“A prevenção é um investimento”

A Nutridente abriu portas há sete anos, quando Isabel Gonçalves resolveu investir numa clínica dentária sua. Situado em Évora, o espaço serve toda a comunidade e conta com áreas de intervenção como Ortodontia, Dentisteria e Implantologia.

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Isabel Gonçalves, médica dentista e diretora clínica

A Nutridente é um projeto que começou em 2013. Que balanço faz, até ao momento?

Acabei a minha formação em 2007 – na época, a formação ainda era de seis anos – e abri este espaço em 2013. De então para cá, temos vindo a conquistar clientes. As pessoas têm vindo a conhecer o nosso espaço e atualmente já contamos com uma carteira de clientes. O nosso trabalho tem sido bem aceite e o “passa a palavra” tem sido a nossa maior publicidade. O objetivo é tratar os problemas de cada um, na sua individualidade – uma abordagem holística.

Que especialidades disponibiliza na clínica?

Além das consultas de Medicina Dentária geral, disponibilizamos também a Ortodontia, a Dentisteria e a Implantologia. No que respeita à Ortodontia, oferecemos um serviço diferenciado, no qual utilizamos mini implantes dentários, que permitem mover os dentes nos maxilares de uma forma mais ampla do que o aparelho fixo. A Implantologia é uma área que estamos agora a iniciar. Funciona em conjunto com a minha colega de Cirurgia Oral, Carolina Goulão Pinto, e é uma área em franca progressão.

41% da população alega que não vai ao dentista há mais de um ano. Parece-lhe que tal está relacionado com o medo e a questão monetária?

Cada vez mais, o medo do dentista vem-se desvanecendo. Quando a pessoa se habitua a ir ao dentista, perde o medo. Além disso, uma pessoa que vá regularmente ao dentista nunca terá um custo tão elevado nas consultas, pois os problemas serão detetados e tratados logo no início. Quem protela a ida ao dentista acaba por ser forçado a fazer um plano de tratamentos mais abrangente, pois terá mais problemas que precisam de ser tratados e alguns já num estado mais avançado, o que obriga a tratamentos invasivos.

Que avaliação faz do facto de a Medicina Dentária não estar integrada no SNS?

Acredito que não é uma questão fácil, pois falamos de integrar um sistema complexo, como a Medicina Dentária, com todas as suas especialidades, no Serviço Nacional da Saúde. Temos exemplos de parcerias – o cheque-dentista, que atende crianças, grávidas e pessoas com HIV, por exemplo – e a possibilidade de fazer um rastreio ao cancro oral. Caso a lesão seja maligna, a resposta do SNS acontece entre uma a duas semanas. Essas parcerias são muito importantes.

Que gestos podemos ter no dia a dia que ajudam a proteger a nossa boca?

Aconselha-se fazer pausas entre as refeições, para regular o PH da boca. Com a telescola, os miúdos podem ter tendência para estar sempre a petiscar, o que tende a aumentar a desmineralização dentária. Outra coisa importante é usar fio dentário todos os dias, porque a escova não chega a todas as faces dos dentes. Além disso, a pessoa deve saber como escovar os dentes e o médico dentista é muito importante nesse ensino e auxílio. A prevenção é, sem dúvida, um investimento, que compensa a longo prazo.

Quais os planos que delineou para o futuro da clínica?

Atualmente há uma grande incerteza, por isso todos os planos estão suspensos, mas esperamos manter este crescimento e a qualidade, ao nível dos tratamentos e do equipamento utilizado. No futuro, pretendemos investir um pouco na digitalização – com a aquisição de um scanner intraoral.

www.nutridente.pt

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