“Esta aposta tem superado as nossas expectativas”

São dois sócios franchisados da MaxFinance que, há cerca de um ano, decidiram abrir um projeto de intermediação de crédito. Com o mote “Tratamos da sua saúde financeira!”, Tiago Macedo & João Soares oferecem aos seus clientes serviços de análise de processos de crédito à habitação, crédito pessoal e empresarial e análise de seguros. Uma área que, na opinião de ambos, carece de mais informação.

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Tiago Macedo e João Soares, sócios

O vosso negócio de intermediação de crédito surgiu há cerca de um ano. O que motivou esta aposta?

Tiago Macedo (TM): Eu gosto muito da área financeira e já conhecia a MaxFinance. Além disso, em conversa com o João, percebi que ele também tinha interesse nesta área e, juntos, consultámos várias marcas de mediação de crédito no mercado. Há cerca de um ano,
decidimos então avançar.

Até ao momento, que balanço fazem desta aposta?

TM: Esta aposta tem superado as nossas expectativas. Neste primeiro ano, a nível de operações, fizemos mais do dobro do que pensámos que íamos fazer.

João Soares (JS): Eu acho que as pessoas começam a ver, na imagem do intermediário financeiro, uma entidade que consegue apresentar várias propostas de atividades diferentes, em que a pessoa não precisa de perder tempo a ir a bancos e negociar a melhor proposta.

O que é que falta em Portugal para que tenhamos um maior conhecimento do que representa, de facto, fazer um crédito?

TM: O ideal seria que, com o tempo, isto começasse a ser falado nas escolas. Numa forma mais avançada, penso que devia haver mais divulgação. Hoje em dia, temos as redes sociais e penso que seria importante falar sem tabus.

Será esse um desafio para as entidades bancárias?

JS: Claro. Esta é uma área que tem questões um bocadinho mais técnicas e que, à partida, não serão fáceis de explicar. No entanto, é um esforço que tem de ser feito por todos para que as pessoas fiquem mais esclarecidas.

TM: Penso que é necessário investir no discurso das pessoas. Muitas vezes, sabem os conceitos, mas não os conseguem transportar para uma linguagem mais simples e
descomplicada. Muitos dos clientes que chegam até nós estão, cada vez mais, empenhados em perceber esta área.

O crédito consolidado já é uma opção que as pessoas consideram?

JS: Eu penso que as pessoas olham para o crédito consolidado como uma ajuda numa situação limite.

TM: E muitas vezes já chegam tarde a essa solução, porque quando há incumprimento já não conseguimos fazer esse crédito.

JS: De uma forma geral, penso que comprar uma casa é o objetivo de todos. No entanto, muitas pessoas, numa fase inicial, não estão preparadas para fazer esse esforço para atingir essa meta. É uma questão de mentalidade e abertura.

TM: Nas gerações mais novas, existe uma grande preocupação em não conseguirem pagar e quais são as consequências. Os jovens querem muito poupar e ter um fundo de emergência.

Nesse sentido, vem aí uma geração mais informada e consciente?

TM: Eu penso que sim. Acredito que, daqui a 20 anos, vamos estar a falar de uma nova realidade em Portugal.

JS: Estas novas gerações já vão crescer com esta tendência de que cada vez vai haver mais rigor na conceção de crédito.

Tendo em conta a questão da pandemia e da guerra que se vive na Ucrânia, que cálculos é que as pessoas devem começar a fazer para se prevenirem em relação ao futuro?

TM: Ter um fundo de emergência é uma questão extremamente importante. Estamos numa fase em que é difícil fazer previsões. Nesse sentido, não dar passos por impulso ou emoção é fundamental.

JS: Penso que, até ao final deste ano, as pessoas que estavam a pensar investir também vão adiar esses projetos e esperar. O ramo imobiliário influencia a economia de diversas formas e, quando a construção abranda, tudo se vai ressentir.

Em termos futuros, que objetivos estão traçados para o vosso projeto?

TM: Pretendemos aumentar o número de parceiros com quem trabalhamos. Também queremos traçar um plano de marketing digital para divulgar informação sobre o nosso projeto e esta área.

JS: O nosso objetivo é sermos reconhecidos pelo nosso trabalho e que as pessoas confiem em nós.

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