Asseco PST: parceiro na evolução digital da Banca

A Asseco PST desenvolve software bancário, sendo líder nos mercados onde atua. Em entrevista, o administrador executivo em Moçambique, Joaquim Tobias Dai, salientou as principais tecnologias e softwares implementados num momento em que os serviços online aumentaram consideravelmente.

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Joaquim Tobias Dai, administrador executivo em Moçambique

Como caracteriza as realidades portuguesa e moçambicana no que respeita à tecnologia já implementada?

Portugal é um mercado mais maduro, onde as condições ao nível das infraestruturas e a literacia financeira do consumidor bancário estão mais avançadas. Mas o setor financeiro está a ser impactado por mudanças disruptivas ao nível tecnológico com reflexos em todas geografias, independentemente da sua maturidade. Para os bancos – que são os destinatários das soluções que desenvolvemos – é cada vez mais importante investirem na tecnologia certa, pois só assim serão capazes de responder às expectativas dos seus clientes e manter-se competitivos.

Quais os principais problemas que ameaçam os sistemas bancários, designadamente quanto à segurança das transações, que as soluções da Asseco PST ajudam a resolver?

A segurança das transações é apenas uma das múltiplas questões a que as nossas soluções dão resposta. Cabe-nos transformar os sistemas tecnológicos das instituições financeiras para que sejam cada vez mais eficientes, seguros e robustos, evitando situações de erro humano, violações de segurança ou fraude. No processo de transformação digital no setor financeiro, a área da cibersegurança é crítica e todas as soluções de última geração por nós implementadas respondem a este desafio.

No que respeita a Moçambique, a transação para o digital também se verifica de forma acentuada?

Em regiões geográficas extensas, a única forma de reduzir as distâncias é através dos meios digitais. A transformação digital tem chegado a Moçambique de várias formas, mas os principais transformadores digitais têm sido a Banca, as operadoras telefónicas, os media e os negócios de e-commerce. Na Banca, somos um sujeito incontornável na evolução digital, com a passagem de cada vez mais serviços para plataformas digitais, com o intuito de aumentar a inclusão financeira. O digital banking tem acelerado em todo o mundo e Moçambique não é exceção.

Que tecnologia e softwares gostaria de destacar?

Destaco o primeiro desenvolvimento em Blockchain, uma tecnologia revolucionária e com uma importância crescente no sistema financeiro, e a primeira implementação do SWIFT GPI Tracker. Trata-se de uma tecnologia que permite rastrear uma transferência além-fronteiras em todas as etapas, desde a saída do dinheiro da conta do emissor até à sua receção na conta do destinatário. Refiro igualmente o desenvolvimento de uma interface de comunicação entre as nossas aplicações Financa e Banka 3G com a plataforma de comércio eletrónico de câmbios Bloomberg FXGO, bem como a criação de prova de conceito em Voice Recognition.

O que é a Asseco Academy e quais os seus principais objetivos em Moçambique?

A Asseco Academy é uma academia de formação em tecnologias de informação, com enfoque nas soluções desenvolvidas pela Asseco PST. Socorremo-nos da nossa experiência de 30 anos na implementação de soluções em mais de 60 bancos para municiar os formandos com conhecimentos universais sobre funções bancárias, mas também a sua aplicação efetiva nas aplicações por nós disponibilizadas ao mercado.

Como antecipa 2021, tendo em consideração todas as alterações decorridas desde que a pandemia surgiu e as diferenças entre os mercados português e moçambicano?

A implementação do trabalho remoto foi mais lenta em Moçambique do que em Portugal, devido à ausência de formação específica e falta de condições materiais da maioria da população. No caso da Asseco PST, enquanto empresa de base tecnológica, fomos rápidos a implementar soluções de contingência. A nossa área técnica sempre teve de, pontual ou contratualmente, trabalhar remotamente, o que significa que não houve alterações ao nível da produtividade com a adoção do teletrabalho. Mas desejamos que esta fase de emergência sanitária possa ser ultrapassada para voltarmos a interagir com os clientes como sempre fizemos.

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