“Consultórios dentários são locais seguros”

A Clínica Médica e Dentária Débora Alves situa-se em Faro e disponibiliza uma variedade de especialidades ligadas à Medicina Dentária. A diretora clínica, Débora Alves, explica os problemas que uma má prevenção da saúde oral pode acarretar para a população.

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Débora Alves, médica dentista e diretora clínica

Como avalia o percurso desde a abertura da clínica? Como foi a adaptação às regras pós-confinamento?

De forma muito positiva. É de facto para mim um privilégio ter aberto clínica na cidade de Faro e ter tido um tão bom acolhimento. Natural de Lamego, onde cresci, e verificar a adesão dos pacientes à clínica, proporcionando o seu atendimento ao longo dos anos, tem sido muito gratificante. Todas as mudanças exigem um período de adaptação. A OMD tem desenvolvido esforços, no sentido de orientar médicos dentistas e restante equipa, sobre metodologia a adotar em época de pandemia. Existem guidelines que abrangem desde a utilização de equipamento de proteção individual, redução de número de pacientes nas instalações, até ao mecanismo de desinfeção.

Que especialidades existem na clínica e quais as mais procuradas?

Não existe uma especialidade específica a referir. Os pacientes que nos procuram são em norma referenciados por outros utentes nas mais diversas valências: Ortodontia, Implantologia, Estética Dentária, Odontopediatria e Endodontia.

Acredita que falta sensibilizar para a prevenção e para uma adequada saúde oral?

Segundo o barómetro de saúde oral de 2019, cerca de 30% dos portugueses só vão ao médico dentista em caso de urgência. Estes números são preocupantes. É necessário continuar a sensibilizar a população para a importância dos cuidados de higiene oral e visitas regulares ao dentista, alertando para o impacto que a saúde oral tem a diversos níveis.

Que consequências pode ter para a saúde geral o negligenciar da saúde oral?

Segundo um artigo da Lancet, intitulado “Oral diseases: a global public health challenge” de 2019, as doenças orais estão entre as doenças com maior prevalência, com grande impacto na saúde e na economia, reduzindo a qualidade de vida para quem delas padece. Dor, risco de sépsis, faltas trabalho/escola, diminuição da capacidade de trabalho, são alguns exemplos. O isolamento social é outra das consequências.

Os seguros dentários são cada vez mais solicitados pela população como forma de ter mais facilmente acesso ao dentista?

Os seguros são uma alternativa. Não me parece que constituam a solução. No entanto, permitem que mais pessoas tenham acesso a cuidados de saúde dentária.

A Medicina Dentária ainda não faz parte do SNS. Como avalia esse facto?

O acesso aos cuidados de saúde oral não deveria ser considerado um privilégio, mas sim um bem essencial. Parcerias público privadas, aproveitando os recursos já existentes: consultórios dentários e recursos humanos com formação especializada. Possível comparticipação de atos médicos financiados pelo Estado, mesmo que executados no privado. Atos esses que deveriam incluir consultas de check up dentário, tratamento de cáries e outro tipo de lesões e reabilitação oral, de forma a recuperar o aparelho estomatognático, tanto em função, como em estética. Estou convicta que tal protocolo teria o aval da classe profissional e da população em geral.

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