“A pandemia alterou o paradigma da procura de habitação”

Alexandre Mascarenhas é o CEO da Proposta Capital, uma agência imobiliária que desenvolve o seu trabalho essencialmente na região de Lisboa e que se viu afetada pelo decréscimo do número de clientes internacionais, bem como pelas medidas de proteção e confinamento, às quais soube adaptar-se com distinção. A formação é, para Alexandre Mascarenhas, o pilar fundamental do desenvolvimento deste setor.

0
486
Alexandre Mascarenhas, CEO

O ano de 2020 foi diferente de tudo o que já se havia vivido. Tendo em conta tudo o que foi alterado – na socialização, no trabalho, nos negócios – como se adaptou a Proposta Capital, ao longo do tempo, a estas mudanças necessárias?

Na nossa perspetiva, face aos desafios que nos foram impostos, optámos por recorrer a ferramentas tecnológicas para aumentar o nosso modelo de trabalho, que nos permitiu flexibilizar não só este modelo como a prestação dos serviços que oferecemos aos nossos clientes. Não temos dúvidas que estas novas tendências, como o teletrabalho e as videoconferências, vieram para ficar e que nos vão fazer mais proativos e darão aos nossos clientes um sentimento de segurança, imprescindível na nossa atividade.

Como avalia, no final deste ano, o mercado imobiliário que existiu em 2020?

O mercado imobiliário em Portugal, apesar da pandemia, tem vindo a recuperar a sua dinâmica e a dar sinais claros de recuperação, continuando a manter-se como uma boa opção de investimento.

Que características deste setor foram influenciadas diretamente pela chegada da pandemia?

Tal como dito anteriormente, a chegada da Covid-19 a Portugal obrigou-nos a algumas mudanças de procedimentos, no sentido de ir ao encontro dos interesses dos nossos clientes, as quais, não temos dúvidas, vieram para ficar.

Os clientes procuram agora outro tipo de imóveis (moradias em detrimento de apartamentos, por exemplo)?

Sem dúvida que a procura de imóveis é, não em absoluto, mas em género, diferente. Temos verificado um aumento considerável na procura de moradias. Não temos dúvida que esta procura está diretamente relacionada com o período de confinamento a que todos estivemos sujeitos. A procura por espaços abertos com jardins e terraços, varandas amplas, fora dos centros urbanos têm tido uma procura, como prioridade, que não se refletia antes. Também a procura por lotes de terreno cresceu, o que é sinónimo de uma perspetiva diferente por parte do mercado.

No que respeita à localização dos imóveis, a procura por habitações localizadas nas regiões do interior aumentou?

Apesar de nos localizarmos geograficamente na região de Lisboa, verificámos que a procura aumentou substancialmente nas regiões limítrofes da capital. A procura de moradias e terrenos para construção passou a ter, efetivamente, um peso importante na decisão dos compradores.

O abrandamento da chegada de estrangeiros ao país, dispostos a comprar casa, teve influência no mercado imobiliário?

Sem dúvida que esse abrandamento se refletiu, principalmente nas imobiliárias que tinham uma boa relação com o mercado estrangeiro, como é o nosso caso. Contudo, os investidores estrangeiros mantêm o interesse sobre Portugal, com os benefícios que o nosso país oferece e com um leque bem opcional de oportunidades imobiliárias em todo o território nacional. Vamos, por certo, em 2021, continuar a crescer na procura dos investidores estrangeiros, no tão apetecível mercado nacional.

Quais as circunstâncias que se alteraram durante este ano e que prosseguirão – e serão mesmo adotadas como parte integrante do modo de funcionamento das empresas – nos próximos anos, no seu entender?

Já existia, com alguma consistência, a formação profissional. Contudo, a pandemia trouxe-nos uma obrigatoriedade ainda maior, no sentido de uma adaptação às novas regras do mercado. Com esta constante mudança do paradigma do mercado convencional, ao qual estávamos habituados, é indispensável que os agentes imobiliários tenham a informação e formação adequada para fazer face às atuais necessidades do cliente. Este não é só um desafio de 2020, é um desafio para sempre na vida de um agente imobiliário.

Que oportunidades criou a pandemia? O que se pode esperar de 2021 e como se posicionará a Proposta Capital face a estas mudanças?

Vamos manter os nossos princípios, que sempre nos nortearam e que, até agora, sempre nos deram bons frutos. A idoneidade e uma atuação transparente reforçam os laços de uma segurança jurídica e criam uma segurança acrescida nos nossos clientes, que são a parte mais importante do nosso negócio. Manter estes princípios de atuação e uma constante procura de elevados valores éticos (já aplicados), vão por certo proporcionar-nos a manter uma clara posição de adequação para o desempenho da nossa atividade.

www.propostacapital.pt

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here