Apresenta-se como destinada “a pensar nos jovens”. Tem sentido esse aumento na procura, e como se cria essa identidade numa zona tão mitigada como Lisboa e Cascais?
A AvenueOptions nasceu da minha experiência no imobiliário, ao perceber que muitos jovens casais procuravam casa sem conhecer o seu real poder de compra. Visitavam imóveis, faziam propostas, mas no final o negócio caía por falta de informação, tornando o processo desgastante para todos. O nosso objetivo é precisamente evitar esse sentimento, sobretudo em quem compra casa pela primeira vez, num país onde ainda existe muita desinformação.
Aliás, a médio e longo prazo, pretendemos abrir a AvenueOptions Imobiliária em Lisboa ou Cascais, onde concentramos mais negócio, para tornar o processo mais rápido, simples e eficaz para o consumidor final.
Aos seus olhos, que papel desempenham os intermediários na transparência, comparação de soluções e proteção do consumidor?
O intermediário de crédito facilita a acessibilidade à informação, oferecendo várias opções de crédito sem vinculação. O nosso papel é analisar essas propostas e identificar o banco mais adequado às necessidades do cliente.
Para um processo bancário o cliente tem de automaticamente confiar em nós, intermediários de crédito. Para isso, também temos de ser transparentes e ajudar os clientes a entender que estamos nisto juntos, pois este é o nosso papel.
“É a nossa obrigação promover decisões informadas, ajudando o cliente a compreender as vertentes do seu crédito”.
A literacia financeira continua a ser um problema no acesso ao crédito?
A falta de conhecimento sobre os processos bancários é geral, o que é compreensível, dado que as medidas mudam quase todos os anos e surgem constantemente novas regras. Até os intermediários de crédito estão sempre a aprender. Ainda assim, é a nossa obrigação promover decisões informadas, ajudando o cliente a compreender as vertentes do seu crédito. Maior acesso não significa melhor compreensão dos riscos ou dos processos. Os níveis de literacia financeira mantêm-se semelhantes, o que reforça a importância da formação e da informação acessível no nosso trabalho.
Olhando a 2026, e para quem quer comprar a primeira casa, que cuidados devem ter hoje os particulares que ponderam recorrer ao crédito?
O mais importante é compreender a taxa de esforço, que indica quanto do orçamento será comprometido com o crédito, incluindo outros encargos existentes. Atualmente, a taxa situa-se entre os 30% e 35%, podendo variar conforme a situação financeira do cliente. É também crucial escolher bem o tipo de crédito – taxa fixa, variável ou mista – garantindo que a prestação se mantém confortável a médio e longo prazo.
E fica aqui também uma dica para os mais jovens: EVITEM os casinos online, compras impulsivas online e não deixem que os valores fiquem a negativo nas contas, mantenham sempre um valor saudável nas mesmas.









