão quando, em 2020, surge esta pandemia. Nascem, assim, necessidades novas, muitas delas alicerçadas no uso da tecnologia. Além disso, muitas coisas que já existiam não eram vistas nem como críticas nem como urgentes. A transformação digital, em muitos casos, foi uma obrigação. No que diz respeito à empresa, identificamos, essencialmente, dois desafios. O primeiro é a rápida evolução tecnológica. Fazemos atualização permanente, tentamos manter a ligação com as universidades e tentamos nunca nos esquecer do ADN de engenheiro que levou à criação da Ciberbit. O segundo desafio é a dificuldade em encontrar e reter os talentos. Continuamos a acreditar que as pessoas se movem por ideias, desafios e uma vontade de fazer algo para mudar um bocadinho do mundo todos os dias. Acreditamos que todos queremos ser parte de algo maior que nós próprios. E sentimos que as nossas pessoas se consideram parte de algo realmente significativo.

Nesse sentido, qual será o futuro da Ciberbit?

O capital da empresa foi adquirido em 2019 por um grupo de acionistas privado, principalmente devido ao potencial deste produto que temos para a área da saúde. Esses acionistas têm investido no crescimento. Portanto, eu estabeleço como meta o crescimento: expandir a empresa, ir a novos mercados e mostrar aos clientes que o nosso produto é a melhor solução.

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