Quais foram os momentos que mais colocaram à prova a sua determinação e de que forma contribuíram para moldar a profissional e a líder que é hoje?
Ao longo de 23 anos enfrentei inúmeros desafios. Construir um projeto próprio, conquistar a confiança dos clientes e afirmar uma marca num mercado competitivo obrigaram-me a crescer como advogada e como pessoa. Aprendi que não precisamos de definir, aos vinte anos, todo o nosso futuro. Podemos mudar, adaptar-nos e descobrir novos caminhos. Isso não é desistir, é evoluir.
Enquanto mulher, advogada e empreendedora, sente que o seu percurso foi marcado por desafios relacionados com a liderança no feminino?
Empreender em Portugal já é um desafio e, sendo mulher, sinto que, por vezes, ainda é necessário demonstrar mais aquilo de que somos capazes. Conciliar a liderança de um negócio com a vida pessoal exige determinação, preparação e resiliência. Apesar da evolução, persistem desafios próprios da liderança no feminino. Procurei sempre complementar o conhecimento jurídico com uma forte componente prática, passando pela Administração Tributária e por um escritório de Administrador de Insolvência. Essas experiências deram-me uma visão mais completa do sistema e permitem-me oferecer aos clientes uma abordagem prática, estratégica e orientada para soluções.
“Procurei sempre complementar o conhecimento jurídico com uma forte componente prática, passando pela Administração Tributária e por um escritório de Administrador de Insolvência. Essas experiências deram-me uma visão mais completa do sistema e permitem-me oferecer aos clientes uma abordagem prática, estratégica e orientada para soluções”
Como se constrói e mantém uma marca jurídica reconhecida?
Uma marca jurídica constrói-se diariamente através da confiança que inspira e da forma como acompanha cada cliente. Na DS Advogados procuramos estar presentes nos momentos mais difíceis, encontrando soluções com rigor, humanidade e responsabilidade. Queremos ser reconhecidos pela proximidade, competência técnica e acompanhamento permanente, para que cada cliente saiba que terá sempre alguém ao seu lado.
A insolvência e o direito fiscal são áreas exigentes. O que a levou a especializar-se nestes domínios e que princípios orientam a sua atuação?
O Direito Fiscal despertou o meu interesse ainda na faculdade, pela exigência técnica e constante evolução. Já o Direito da Insolvência nasceu de uma experiência pessoal. Cresci entre salas de ensaio de bandas de rock e percebi que o fim de um projeto pode representar um novo começo. Mais tarde reconheci essa mesma dinâmica no mundo empresarial, o que despertou a minha paixão por esta área. Gosto de acompanhar conflitos entre sócios, empresas em dificuldade e processos de reestruturação, procurando compreender a origem dos problemas e construir soluções sustentáveis. Quem chega ao meu escritório vive, normalmente, um momento de grande incerteza. O meu papel é transmitir tranquilidade, explicar as opções existentes e defender os interesses dos clientes com rigor, transparência e honestidade.
Quais serão os grandes desafios para o Direito da Insolvência e o Direito Fiscal nos próximos anos? E de que forma pretende continuar a posicionar a DS Advogados como uma referência?
Os maiores desafios passam pela crescente complexidade da legislação fiscal, pela adaptação à Administração Tributária e pela utilização da inteligência artificial. Estou igualmente convicta de que o Direito Fiscal e o Direito da Insolvência estarão cada vez mais interligados, exigindo uma visão integrada e transfronteiriça. Na DS Advogados continuaremos a investir no conhecimento e na especialização para prestar uma advocacia próxima, rigorosa e preparada para responder aos desafios do futuro.











