“Alimentação saudável depende das nossas escolhas”

Ana Sousa é nutricionista e nutricoach e, nesta entrevista, explica a importância de uma alimentação saudável e nutricionalmente equilibrada para um bem-estar físico e emocional, bem como um reforço do sistema imunitário.

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Ana Sousa, nutricionista e nutricoach

Qual a importância de uma boa alimentação para a prevenção das doenças e o fortalecimento do sistema imunitário?

A função do sistema imunitário é defender o nosso corpo de agentes invasores, como vírus e bactérias. Uma alimentação saudável acaba por ser uma condição fundamental para um estado pleno de saúde e bem-estar. Para garantir o normal funcionamento do sistema imunitário, é necessária uma alimentação equilibrada com a presença de diferentes nutrientes, como hidratos de carbono, proteínas, lípidos, e vitaminas (A, B6, B9, B12, C e D), minerais (cobre, ferro, selénio, zinco) e água.

No que respeita à alimentação e à reeducação alimentar, quais são as principais dificuldades que as pessoas encontram quando procuram fazer uma alimentação saudável?

As principais dificuldades passam pela escolha dos alimentos certos e em adequar as quantidades a cada um. Também ainda há quem salte refeições, pois acredita que assim emagrece mais rapidamente ou quem tenha dificuldade em variar a alimentação – acabam por entrar em monotonia e cansaço, desmotivando e perdendo o foco. Eu aconselho sempre que, se apetecer mesmo comer algo, é melhor que o façam, embora não com frequência.

Como é possível trabalhar a mente de quem já tentou várias dietas e nunca conseguiu efetivamente emagrecer, tendo em conta as suas expectativas para esta nova tentativa?

É muito importante saber estruturar um plano alimentar individualizado para aquela pessoa, mas também é importante trabalhar a pessoa em termos motivacionais. O nutricionista coach é muito importante neste processo, pois para além de ajudar a traçar um plano individual de acordo com os objetivos da pessoa e o tempo no qual se propõe alcançá-los, trabalha também a parte motivacional.

É verdade que a comida saudável é “cara e demorada de preparar”?

A ideia de que a alimentação saudável é cara e que dá trabalho existe, mas não é totalmente verdade, temos é de saber fazer escolhas. Se optarmos por legumes e frutas da época, são muito mais em conta. Outra coisa muito importante é planear as refeições – se planearmos as refeições principais para uma semana, isso poupar-nos-á tempo de supermercado e dinheiro, pois evitamos comprar coisas que não são necessárias. Além disso, as marmitas são muito importantes. Quem não leva os lanches para o trabalho acaba por recorrer frequentemente às máquinas de venda automática, que não contêm opções saudáveis e não são baratas.

Em confinamento, é mais difícil manter a alimentação saudável?

O confinamento prejudica a rotina alimentar de todos. Quando temos um local de trabalho e saímos para trabalhar, à partida levamos os lanches e a alimentação está controlada. Em casa, a facilidade de acesso à comida é maior, mas depende também daquilo que temos em casa. Se tivermos em casa alimentos mais saudáveis e se os comermos de forma mais consciente conseguimos manter uma alimentação saudável, mesmo confinados.

Tem sido possível acompanhar as pessoas online, através das consultas?

Sim, é possível. A situação atual também veio impulsionar o desenvolvimento destas consultas, para dar resposta às necessidades dos pacientes. Este método ajuda a fornecer serviços de saúde eficientes e personalizados, em qualquer lugar, economizando tempo e dinheiro. O acompanhamento também é mais próximo, havendo mais facilidade para trocar dúvidas, receios, partilhas entre consultas.

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