“A pandemia foi uma oportunidade para o interior”

A IMOdistrito é a imobiliária com mais tempo de atividade em Portalegre. Criada antes das redes de agências imobiliárias e com duas filiais – em Castelo de Vide e Marvão – esta agência imobiliária conta mais de 20 anos de atividade. A diretora, Maria João Serra, esclarece que 2020 foi um ano muito bom para esta atividade e encara o próximo ano de forma muito positiva.

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Maria João Serra, diretora de agência

A IMOdistrito é a imobiliária mais antiga em Portalegre e conta com mais de 20 anos de atividade. Que análise pode fazer do mercado imobiliário em que está inserida?

A IMOdistrito foi a primeira agência a operar no mercado. Cheguei à agência dois anos depois de a agência abrir e, logo após a chegada das redes de agências imobiliárias, tivemos um crescimento acentuado, até porque tínhamos a mais-valia de já conhecer o mercado. Todos os anos crescemos e só tivemos algumas quebras no volume de vendas entre 2010 e 2012, altura em que os bancos não concediam créditos para compra de habitação.

Como caracteriza o mercado de Portalegre?

Este mercado sempre foi mais caro, porque temos pouca oferta. Neste momento, temos muito mais procura do que oferta. Atualmente só existe um prédio a ser construído, por isso tudo o que aparece em Portalegre vende-se. Este ano foi uma agradável surpresa: o Alentejo está na moda e houve muita gente que se mudou das grandes cidades para cá, muitos até devido à possibilidade de teletrabalho.

Com a chegada da pandemia às grandes cidades, as pessoas viram no interior uma mais-valia. Como sentiram esta mudança no mercado, no que respeita à procura de imóveis, bem como à necessidade de espaço exterior no mesmo?

Sentimos bastante a mudança. De facto, a procura de imóveis atualmente passa muito pela quintinha, a moradia com quintal ou mesmo a casa rústica, do centro histórico. Até pequenos terrenos, que não servem para construir, foram comprados por pessoas que queriam fazer uma horta ou precisavam apenas de um espaço ao ar livre. Algo muito interessante que aconteceu foi a chegada de investidores. Em vez de investirem num único prédio nas grandes cidades, investiram em vários imóveis, em regiões do interior, onde podem rentabilizar o investimento de maneira diferente – não só pela via do alojamento local, mas criando residências universitárias, por exemplo.

Que medidas implementaram para poder regressar ao trabalho no pós-confinamento e quais irão, agora, passar a fazer parte do vosso dia a dia profissional?

A adoção da formação por plataformas e a adaptação a outros métodos e meios de promoção do imóvel, como as visitas virtuais. No entanto o contacto presencial continua a ser o preferido. Em relação às videoconferências, adotámos isso nas nossas reuniões com as filiais de Marvão e Castelo de Vide e, desde então, reunimos com mais frequência.

Como considera que será 2021? O investimento irá continuar?

A pandemia acabou por se revelar uma grande oportunidade para o interior. As pessoas reconheceram a importância da qualidade de vida. Portalegre tem muita qualidade de vida. No que respeita ao investimento, o valor a investir é mais baixo e, no que respeita ao valor dos apoios, ele mantém-se, por isso a margem de rentabilização do investimento é maior. O bloqueio dos vistos Gold para cidades como Lisboa e Porto também veio fazer com que os investidores procurem outras regiões para investir, o que me faz estar muito otimista em relação a 2021.

www.imodistrito.pt

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