“Temos uma relação especial com a comunidade britânica”

A EDGE International Lawyers é uma sociedade internacional de advogados cujo propósito principal é ajudar e esclarecer os clientes estrangeiros – empresariais e privados - que queiram estabelecer-se em Portugal. Com uma forte ligação entre Portugal e Reino Unido, desde sempre, os britânicos representam uma grande parte dos clientes da EDGE International Lawyers, como destaca Geoffrey Graham, senior partner da empresa.

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Geoffrey Graham Senior Partner

Quais as áreas de especialidade a que a EDGE International Lawyers dá particular atenção?

A EDGE procura ser o mais abrangente possível nas áreas de especialidade. Contudo, os nossos clientes procuram sobretudo apoio ao Investimento, Direito Comercial, Fiscal, Trabalho e Imobiliário e também ao nível da Imigração para Portugal. Além dos Vistos de Investimento, área em que somos líderes no mercado, o Brexit trouxe a necessidade de outras soluções. Temos também uma tradição pioneira em Portugal de assistir os private clients, muitos também integrados hoje no conceito HNWI (High Net Worth Individuals).

Considerando as mudanças que o mercado português sofreu, nas últimas décadas, como se adaptou a EDGE International Lawyers? Houve um aumento claro de solicitações de apoio?

Sem dúvida. As nossas raízes estão nos clientes britânicos e ainda hoje temos uma relação muito especial com a comunidade britânica e com a Embaixada do Reino Unido. Hoje, em virtude de termos antecipado que Portugal seria muito atrativo para nacionalidades de todo o mundo, temos clientes de todas as partes do mundo, o que nos tem colocado desafios, aos quais temos sabido dar resposta e tem sido muito compensador, tanto do ponto de vista humano, como profissional.

“The highest standard is always the standard”. Como definiria os vossos padrões de trabalho e qualidade de serviço prestado?

De facto, como profissionais, dependemos em exclusivo do reconhecimento da excelência do nosso trabalho. E o tipo de clientes que temos não poderia deixar de ter um serviço com os mais elevados padrões.

Para alcançar tão elevados padrões de qualidade, é necessário ter uma equipa com muito conhecimento técnico, mas também pessoas com muita capacidade de estabelecer com o cliente uma relação de proximidade e confiança. Esses são desígnios obrigatórios, para integrar a equipa EDGE?

Sem dúvida. Por isso dedicamos muito tempo e atenção ao recrutamento. Costumamos dizer que o conhecimento técnico é um dado adquirido e que per si não é suficiente para fazer parte da nossa equipa. Utilizar o inglês ao nível bilingue é também fundamental e, de preferência, dominar outras línguas. Além disso, a capacidade de gerar empatia e uma capacidade de problem solving e pensar fora da caixa, de oferecer soluções…

Considerando a vossa presença em Inglaterra, como caracteriza o mercado inglês, no que respeita às empresas e clientes privados que surgem, procurando uma oportunidade de investir em Portugal?

Tem havido um interesse brutal de clientes privados antes e após o Brexit, não só para investimento imobiliário, mas também para se mudarem para Portugal com as famílias. A legislação do Residente Fiscal Não Habitual tem sido muito importante nesta atração de novos residentes que trazem mais-valias à sociedade e à economia.

Quais os maiores desafios legais – sobretudo com a efetivação do Brexit – para conseguir concretizar negócios e resolver outras questões particulares entre Portugal e Inglaterra?

Obviamente que o Brexit fez com que tudo o que nos tínhamos habituado durante décadas, em termos de aplicação de Regulamentos Europeus, por exemplo, já não se aplique. Contudo, o Acordo de Saída salvaguardou alguns aspetos importantes e o nosso papel é explicar e aconselhar os clientes e facilitar a ponte entre as diferentes jurisdições e sistemas legais.

Como avalia o posicionamento da EDGE International Lawyers, atualmente, no mercado? Existe a possibilidade de crescer, fisicamente, ou da criação de parcerias que vão para lá dos países onde já estão presentes?

Julgamos que temos condições para continuar a crescer. Antes da pandemia, tínhamos sempre advogados nas diversas partes do mundo, em conferências e outras atividades. Durante a pandemia, recorremos com sucesso às plataformas digitais e aos webinars. No pós-pandemia, que esperamos estar próximo, prevemos que volte a haver reuniões e conferências físicas fora de Portugal, mas combinadas com o online, que veio para ficar.

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