2020: que janelas se fecharam e que janelas se irão abrir?

0
171
Eduardo Luís, administrador

No início da actual situação, provocada pela pandemia do coronavírus, que segundo os técnicos, deveria durar de três a seis meses, vaticinava eu que a mesma poderia causar impactos relevantes às empresas que não estivessem estruturadas financeiramente. O problema premente seria a tesouraria e não os resultados operacionais do final do ano. Quem tivesse fundo de maneio, que pudesse aguentar meses sem ter receitas, aguentaria, quem as não tivesse ou se endivida ou fechava.

A mediação imobiliária é um segmento do imobiliário muito pulverizado por empresas dispares com várias dimensões, grandes, médias e pequenas, muitas de caris familiar. É mais fácil uma média ou pequena empresa sobreviver neste contesto do que uma, dita, grande, que tem encargos mensais muito maiores e que sobreviva do cash flow mensal. O atual cenário pode até criar oportunidades futuras para quem se conseguir aguentar. No início do ano, as empresas organizadas, fazem as suas programações de receitas e despesas para o corrente ano que agora vêm no prato da balança, a receita não equilibrar a despesa. Aqueles que tivessem vendas em curso que as tentassem fechar o mais rapidamente possível, se possível, para não correrem o risco de as perderem, os que tivessem escrituras de vendas para fazer, que as fizessem e minimizassem ao máximo as despesas e tentassem equilibrar as contas por forma a poderem, passado este pesadelo, reiniciar a sua actividade. Há sempre nestas situações os necessitados e os aproveitadores. Uma parte importante a ter em conta seriam os colaboradores, os que diariamente se esforçam para nos trazerem os negócios, esses deveriam ser mantidos, sempre que possível, pois serão eles que no reinício do novo ciclo, voltarão a viabilizar as nossas empresas. Até lá, seria colocar o nosso engenho e arte para manter todos, clientes e colaboradores em contacto permanente.

Não me enganei muito. O mercado continuou a funcionar, dentro das regras estabelecidas, as vendas a fazerem-se, as escrituras também, a procura em imoveis para arrendar disparou. Nesta linha de Oeiras a Cascais, só sentiu algum abrandamento na procura para comprar a partir de Setembro, o que também costuma acontecer em outros anos, pois o mercado não é sempre linear, há alturas de mais procura outras de menos, o que interessa é o balanço no final de cada ano.

Votos de um próspero Ano Novo.

www.futurama.pt

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here