Em que momento percebeu que o empreendedorismo era o caminho certo e quais foram os maiores desafios que enfrentou para afirmar uma liderança feminina num mercado tradicionalmente exigente?
O grande gatilho para o empreendedorismo foi perceber que os clientes acompanhavam as minhas mudanças profissionais. Para onde eu ia, vinham comigo. Isso deu-me confiança para avançar. Acredito que o facto do mercado das marcas e da publicidade ser exigente, faz com que nós, mulheres, consigamos um lugar de destaque. As mulheres estão habituadas a gerir várias frentes em simultâneo, e essa capacidade pode ser uma vantagem na liderança.
Ao longo do seu percurso, sentiu alguma vez que teve de liderar de forma diferente por ser mulher? Que preconceitos considera que ainda persistem para as mulheres que assumem cargos de direção e como acredita que podem ser ultrapassados?
Sinceramente, não vejo que as mulheres tenham de liderar de uma forma diferente dos homens. Todos temos de liderar com confiança, segurança, respeito e empatia. Nunca deixei de avançar. Nunca deixei nada por dizer. Nunca permiti a linha para lá dos limites. Desde sempre fui muito firme e perseguidora dos meus objetivos. Acho que isso ajuda.
Os preconceitos são ultrapassados com provas de que não passam disso mesmo. A forma como nos apresentamos traz o respeito que ambicionamos. Olhos nos olhos é muito importante.
“Todos temos de liderar com confiança, segurança, respeito e empatia. Nunca deixei de avançar. Nunca deixei nada por dizer. Nunca permiti a linha para lá dos limites. Desde sempre fui muito firme e perseguidora dos meus objetivos”
A FAMTONE distingue-se por criar ligações autênticas entre marcas e pessoas através da criatividade. De que forma a sua visão enquanto mulher, empreendedora e diretora criativa influencia a cultura da empresa, a relação com os clientes e a forma como desen volvem soluções de comunicação?
Sempre valorizei relações de confiança, e proximidade, e esses valores fazem naturalmente parte da cultura da agência. Somos Famtone, porque vivemos o tom da família e é neste ambiente familiar que temos vindo a crescer. Trabalhamos com marcas nacionais e internacionais de renome, com uma proximidade ímpar. Estamos sempre lá para os clientes, seja na disponibilidade, na criatividade, na entrega, ou na relação.
Num contexto em que a inovação exige constante reinvenção, como consegue equilibrar a criatividade com a gestão de um negócio em crescimento? Que competências considera terem sido essenciais para transformar uma ideia numa empresa consolida da e reconhecida?
Este é o grande desafio. Tento cada vez mais separar a Cristina Diretora Criativa, da Cristina Gestora da Famtone. Uma leva-me a sonhar e a outra puxa-me os pés para a terra. Prefiro a Diretora Criativa, mas a outra coloca-se muito à minha frente. Diria que foco, antecipação, resiliência e capacidade para acompanhar o ritmo e tendências do mercado são competências cruciais.
Se pudesse deixar uma mensagem às mulheres que ambicionam criar o seu próprio projeto ou assumir posições de liderança, qual seria o conselho que gostaria de lhes transmitir?
Se é para ser, que seja a sério, sem meio termo. Avança, se tiveres a certeza de que esta é uma missão de vida. Na dúvida, espera. Na certeza, não percas tempo.










