IGS: um conceito centrado na pessoa

A IGS é um projeto que nasceu em 2018, mas já conta com, no mínimo, seis anos de experiência dos seus responsáveis. Tolwer Carvalho é o diretor comercial da empresa e, em entrevista à Valor Magazine, falou sobre as circunstâncias especiais deste ano de 2020 e das consequências económicas que a pandemia acarretou.

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Tolwer Carvalho, diretor comercial

O que o levou a iniciar este projeto?

Trabalhei em várias agências onde pude obter experiência e conhecimento para dar avanço a este projeto. Sempre fui bastante empreendedor e gosto de arriscar em novos desafios e foi isso que fiz, além de que sempre ambicionei ter o meu próprio negócio.

Quais as principais características da sua forma de trabalhar que definem a IGS?

Temos um método diferente de trabalho. Não fazemos demonstrações de casas a nenhum cliente, exceto se for uma angariação que está publicada e que todos têm o direito de pedir uma visita. O nosso maior objetivo é conseguir satisfazer os nossos clientes e evitando ao máximo que estes se frustrem com um processo que nem sempre é fácil, portanto o que fazemos é efetuar uma pré-aprovação bancária para perceber qual o valor de crédito concedido, e a partir do momento que temos essa informação começamos a procurar os imóveis. Ao longo desta caminhada profissional já nos deparámos com várias situações em que os clientes foram visitar os imóveis, projetaram sonhos sobre o que viram, fizeram idealizações e quando vem a resposta por parte da entidade bancária nem sempre é favorável, ou o crédito não foi aprovado ou não foi aprovado no montante desejável e isso é muito frustrante, quer para os clientes, quer para os consultores. Por todos esses motivos e porque compreendemos que lidamos com pessoas e com os seus sentimentos, optamos por trabalhar com esta metodologia de trabalho.

Como descreveria o mercado da região em que estão inseridos, sobretudo no que respeita ao tipo de oferta disponível?

É um mercado competitivo e vejo que dentro da área geográfica que estamos inseridos tem disponíveis várias ofertas para diversos tipos de clientes.

Com o confinamento, a forma de trabalhar teve de ser alterada, bem como o próprio relacionamento com o cliente. Como lidou a IGS com isso?

Foi uma experiência diferente, porque tivemos de trabalhar mais por telefone, correspondência via email para com os clientes e com a banca, e muitas foram as vezes que as visitas foram feitas apenas por vídeo, mas conseguimos dar a volta por cima e arranjar um mecanismo que funcionassem para todos e que acima de tudo nos protegesse.

Durante este ano pandémico, sentiram alterações no mercado no que diz respeita à procura de imóveis com espaços verdes ou varandas / terraço?

Sinceramente não. Pelo contrário, penso que houve mais procura do que era esperado.

No que respeita à localização, houve também uma procura maior por imóveis fora dos grandes centros urbanos?

Tem havido sim, muita procura de imóveis fora dos grandes centros urbanos, mas não foi derivado à pandemia, mas sim pelos preços por cada metro quadrado que os imóveis nos centros urbanos têm tido.

Se tivesse de destacar algumas questões que considera que deviam ser alteradas, com vista a um melhor funcionamento do setor, o que destacaria?

A entrada de 10% que os bancos exigem aos clientes, acrescendo os custos do processo, tem sido uma carga muito elevada e difícil de suportar para alguns clientes, sobretudo para os casais mais jovens ou que já têm filhos, por isso o sonho de comprar a sua própria casa vai sendo adiado e aliado a todas estas dificuldades ainda temos a questão do salário mínimo que é praticado em Portugal que não dá margem para que se consiga fazer uma poupança. Diria que a solução passaria em reduzir para 5%, ou menos, o valor de entrada para que as pessoas que desejam adquirir habitação própria e permanente o possam fazer. Se houvesse esta alteração no setor, iriamos certamente verificar um crescimento na aquisição de imóveis.

Como considera que o mercado imobiliário se comportará em 2021?

É uma questão para a qual não temos muita certeza, de como se vai comportar o mercado imobiliário. Poderá ser um ano bom ou não, mas devido à pandemia foram muitos que perderam e, infelizmente, ainda perderão os seus postos de trabalho, o que se vai refletir num recuo na compra de imóveis e outros terão dificuldade de pagar as suas prestações, o que originará mais ofertas do que procura.

www.imolwersolutions.com

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