Quais considera terem sido os momentos e as decisões que mais contribuíram para a identidade e o posicionamento que a JAPSeguros tem hoje no mercado?
A identidade da JAPSeguros foi construída através da criação de uma mediação capaz de colocar o cliente no centro de todas as decisões e de oferecer um serviço verdadeiramente diferenciador, com uma forte cultura de proximidade e de uma profunda orientação para as necessidades do cliente.
Ao longo do nosso percurso, tomámos decisões importantes, designadamente o investimento contínuo em talento, tecnologia e especialização técnica. Paralelamente, apostámos na construção de relações sólidas com as principais seguradoras do mercado, garantindo independência na recomendação e capacidade para encontrar as melhores soluções. O posicionamento que temos hoje resulta precisamente dessa combinação entre dimensão, proximidade, conhecimento técnico e uma vontade permanente de evoluir. Mais do que vender seguros, procuramos ser parceiros de confiança na proteção das pessoas, das famílias e das empresas.
A verdadeira diferenciação está na apólice ou na experiência que o cliente vive antes, durante e depois de um sinistro? Como se constrói essa diferença no dia a dia?
A apólice é importante, mas a verdadeira diferenciação está, sem dúvida, na experiência que o cliente vive ao longo de toda a relação. Num mercado em que os produtos tendem a ser cada vez mais semelhantes, a qualidade do serviço, a capacidade de aconselhamento e a forma como respondemos nos momentos mais críticos assumem um papel decisivo. É precisamente durante um sinistro que se percebe o valor real de um mediador. O cliente não procura apenas uma cobertura contratual: procura alguém que o acompanhe, simplifique processos, represente e defenda os seus interesses.
Essa diferença constrói-se diariamente através da disponibilidade, proximidade, rapidez de resposta e da capacidade de transformar temas complexos em soluções simples e compreensíveis. É uma cultura de serviço que exige consistência e que não se improvisa.
Como se encontra o equilíbrio entre a digitalização dos processos e a preservação da componente humana na mediação de seguros?
A digitalização e a proximidade humana não são conceitos opostos, mas sim complementares. O grande desafio não está em substituir pessoas por tecnologia, mas em utilizar a tecnologia para libertar tempo e recursos que permitam reforçar a relação com o cliente. Na JAPSeguros encaramos a transformação digital como uma forma de tornar os processos mais simples, rápidos e eficientes.
O cliente espera poder interagir connosco através dos canais digitais, obter respostas imediatas e ter acesso simplificado à informação. Contudo, quando surgem decisões importantes ou situações de maior complexidade, continua a valorizar o aconselhamento especializado e a confiança de falar com alguém que conhece a sua realidade. O futuro da mediação passa precisamente pela combinação do melhor dos dois mundos: a eficiência do digital e a confiança da relação humana.

Se pudesse eliminar uma ideia preconcebida que ainda têm sobre os seguros ou sobre os mediadores, qual seria e porquê?
Gostaria de eliminar a ideia de que o seguro é apenas uma obrigação legal ou um custo inevitável. Na realidade, o seguro é um instrumento de proteção financeira e de estabilidade que permite às pessoas e empresas enfrentar acontecimentos inesperados com maior segurança. Da mesma forma, existe ainda a perceção de que o mediador tem apenas uma função comercial. Essa visão está muito distante da realidade. Um mediador de seguros qualificado é um consultor de risco, alguém que ajuda o cliente a compreender as suas vulnerabilidades e a encontrar soluções adequadas para as mitigar. Quanto maior for a literacia financeira e seguradora da sociedade portuguesa, mais evidente será o valor acrescentado da mediação profissional.
Quando um cliente escolhe a JAPSeguros em vez de uma contratação totalmente digital e direta, que valor acrescentado considera que recebe e que dificilmente poderia ser substituído por tecnologia?
Recebe aconselhamento, contexto e confiança. A tecnologia é extremamente eficaz na automatização de processos e na disponibilização de informação, mas dificilmente consegue compreender a totalidade das circunstâncias pessoais ou empresariais que influenciam a gestão do risco.
Na JAPSeguros procuramos conhecer os nossos clientes, compreender os seus objetivos e antecipar as suas necessidades futuras. Essa capacidade de interpretar contextos, aconselhar estrategicamente e adaptar soluções continua a depender da experiência humana. Além disso, nos momentos mais sensíveis, como um sinistro complexo ou uma situação de elevada incerteza, os clientes valorizam a existência de um interlocutor que os acompanha, orienta e representa. Esse nível de proximidade continua a ser um dos maiores fatores de diferenciação da mediação profissional.
“Na JAPSeguros procuramos conhecer os nossos clientes, compreender os seus objetivos e antecipar as suas necessidades futuras. Essa capacidade de interpretar contextos, aconselhar estrategicamente e adaptar soluções continua a depender da experiência humana”
Quais são as competências que vão distinguir os líderes do setor segurador nos próximos anos?
Os líderes do futuro terão de combinar competências tecnológicas com uma forte capacidade humana. A inteligência artificial, os dados e a automação serão ferramentas fundamentais, mas a capacidade de interpretar informação, tomar decisões éticas e liderar equipas continuará a ser determinante.
Considero que existem três competências particularmente relevantes. A adaptabilidade, porque a velocidade da mudança será cada vez maior. A capacidade de aprendizagem contínua, uma vez que os modelos de negócio estão em permanente evolução. E a empatia estratégica, ou seja, a capacidade de compreender profundamente clientes, colaboradores e parceiros para criar relações duradouras e sustentáveis. As organizações que conseguirem desenvolver estas competências estarão mais preparadas para liderar num mercado em transformação constante.
Que legado ambiciona que a JAPSeguros deixe enquanto exemplo de referência na mediação de seguros?
A nossa ambição é que a JAPSeguros seja reconhecida como uma organização que elevou os padrões da mediação de seguros em Portugal. Queremos ser uma referência pela confiança que inspiramos, pela excelência do serviço que prestamos e pela capacidade de inovar sem perder a proximidade com as pessoas. Mais do que crescer em dimensão, queremos contribuir para a valorização da profissão de mediador, demonstrando que o aconselhamento especializado continua a desempenhar um papel fundamental na proteção das famílias e das empresas.











