Quais são os principais fatores que sustentam o reconhecimento da EPDRAC?
A excelência da Escola Profissional de Desenvolvimento Rural de Alter do Chão (EPDRAC) resulta da combinação entre tradição, recursos técnicos, qualidade do ensino e forte ligação ao mercado de trabalho, com foco no saber-ser/estar e no saber-fazer, sempre em contexto real de aprendizagem. Os principais pilares que explicam este sucesso são a ligação à Coudelaria de Alter e à formação equestre, que fazem da escola uma referência internacional na equitação, na gestão equina e nas atividades do sector agropecuário. Além disso, respondemos às necessidades do Alentejo e do setor agrícola e turístico nacional, apostando também na formação integral do aluno com competências socioemocionais e valores, como integridade, compaixão e empatia.

De que forma a sua experiência influenciou a sua liderança desde 2020?
A tomada de posse, em Maio de 2020, coincidiu com a pandemia e com a necessidade de garantir continuidade pedagógica. O conhecimento profundo da escola, a proximidade à comunidade educativa, o trabalho em equipa e a capacidade de adaptação foram decisivos para responder aos desafios. Procurou-se preservar a cultura de “escola-família” e adaptar rapidamente as práticas ao ensino à distância. A equipa educativa reagiu de forma exemplar e, em 15 dias, foram alteradas todas as práticas convencionais. A parceria com a Coudelaria de Alter foi essencial para manter a formação prática dos alunos. Atualmente, a escola desenvolve projetos inovadores e sustentáveis, com preocupação ambiental, sustentabilidade e eficiência energética.
Qual é o impacto das parcerias na formação e no desenvolvimento rural?
As parcerias estratégicas, sobretudo nas áreas equestre e agrícola, funcionam como um acelerador de competências, uma vez que permitem formação em cenários reais, na Coudelaria de Alter e em explorações agropecuárias da região, aproximando os alunos da realidade profissional. Contribuem também para a fixação no território, combatendo a desertificação e criando oportunidades de carreira, empreendedorismo e prestação de serviços. Ao mesmo tempo, reforçam a inovação e a sustentabilidade. No final do curso, os alunos saem com experiência prática e uma rede de contactos que os coloca numa posição muito vantajosa no mercado de trabalho.

Qual a visão para o futuro da EPDRAC e o seu papel na formação profissional?
O futuro da EPDRAC passa por se afirmar como um centro de inteligência rural e equestre. Isso implica integrar agricultura de precisão, monitorização digital e dados aplicados ao maneio e ao bem-estar animal, apostar na economia circular e transformar a exploração agropecuária num exemplo de práticas regenerativas. Passa também pela internacionalização, com recurso ao Erasmus+, e pelo alargamento da oferta formativa a áreas pouco exploradas, como siderotecnia ou arqueologia, aproveitando o potencial único do concelho. A escola terá cada vez mais um papel social de âncora contra a desertificação, mostrando que o ensino profissional é um caminho sólido para a empregabilidade e para a revitalização do interior.










