“A palavra-chave deste mandato é transformação”

Hélia Gonçalves Pereira assumiu funções como reitora da Universidade Europeia há dois meses. Ciente de que a mudança é a única constante, como a própria afirma, está preparada para trabalhar por esta instituição académica, expandindo e melhorando o método de ensino que ali se pratica.

0
106
Hélia Gonçalves Pereira, reitora

Ocupa a função de Reitora da Universidade Europeia desde fevereiro deste ano e traçou objetivos claros, nomeadamente o ensino experiencial – learning by doing – e adaptado a cada estudante. Durante toda a sua carreira, sempre apostou na definição clara de objetivos para alcançar as metas a que se propunha?

Sempre. Seja em termos pessoais, mas, neste caso, profissionais, a definição de objetivos claros garante foco, permite uma melhor gestão de expectativas e um planeamento mais claro que assegure que esta definição não fica por aqui e permite que estes objetivos se transformem em realidade. Sabendo que a vida é feita de imponderáveis, ainda assim, saber qual é o caminho que se pretende fazer é determinante para uma melhor capacitação. “A mudança é a única constante”, é uma frase que me acompanha há muito.

Como se definiria, enquanto profissional?

Diria, face à experiência adquirida e ao feedback que obtenho das pessoas que trabalham comigo, que sou muitíssimo orientada para a solução e não para o problema. Sou focada, muito determinada, procuro ser empática, pois é impossível fazermos o que quer que seja, de forma sustentada, sozinhos e, por isso, garantir equipas coesas é um fator crítico de sucesso. Considero-me também muito comunicativa. Tenho tido a sorte de ser muito feliz enquanto profissional e a felicidade é, para mim, uma dimensão crítica e um desígnio – somos muito melhores em projetos que nos façam felizes do que o contrário.

A sua carreira dedicada ao ensino universitário é longa e muito rica. Como caracterizaria o ensino universitário em Portugal, no que respeita à qualidade, inovação e desenvolvimento?

O ensino universitário português tem crescido em qualidade evidente nos últimos anos. Ao nível de infraestruturas; na capacidade de atrair alunos (e professores) estrangeiros; na produção científica, onde temos hoje centros de investigação reconhecidos como de excelência, não só nacional, como internacionalmente; inovação de programas e de projetos e transferência de conhecimento. Lembro o meu início neste setor, onde era evidente o preconceito entre academia e setor empresarial. A academia olhava com desconfiança para as empresas, e os seus decisores, as empresas faziam o mesmo relativamente à academia. Hoje é quase cómico falar sobre isso, pois tanto as universidades como as empresas veem esta ligação numa perspetiva win-win, que temos a obrigação de reforçar pela capacidade de demonstrar o valor acrescentado destas parcerias.

A Universidade Europeia é reconhecida pela sua inovação e pela importância atribuída à internacionalização. Estes também são os propósitos que regem a sua carreira e, atualmente, também a sua função enquanto Reitora?

Quando iniciei o meu mandato, defini uma palavra-chave: Transformação. Com a crescente utilização da tecnologia e do digital, o ensino deve apostar na mobilidade e na interculturalidade, de forma a capacitar os estudantes para serem os profissionais do futuro num mercado de trabalho cada vez mais global. Para isso, a Universidade Europeia continuará a desenvolver e fazer evoluir o seu inovador modelo académico, através do conceito central learning by doing, que tem por base a aprendizagem experiencial e o contacto permanente dos nossos estudantes com diferentes stakeholders, que terão um papel fundamental. A internacionalização cumpre, neste contexto, um propósito igualmente essencial. Através do estabelecimento de protocolos de colaboração com universidades estrangeiras, pretendemos garantir uma experiência potencialmente mais global que permita uma maior e mais qualificada atração de alunos estrangeiros nos mais variados graus de ensino. De igual forma, um portefólio com uma oferta ampla, modelos de aprendizagem atrativos e uma área de investigação alicerçada num plano estratégico, são os pressupostos que contribuirão para reforçar o posicionamento da Universidade Europeia como referência.

Como caracteriza o ensino que se pratica na Universidade Europeia? Quais são os principais objetivos que se pretende que os alunos atinjam ao estudar nesta universidade?

Um ensino orientado para as necessidades dos nossos estudantes, que garante a preparação dos mesmos e que tem como objetivo transformá-los nos profissionais globais do futuro e dotá-los de todas as competências para alcançarem o sucesso profissional em qualquer parte do mundo. A nossa metodologia de ensino assenta num modelo experiencial que já referi anteriormente – learning by doing. O nosso modelo privilegia o ensino extremamente prático, no qual os estudantes aprendem com a experiência e onde todos os esforços são direcionados para maximizar o “tempo de viagem”, através da utilização de tecnologia e ambientes de simulação empresarial.

Quais os principais projetos / novidades que gostaria de salientar?

Somos conscientes que o ensino superior tem assistido a grandes mudanças nos últimos anos e a tecnologia tem estado ao serviço de um processo de ensino/aprendizagem cada vez mais interativo e orientado. Por essa mesma razão temos vindo a trabalhar a adaptação do nosso modelo académico. O Experiential Learning Hyflex é uma jornada que combina o conhecimento humano e a tecnologia mais avançada. É um modelo académico flexível e personalizado que utiliza tanto a sala de aula física como as plataformas virtuais, redesenhando o ambiente de aprendizagem, permitindo o ensino tanto no campus como a distância.

Como definiria o “ensino do futuro”? Quais as características que este deve possuir?

Um ensino adequado aos novos tempos. Que integre conhecimento científico muito relevante com ligação forte ao “saber fazer”. Que construa parcerias, que traga investigação científica para dentro da sala de aula, e muitos projetos aplicados e empresas para o campus. Que ponha os alunos a pensar criticamente sobre as realidades com que se vão confrontando, que ensine a não ter medo de arriscar. Que se envolva em novas tendências, largando algumas amarras do passado, e orientando a transmissão de conhecimento para áreas e temas emergentes onde o futuro assentará.

www.europeia.pt

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here