20 anos a trabalhar com qualidade e rigor

A CDP – Carlos Duarte Pedro, Lda, criada por Carlos e Ana Pedro há exatos 20 anos, desenvolve trabalhos de terraplanagens, aterros, desaterros e demolições e foi distinguida, em 2020, pela Scoring, como Top PME 5%, devido aos seus bons resultados de gestão. Em entrevista, Carlos Pedro salienta as dificuldades vividas ao longo destes 20 anos e os constantes investimentos em equipamento de vanguarda para garantir a excelência dos serviços prestados.

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Ana Pedro e Carlos Pedro, sócios-gerentes

Carlos e Ana Pedro avançaram para a criação da CDP – Carlos Duarte Pedro, Lda em 2001. Dos serviços prestados, inicialmente, faziam parte as terraplanagens e os aterros e desaterros, mas sete anos mais tarde, em 2008, as demolições reforçaram esta oferta: “Desde que iniciámos este projeto, o caminho foi duro. Pouco tempo depois de termos criado a empresa, a crise económico-financeira abateu-se sobre o país e nós, que tínhamos feito investimentos muito grandes em equipamento, para os projetos que tínhamos em mãos, acabámos por ter de pagar todos esses custos sem que conseguíssemos receber muito daquilo que nos era devido. No entanto, o que procurámos fazer foi sempre manter o nosso bom nome no mercado. Para uma empresa, ter bom nome e crédito no mercado é muito importante. É fundamental. Assim, procurámos sempre ultrapassar os obstáculos, pagando a todos os nossos fornecedores e assegurando que todas as necessidades prioritárias eram satisfeitas. No entanto, reconheço que foi preciso um grande esforço para ultrapassarmos aquela época”.

A CDP ultrapassou as dificuldades e continuou o seu caminho, na área da construção civil, assegurando vários trabalhos que lhe permitiram crescer. Carlos Pedro recorda que existem dois fatores essenciais para o sucesso, neste setor – ter obras em carteira e estar atualizado tecnologicamente: “Neste momento, temos cerca de oito obras em curso e contamos com uma equipa de 10 pessoas, afetas à empresa, e mais sete serventes, que estão connosco através de empresas de trabalho temporário, para levar a cabo estes projetos. É fundamental que tenhamos sempre obras em carteira porque, neste setor, nem sempre aquilo que está programado acontece dentro dos prazos planeados – há obras que atrasam, outras que, por falta de licenciamento ou autorização, não podem ter início, e nós temos de gerir os projetos de acordo com todas estas oscilações. A tecnologia também é fundamental e nós, na CDP, fazemos questão de ir a feiras internacionais, para ficar a par das novidades tecnológicas que existem e nos podem facilitar o trabalho”. Como exemplos, Carlos Pedro recorda que a CDP foi das primeiras empresas no país a adquirir o martelo para a retroescavadora, no início dos anos 90, bem como a tesoura de demolição – conhecida por “crocodilo”, em 2007: “E em 2010, adquiri o robot que também ajuda às demolições. Este equipamento é elétrico e torna o trabalho mais rápido. Estamos a falar de uma peça com 1000 quilos de peso e que passa numa porta com 77 centímetros de largura. A força deste robot equivale à de uma máquina de oito toneladas e, dado o facto de ser controlado remotamente, permite ainda reduzir os acidentes de trabalho”. Em 2022, Carlos Pedro vai adquirir uma bobcat elétrica: “Estou à espera de que essa máquina chegue a Portugal desde 2019. A primeira vez que as vi foi numa feira de máquinas, na Alemanha, no entanto quando questionei os vendedores portugueses, estes ainda nem tinham conhecimento delas. Disseram-me, depois, que só chegariam ao nosso país em 2022. Eu reconheço que esta máquina nos pode ser útil, porque também é elétrica – o que é ótimo, considerando que trabalhamos muitas vezes em locais pouco arejados, como caves. Além disso, o combustível está cada vez mais caro e, numa máquina elétrica, conseguimos poupar também na parte mecânica do equipamento”.

A gestão da empresa é um ponto fundamental para a sobrevivência da mesma e a CDP foi distinguida, em 2020, como Top 5% das melhores PME’s nacionais, pela Scoring. Para Carlos Pedro, isso é um orgulho, mas também é um reconhecimento forte do trabalho que têm desenvolvido ao longo das duas décadas de existência da CDP. Ana Pedro reforça a opinião do marido: “É mesmo um orgulho e é a prova de que o trabalho árduo, ao longo de muitos anos, dá frutos”.

Mesmo durante a pandemia, a CDP – Carlos Duarte Pedro, Lda não parou. Considerando que a atividade da construção civil se manteve em funcionamento, Carlos Pedro recorda os dias em que as dificuldades se acumulavam: “Apesar de nunca termos parado, era sempre um risco. Nós temos uma equipa que ultrapassa a dezena de pessoas e tínhamos de assegurar que todas as condições de segurança eram cumpridas. Viajávamos sempre de máscara e trabalhávamos também protegidos. Felizmente, tivemos apenas um caso, que não foi muito grave, e mais ninguém se viu afetado pela Covid-19”. Mesmo durante os horários das refeições, a logística alterou: “Não havia restaurantes abertos, só funcionava o take-away. Assim sendo, íamos buscar as refeições e comíamos afastados uns dos outros. Felizmente, conseguimos sempre trabalhar e cumprir os acordos feitos”.

Para o futuro, “não interessa crescer muito, interessa é ter qualidade no trabalho que se está a executar”, afirma Carlos Pedro: “O importante é manter o bom nome no mercado e ter bom material, para fazer face aos desafios que representam os novos materiais utilizados nas construções mais recentes, como o betão e o ferro. É fundamental conseguirmos continuar a investir em equipamento que nos permita continuar a apresentar um serviço de qualidade”.

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