ArteCálculo: 20 anos ao lado dos clientes

Jorge Velado e Ana Paula Correia são os sócios-gerentes da ArteCálculo, uma empresa de Contabilidade, Fiscalidade e Assessoria que celebra este ano 20 anos de atividade, sustentada em pilares de rigor e flexibilidade. Ultrapassados os tempos difíceis do confinamento, onde a ArteCálculo esteve ao lado dos seus clientes, é agora tempo de pensar na recuperação económica.

0
427
Ana Paula Correia e Jorge Velado, sócio-gerentes

Que análise faz da evolução da empresa e do seu posicionamento atual no mercado?

Iniciamos esta análise com um agradecimento especial a todos os nossos clientes e colaboradores, à OCC, assim como à Valor Magazine, que nos vem permitir fazer este agradecimento de uma forma alargada. A empresa tem apresentado ao longo destes anos uma evolução bastante positiva, muito sustentada, seja ao nível de faturação, seja ao nível do número de clientes. Esse crescimento deve-se fundamentalmente às referências positivas que os nossos clientes vão fazendo dos nossos serviços e à qualidade da equipa que foi sendo construída, que tem como sua base estrutural a formação contínua, permitindo construir uma equipa multidisciplinar que, apesar das suas diferenças, tem um objetivo comum claro. Apesar de estarmos digitalmente presentes no mercado, 99 por cento dos nossos clientes chegam-nos por referência. Posicionámo-nos no mercado de uma forma muito própria, tentando prestar serviços de uma forma muito abrangente, de excelência e que tentam acrescentar valor ao cliente.

Quando iniciaram o vosso percurso, disponibilizavam serviços de Contabilidade, Gestão de Recursos Humanos e Consultoria Fiscal. Ao longo dos anos, foram alargando o leque de serviços. Quais são aqueles que, atualmente, mais são requisitados?

Apresentamos soluções completas, que permitem ao cliente focar-se apenas na sua atividade. Além dos serviços referidos, a empresa presta serviços de apoio à gestão, serviços relacionados com faturação, serviço de secretariado e outros serviços a que uma empresa possa recorrer em outsourcing, sempre tendo o cuidado de não interferir com áreas consideradas exclusivas de outras profissões. De notar que, cada vez mais, os nossos serviços deixam de ser exclusivamente contabilísticos e fiscais para abrangerem muitos serviços particulares relacionados com as atividades.

A assessoria fiscal é muito importante para todas as empresas, independentemente do seu tamanho ou área de atividade. Como apoiam as empresas vossas clientes nesta questão, em particular?

Esforçamo-nos para assessorar o cliente de uma forma personalizada e em função da sua atividade específica, de uma forma permanente, contínua e orientada. Fazemos um esforço deveras significativo, seja financeiro, seja pessoal, em formação para que tanto nós como os nossos colaboradores possamos ter as melhores e mais corretas ferramentas para possibilitar dar respostas aos problemas dos nossos clientes.

O confinamento e a obrigatoriedade do teletrabalho fizeram com que muitas empresas se vissem obrigadas a digitalizar muitos dos seus serviços/processos. Como se ultrapassou esta fase, na ArteCálculo?

Já antes da pandemia estávamos a fazer um esforço contínuo em desmaterializar e robotizar todas as tarefas possíveis. Já trabalhávamos com ferramentas de ajuda à gestão, interna e externa, com ferramentas que nos permitiram robotizar todas as tarefas possíveis, retirar muito do trabalho que não acrescentava valor e que era causador de erro. Trabalhamos em regime de outsoursing com empresas que nos têm ajudado nestas situações. Em termos de ferramentas de trabalho, também fazemos um esforço financeiro significativo em ter as máquinas e softwares o mais atualizados possível.

Mesmo durante a pandemia e o confinamento, a criação de empresas nunca esteve totalmente parada. Qual o papel da ArteCálculo no acompanhamento destes processos?

Relativamente a novos clientes, só aceitamos algumas empresas, muito poucas, que na prática eram empresas de clientes que já trabalhavam connosco e aos quais não podíamos dizer que não. Tivemos algumas empresas que estiveram interessadas em trabalhar connosco e à quais dissemos que não.

Como avalia o papel que os contabilistas tiveram durante os primeiros tempos de confinamento, aquando do lançamento de nova legislação sobre medidas de apoio às empresas numa base diária?

Foram tempo demasiadamente difíceis e não sei como alguns colegas conseguiram. Como na ArteCálculo somos dois sócios-gerentes e nove colaboradores, a gerente Ana Paula Correia e duas das colegas, Graça Costa e Andreia Nunes, ligadas à área dos Recursos Humanos, tentaram dar acompanhamento a toda a legislação e alterações que iam surgindo diariamente e relacionadas com os salários e recursos humanos. O gerente, Jorge Velado, e as restantes colaboradoras, Rosa Corôa, Sandra Revez, Ana Cavaco, Ana Grilo, Susana Marques, Joana Corte real e Carla Baião deram continuidade e asseguraram todos os outros processos, inclusive os relacionados com os vários apoios existentes. Acredito que não sofremos mais porque já tínhamos uma estrutura que nos permitiu, além das tarefas normais, redistribuir todo o trabalho acrescido e extra que foi surgindo, permitindo ajudar quem precisava e nunca descuidar dos que felizmente foram menos afetados por esta crise pandémica, que se tornou económica e que se espera conjuntural. Aqui um agradecimento especial à nossa Ordem, que nos prestou um apoio incondicional na resolução de todos os problemas originados direta ou indiretamente pela situação referida.

Como vê o estado da recuperação do país, a nível económico? A retoma está, efetivamente, a acontecer?

Sentimos que as empresas que mais sofreram com a pandemia, neste segundo confinamento, estiveram mesmo muito perto de encerrar a atividade e os apoios foram extremamente importantes para que elas se pudessem aguentar durante mais algum tempo, embora chegando com algum atraso, causando muita ansiedade e constrangimentos na gestão da tesouraria das empresas. Em termos gerais, estou otimista que, estando a Europa – e Portugal em particular – a chegar à muito desejada imunidade de grupo, a retoma começará a surgir já, de uma forma mais sustentada e mais rápida do que os organismos internacionais têm previsto.

https://artecalculo.pt/

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here