Como nasceu a sua paixão pelo desenvolvimento de pessoas e pelo coaching empresarial?
Tudo começou pela minha formação em gestão empresarial e financeira e pela paixão por números e performance. Desde pequena que aprendi a “esgravatar”, como dizia o meu avô. Ele ensinou-me a observar, a analisar, a questionar, a ir mais fundo e a procurar respostas onde a maioria não procura. Esse olhar curioso, estruturado e ao mesmo tempo estratégico acompanhou-me sempre.
Depois veio a experiência. Tive funções de grande responsabilidade em liderança, gestão de equipas e direção de áreas de negócio numa das indústrias mais competitivas do mundo: a farmacêutica. Aprendi a entregar resultados, a trabalhar com objetivos ambiciosos, KPYs, avaliação de desempenho, a gerir pessoas sob pressão e a tomar decisões difíceis, muitas vezes com impacto profundo na vida de quem estava à minha volta.
O coaching entrou na minha vida de forma natural. Primeiro através da empresa pois com as funções que desempenhava era imperioso evoluirmos como líderes. Percebi que por trás do desempenho económico e operacional há sempre pessoas e que as pessoas só atingem alta performance quando desenvolvem competências internas como foco, mentalidade, disciplina, comunicação e autoconhecimento.
Desde então, o meu trabalho tem sido esse: ajudar líderes e equipas a crescerem profissionalmente, atingirem objetivos e viverem uma vida melhor.
Na indústria farmacêutica, quais foram os principais desafios e como contribuíram para o seu método de coaching e de liderança de equipas de alta performance?
A indústria farmacêutica é um dos ambientes mais competitivos e exigentes que existem. Trabalha-se com objetivos muito ambiciosos, métricas apertadas, equipas multidisciplinares e mercados extremamente regulados. Além disso, todos os anos existiam processos de avaliação muito rigorosos, que podiam envolver despedimentos com base em meritocracia real. Era preciso tanto visão estratégica como maturidade emocional para gerir pessoas, resultados e expectativas.
Esses anos ensinaram-me algo fundamental: alta performance não é sobre competências técnicas. É mentalidade, comportamento, disciplina, capacidade de tomar decisões difíceis e saber comunicar sob pressão. Ao mesmo tempo, fui investindo de forma contínua na minha própria formação em desenvolvimento e alta performance. Estudei e treinei com Tony Robbins, tanto na componente de desenvolvimento humano como nas áreas de performance, liderança e, nos últimos dez anos, business mastery. Esse investimento elevou a minha visão sobre comportamento, estado emocional, motivação, tomada de decisão, influência e construção de negócios.
Essas componentes, a experiência prática de liderança e operação num setor altamente competitivo e a formação em performance humana e empresarial, moldaram o meu método.
Em que consiste o Performance Acceleration – High Achievers Program e como se distingue das abordagens tradicionais?
É um programa desenhado para transformar potencial em resultados extraordinários através de metodologia estruturada e foco dirigido à ação. Começa com um assessment comportamental para mapear competências comportamentais, estilo de liderança e pontos de alavanca, seguido da definição estratégica de objetivos, prioridades, planeamento e métricas de excelência. Trabalha skills comportamentais, mentalidade de alta performance, gestão emocional e hábitos vencedores, integrando ferramentas de execução, accountability e tracking.
Diferencia-se do coaching clássico porque não é exploratório, é orientado para performance medível e resultados. Junta autoconhecimento, estratégia e execução, transformando intenção em ação e ação em progresso real.
“Performance não é esforçar-se mais, é viver melhor. É ter clareza do que se quer, coragem para escolher e disciplina para agir”.
Que obstáculos impede os profissionais de atingirem alta performance e como os ajuda a superá-los?
O obstáculo não é a falta de capacidade, é a falta de clareza, foco e estrutura. Muitos líderes operam em modo reação, dispersam energia em urgências e não dedicam tempo àquilo que realmente faz escalar resultados. Outro bloqueio frequente é o autoconhecimento limitado: desconhecem como decidem, como comunicam, como influenciam e como o seu comportamento impacta o ambiente à volta.
A isto junta-se a ausência de sistemas de execução e accountability, que transformam intenção em ação.
O meu trabalho é dar clareza estratégica, alinhar prioridades, desenvolver competências comportamentais e instalar hábitos de alta performance.
Quando o profissional sabe onde quer chegar, como lá chegar e quem tem de ser nesse processo, os resultados acontecem. Alta performance não é força, é direção, método e consistência.
Quais são os próximos lançamentos ou projetos? E que mensagem gostaria de deixar a líderes, empresários e profissionais?
Acabei de lançar a versão corporativa do Performance Acceleration – High Achievers Program, para equipas de direção e executivos. E reforçar a consultoria estratégica para CEOs com foco em performance humana, prioridades, decisão e execução. O objetivo é tornar Portugal mais competitivo através de líderes mais preparados. A vida tem três dimensões que não podem ser ignoradas: trabalho, relacionamentos e o “eu”.
Alta performance é ganhar nas três. A mensagem é simples: crescer é assumir responsabilidade por quem somos e por quem queremos ser.
Para saber mais, consulte aqui: https://alexandraguimaraes.com/






