“A pandemia não nos fez parar de trabalhar”

Há três anos, quando tomaram a iniciativa de abrir a agência Decisões e Soluções de Albufeira, Carlos Rascão e Sandra Santos tinham apenas um objetivo: fazer com que o negócio resultasse. Em 2020, com o negócio consolidado e já com a necessidade de expandir para um espaço maior, a equipa da Decisões e Soluções de Albufeira enfrentou a pandemia mantendo-se focada, motivada e sempre presente para servir os clientes, apesar das adaptações necessárias ao seu dia a dia profissional.

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Sandra Santos, diretora comercial e responsável pelo departamento imobiliário, e Carlos Rascão, diretor de agência

A pandemia obrigou a alterações no dia a dia das empresas e da sociedade. Como se adequou a DS Albufeira a esta questão?

Carlos Rascão (C.R.): Procurámos manter equilíbrio e calma. As pessoas ficaram perplexas e assustadas, num primeiro momento, por isso procurámos manter a confiança em nós, nas nossas capacidades e nas capacidades de quem estava diretamente envolvido no combate à pandemia – autoridades políticas e de saúde. Depois, nunca deixámos de trabalhar. Entre março e maio, estivemos confinados em casa, mas a marca investiu ainda mais na área da formação – sobretudo sobre a plataforma Zoom – o que permitiu uma continuidade do trabalho. Acredito, aliás, que esta seja uma ferramenta que ficará, mesmo depois de a pandemia terminar, pois é muito útil. Além disso, continuámos a alimentar a equipa, no sentido de transmitir confiança e encontrámos alternativas à nossa forma de trabalhar. Reinventamo-nos um pouco.

Sandra Santos (S.S.): Senti uma dificuldade reduzida de adaptação da equipa, nada muito incisivo. Optámos por fechar a agência e iniciar o teletrabalho, no dia seguinte ao Presidente da República decretar o estado de emergência. Quando o Governo ordenou o confinamento, já estávamos em casa, mas preparados para dar continuidade ao trabalho desempenhado. Fiz questão de manter a motivação e o foco da equipa. Estabeleci a realização de reuniões por videoconferência três vezes por semana e nunca permiti que ninguém estivesse presente nas reuniões sem estar com a indumentária apropriada, embora confortável. Acredito ser influenciador à produtividade e prepara mentalmente, para executar o trabalho e manter o foco.

No regresso ao trabalho, pós-confinamento, que alterações se verificaram?

C.R.: Adotámos as medidas de segurança impostas pela Direção-Geral da Saúde, como os divisores em acrílico, para evitar contactos diretos entre colaboradores, e produtos e equipamento de higienização regular. Sempre que possível, passamos a reunir com clientes por marcação, e iniciámos com uma requalificação de um espaço extra que possuíamos que, quando concluído, permitirá à equipa trabalhar com mais distanciamento entre si.

S.S.: Quando regressámos à agência, decidimos que a equipa iria trabalhar por turnos no uso do espaço na agência, promovendo assim maior proteção e menos contacto. O trabalho dos consultores imobiliários é essencialmente na rua. A vinda à agência prende-se com questões processuais ou burocráticas, ou alguma reunião com clientes. As visitas aos imóveis foram reduzidas ao que era essencial e, também, foram alvo de medidas adicionais de proteção. Os nossos consultores têm sempre consigo proteções para calçado e desinfetante e as ordens são para, sempre que entram na casa de um cliente, colocar as proteções nos sapatos, desinfetar as mãos e, evitar ao máximo tocar em objetos da casa.

Como lidou o mercado internacional com a pandemia em Portugal?

S.S.: Houve realmente uma mudança muito grande. O mercado internacional sempre foi trabalhado tendo por base a confiança dos clientes o nosso trabalho. Alguns chegam mesmo a comprar casa sem a terem visto pessoalmente. A pandemia dificultou as viagens para o país, mas, ainda assim, tem sido possível trabalhar. Por outro lado, verificou-se um aumento de interesse no país e na região algarvia de quem, podendo adquirir um imóvel num outro país europeu, prefere fazê-lo em Portugal, devido ao clima e da utilidade da casa, nomeadamente a possibilidade de rentabilização. Outra questão muito pertinente é a procura de imóveis com espaço exterior, em detrimento dos apartamentos. Além disso, muitas pessoas procuram casas fora dos grandes centros urbanos, para poderem ter um “refúgio” caso aconteça outra situação semelhante à pandemia. Regiões como Évora e Beja tiveram um crescimento na procura muito considerável. O mercado nacional também está diferente. Há muitos portugueses que querem comprar casa fora das grandes cidades, não necessitando de recorrer a crédito. Esse tipo de procura aumentou consideravelmente.

C.R.: A forma como se fala da Covid-19 em Portugal também influencia a opinião dos estrangeiros, que estão fora do país e só conseguem ter conhecimento do que se passa através dos órgãos de comunicação social. A ênfase dada ao número diário de casos, focos de infeção e de mortos, comparativamente à ênfase dada aos recuperados, gera incerteza nas pessoas.

No que respeita ao recrutamento, a DS Albufeira está a recrutar?

S.S.: Sim, estamos a recrutar. A Covid-19 é importante e deve ser levada a sério, mas não nos pode fazer parar. Durante o confinamento, tivemos duas consultoras promovidas a diretoras de equipa e outros dois elementos não se enquadravam nas necessidades que existia, saíram. O mercado é dinâmico e o que importa é continuarmos sempre a trabalhar.

Que mudanças estão a ser levadas a cabo na loja e que irão representar o futuro da DS Albufeira?

C.R.: Tudo passa por uma reorganização e readaptação do espaço. Temos de respeitar as diretivas da marca, mas aproveitámos este período para desenvolver um espaço extra, de forma a que as pessoas possam também trabalhar mais confortáveis e mais distanciadas entre si. Além disso, é nosso objetivo a prazo, expandir a agência e passarmos para um espaço maior.

Que tipo de mercado iremos ter em 2021?

C.R.: Economicamente, a vacina poderá trazer-nos alguma estabilidade. Por exemplo, no caso da atribuição de crédito, alguns Bancos atualmente não estão a conceder crédito a pessoas que trabalham em áreas mais afetadas pela pandemia, dada a insegurança e incerteza que se vive nesses setores. A vacina poderá permitir uma maior estabilização económica. Assim, o mercado imobiliário ficará, de certa forma, dependente do mercado económico para se desenvolver.

www.decisoesesolucoes.com/agencias/albufeira

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