“O fim das moratórias deve ser gradual”

A CRN-Contabilidade é uma empresa experiente no mercado da Contabilidade e Consultoria, que procura estar ao lado dos clientes e apresentar-lhes as soluções mais adequadas às suas necessidades. Cátia Nunes é a codiretora desta empresa para quem os planos futuros passam pelo crescimento e internacionalização.

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Cátia Nunes, codiretora

Considerando, em particular, estes dois últimos anos pandémicos, e a evolução que tiveram até ao momento, como avalia o vosso posicionamento?

A CRN-Contabilidade procurou auxiliar os empresários, face à maior procura no âmbito de consultoria, em tudo o que diz respeito a apoios e inúmeras questões acerca dos enquadramentos dos diversos apoios, e procurou também implementar um incremento significativo nos nossos processos e uma enorme oportunidade de fazer mais em menos tempo, aperfeiçoando e inovando os nossos processos. Penso que foi comum a todo o nosso setor: os contabilistas foram a bengala de muitas empresas e transformámos as dificuldades em oportunidades de crescimento.

Quais os serviços mais solicitados pelos vossos clientes?

Normalmente procuram primeiramente uma consultoria prévia. Nesta fase, existiu mais uma componente adicional – a procura de suporte no que diz respeito a incentivos de negócio, bem como, cada vez mais, a solicitação de serviços terceirizados (Gestão da Faturação, Tesouraria e Remunerações). Para além do tradicional serviço de Contabilidade, o nosso cliente procura outras soluções e tentamos corresponder com os mesmos parâmetros de eficácia.

Como se posiciona a CRN-Contabilidade relativamente à digitalização que ocorre no setor?

A tendência no setor tem tido por base uma transição de forma gradual, de modo a enquadrar-nos sempre dentro da componente legal. A gestão física do documento ainda é solicitada, contudo, podemos dizer que o empresário procura obter um conhecimento profundo de novas tecnologias e a aposta na desmaterialização tem ganhado uma maior adesão. A CRN-Contabilidade inclui-se nestes parâmetros, no que diz respeito a ferramentas cloud, pois traz-nos uma cooperação mútua e uma maior proximidade com o cliente, como também os softwares de gestão dos nossos parceiros possibilitam uma cada vez maior desmaterialização.

Como analisa o período de confinamento e fecho das atividades laborais das empresas e como se comportou a CRN-Contabilidade face a essa questão?

As relações comerciais em diversos setores passaram a ser maioritariamente digitais e verifica-se, cada vez mais, uma cooperação digital com impactos positivos para a progressão da digitalização, acelerando esse processo de mudança através da rápida resposta ao período de confinamento. Mediante este quadro clínico das finanças das empresas, e perante as dificuldades que sentimos, diversificámos o nosso modo de atuação, promovendo novas parcerias, benéficas para o cliente, no segundo trimestre de 2021.

Que análise faz do impacto que a retirada dos apoios e o fim das moratórias poderão ter nas empresas?

Os apoios são a segunda bengala das empresas. Se o setor de negócio de cada empresa não tiver atingido os níveis de amadurecimento normais da atividade-base, as empresas não ficarão seguras. Vamos aguardar por mais apoios mediante a capacidade de resposta de cada empresa ou setor e o nosso grande apelo é o fim das moratórias de forma gradual, embora exista uma esperança que nos faz acreditar numa retoma da economia em breve.

Quais os objetivos futuros de desenvolvimento da CRN-Contabilidade?

As empresas são as pessoas. Como atualmente temos pessoas unidas, motivadas e comprometidas com o projeto, incluindo os nossos parceiros e clientes, o futuro só poderá ser risonho e os objetivos são solidificar a CRN-Contabilidade como uma referência nacional e, posteriormente, a internacionalização.

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