“A pandemia foi uma oportunidade para readaptar a economia”

A HVR foca o seu serviço em valores como a confiança, a proximidade e a excelência. Numa época em que as empresas tiveram de se adaptar para sobreviver, o mesmo fez a HVR, para quem o teletrabalho se tornou definitivo, como explica o diretor da empresa, Hugo Ribeiro.

0
416
Hugo Ribeiro, diretor

Como descreveriam o vosso trabalho, junto dos vossos clientes? Vão além da “simples contabilidade”?

Acreditamos que a relação do contabilista com o empresário que acompanha deve ser uma relação de confiança, de proximidade e que o contabilista deve estar presente no dia a dia da vida das empresas. Só assim conseguimos ajudar as empresas a crescer. A informação contabilística deve ser usada para apoiar a gestão na tomada de decisão. A excelência, que temos como valor, é, no fundo, um processo de melhoria contínua que tentamos incutir quer na cultura da empresa, quer nos clientes com quem trabalhamos.

Quais os principais desafios que se colocam atualmente, a quem quer iniciar um negócio e àqueles que, já o tendo, atravessaram as dificuldades inerentes à pandemia? Como se posiciona a HVR para ajudar ambos os casos?

Os desafios para quem quer entrar no mercado variam de acordo com o setor de atividade em que a empresa se posiciona, mas em termos gerais destaco a elevada burocracia a que as empresas são sujeitas, dificuldades de acesso a financiamento e a falta de competitividade fiscal do próprio país, face a outros países europeus, nomeadamente de Leste. Podemos ajudar os novos empresários explicando as “regras do jogo” – quais as obrigações fiscais da empresa, como criar a empresa, como funciona a Segurança Social, quanto custa um funcionário, como deve abrir a empresa (em nome individual ou empresa)… Nas empresas que atravessaram dificuldades, e algumas continuam a passar, as palavras-chaves que destacam são “mudança” e “adaptação”. As empresas tiveram que se adaptar, tivemos casos de clientes que, no início do confinamento queriam fechar, e que no final do ano apresentam os melhores resultados de sempre – adaptaram-se e criaram novas formas de negócio.

A consultoria é um serviço importante quando se pretende crescer ou alterar o caminho que uma empresa vem tomando. Como atuam, neste serviço?

Nesta área, os nossos serviços passam muito pelo “go-to-market”, empresas estrangeiras ou cidadão estrangeiros que queiram viver e trabalhar em Portugal ou pessoas que queiram criar o próprio negócio. Através de uma parceria com consultores na área do “Business Design”, também ajudamos as empresas a modelarem os seus modelos de negócio, a adaptarem-se e a reagir às mudanças. Participamos também em projetos noutros mercados, na área das energias renováveis e imobiliário, nomeadamente em Itália, Grécia e Médio Oriente, como parte da análise de projetos de investimento.

Com a digitalização de alguns processos contabilísticos, o contabilista ganhou mais tempo para assessorar devidamente o seu cliente, ou esta digitalização ainda não é uma realidade, na prática?

A digitalização era um processo lento que já estava em curso. A pandemia foi o gatilho para uma inevitabilidade, mas ainda há muito por fazer e passa, sobretudo, por mais desmaterialização, nomeadamente na evolução das obrigações de arquivo documental e do próprio Estado, que deve criar mecanismos a curto prazo para que o Portal e-fatura evolua e disponibilize por si só todos os elementos necessários para as obrigações documentais. No dia em que isto seja possível estão dados os passos para que os processos contabilísticos se tornem mais autónomas e se reduzam tarefas que não acrescentam qualquer valor a ninguém.

Como conseguiram ultrapassar o período de pandemia e de confinamento, onde grande parte das empresas foram obrigadas a parar a atividade?

O período pandémico foi para nós uma oportunidade. O teletrabalho possibilitou manter as atuais instalações, já que, de outra forma, teríamos de mudar de espaço. Não foi uma fase fácil, no entanto o balanço é positivo. Implementámos métricas de tempo alocado por tarefa e por cliente, desenvolvemos novas formas de proximidade com os clientes, nomeadamente através das reuniões não presenciais, criámos rotinas de tarefas-padrão, por forma a que a integração dos novos recursos humanos à distância fosse possível, aprendemos a fazer vendas sem presença física e desenvolvemos a carteira de clientes, através da adoção da contabilidade digital.

Quais os objetivos a atingir, no futuro da HVR?

Os principais objetivos passam por ajudar mais clientes a crescer, só assim conseguiremos crescer, ser uma empresa de referência no mercado nacional e no posicionamento internacional e ser vista como um parceiro para a entrada no mercado português. Complementar os serviços atuais, nomeadamente na área da imigração, e avançar para a certificação da qualidade.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here