Soluções de vanguarda

O Grupo Reynaers Aluminium é líder europeu em soluções de alumínio - portas, janelas, fachadas, portas de correr e jardins de Inverno. A área de I&D sempre foi muito importante para a empresa se manter na vanguarda, com quase um quarto dos trabalhadores alocados a esse setor, como explica Ricardo Vieira, diretor da empresa em Portugal.

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Ricardo Vieira, diretor

Quais foram as inovações e o desenvolvimento que o Grupo apresentou para se manter como líder de mercado?

A Reynaers Aluminium já tem mais de 50 anos de história e a inovação e desenvolvimento sempre estiveram presentes no ADN do Grupo. Se falarmos daquilo que eram os sistemas de alumínio há 30 anos, evoluímos muito. Questões como o conforto térmico, proteção acústica ou o design são premissas que temos sempre em consideração no momento de desenvolver um produto ou solução. Na sede temos cerca de 450 pessoas a trabalhar, 120 das quais estão dedicadas a I&D. Neste campo, destaco ainda o nosso centro de testes para a indústria da caixilharia, que é o maior da Europa e Avalon, a nossa sala de realidade virtual que permite ‘visitar’ os edifícios ainda na fase de projeto. Tem sido uma ‘ferramenta’ muito importante para projetos de todo o mundo.

Portugal ainda é um país atrasado, a nível de soluções para conforto térmico e acústico?

De alguma forma sim. É uma questão cultural. Os requisitos acústicos e térmicos são algo que já está muito presente nos países do Centro e Norte da Europa, também porque as condições são diferentes: o clima é mais exigente, a densidade populacional é maior, os níveis de poluição são outros… Em Portugal, estes parâmetros são cada vez mais considerados, mas a legislação é mais ligeira que no resto da Europa. Ainda assim, nota-se uma evolução. As pessoas já se preocupam com a questão do isolamento, querem perceber exatamente como é constituída a janela e qual o seu propósito… ainda temos algum caminho a percorrer no que concerne a edifícios públicos, mas os edifícios privados têm cada vez mais essa preocupação.

Que análise faz do mercado português relativamente às soluções que existem, relacionadas com o isolamento e a simultânea necessidade de arejamento que existe nos edifícios?

Os conceitos “isolamento” e “ventilação” parecem contraditórios e combiná-los pode parecer um desafio, mas é possível instalar soluções de caixilharia que permitem a ventilação dos espaços, sendo termicamente eficientes. Por exemplo, o nosso sistema Ventalis permite ventilação, com uma solução incorporada na caixilharia. Além da questão térmica, existe também a possibilidade de nos ‘isolarmos’ acusticamente. Recentemente, lançámos a solução SoftTone, que permite uma redução do ruído exterior, mesmo com a janela aberta.

Portugal ainda tem uma grande margem de adaptação dos seus edifícios?

Sim, Portugal foi um dos últimos países da Europa a investir na reabilitação. Neste momento, o investimento em reabilitação é superior à construção nova e deverá manter-se. Nesta matéria, os operadores privados têm realizado um papel importantíssimo ao assumirem-se como o motor da economia, por contraponto ao investimento público, que ainda peca por falta de rigor, no sentido de prever soluções de construção evoluídas e que permitam uma utilização sustentável dos edifícios.

Como antecipa o ano 2021, no que respeita aos projetos?

Esta pandemia pode condicionar a atividade de um modo geral. Nós não fomos muito afetados com a situação de 2020 e temos vindo a crescer de uma forma consistente em Portugal, faturando um pouco abaixo dos 10 milhões de euros, para um total de 550 milhões de euros faturados pelo Grupo. No entanto, tão ou mais importante que o volume de negócios, está a sustentabilidade da empresa a médio e longo prazo e, nesse sentido, sentimos que a notoriedade da marca é cada vez maior no mercado português.

Gostaria de salientar algum projeto em particular?

Sim, o Infinity Tower, em Lisboa. É um edifício residencial de 26 pisos, localizado em Campolide, junto ao eixo Norte-Sul e no qual todos os critérios de que falámos antes – Design, Proteção Térmica e Acústica e Sustentabilidade – foram tidos em conta desde a fase de conceção.

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