“A segurança não se ensina. A nossa função é sensibilizar”

É junto à antiga escola primária de Montemor-o-Velho, no distrito de Coimbra, que a Ceforcivil se instalou há quase 15 anos, servindo de entidade formadora e complemento à vertente industrial da região.

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Neuza Martins, sócia e coordenadora e João Ângelo, sócio-fundador e formador

Com mais de 200 ações de formação ministradas no presente ano, a empresa portuguesa é especializada na área de segurança e higiene no trabalho, mas também não descura os setores em crescimento como o setor agrícola ou o setor da saúde. E se os sinais no passado já eram de otimismo, hoje são de plena confiança: “Fundámos a empresa em 2006, com o intuito de dar resposta ao Decreto-Lei relacionado com os equipamentos industriais, e da formação específica que deve existir para lhe dar resposta. Fornecemos essa formação a todo o tipo de empresas, desde as mais pequenas aos grandes players do mercado. A cada ano que passa o número de ações de formação tem sido crescente, o que nos deixa esperançosos, apesar da instabilidade que possa existir no setor”, explica João Ângelo, um dos sócios fundadores e formador da Ceforcivil.

“Numa fase inicial, estávamos mais direcionados para a construção civil e mais tarde alargámos o nosso raio de ação para a indústria transformadora, nomeadamente a metalomecânica e a manutenção industrial, que é, hoje, a maioria dos nossos clientes”, acrescenta Neuza Martins, sócia e coordenadora da entidade.

Sem negar a resistência que ainda existe pela parte das empresas na formação profissional dos seus trabalhadores, muitas vezes por constrangimentos financeiros, Neuza Martins acredita que hoje já existe uma outra consciência de quem é responsável: “Aqui costuma-se dizer que a segurança no trabalho não se ensina. A formação de segurança é de sensibilização e consciencialização das pessoas, para que tenham noção dos riscos inerentes às funções que desempenham”. E conclui: “Se de facto cumprirmos as regras de cada exercício, não estamos livres de qualquer acidente, mas com certeza que teremos uma probabilidade muito menor de o ter”.

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