“As pessoas são o mais importante nesta atividade”

A Only Homes teve o seu início em fevereiro de 2020, altura em que Patrícia Dias, a fundadora e diretora do projeto, avançou para o arrendamento da loja física que, devido ao confinamento, acabou por abrir ao público apenas em julho desse ano. Apesar das dificuldades iniciais, o projeto vingou, estando atualmente em fase de recrutamento de consultores imobiliários.

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Patrícia Dias, diretora

Como caracterizaria o mercado imobiliário de Santa Maria da Feira?

Santa Maria da Feira foi desde sempre uma localidade com imensa procura e sentimos, cada vez mais, a procura de imóveis nesta zona. As pessoas de cá optam por procurar imóveis fora do centro da cidade (os preços diferem), outras preferem o centro da cidade e não abdicam da centralidade do imóvel que vão comprar, muito por questões profissionais (as que trabalham no Porto ou Aveiro), que as leva a procurar um imóvel com bons acessos à autoestrada.

As tendências na procura de habitação alteraram-se com a pandemia, tendo as famílias optado por procurar imóveis com espaços exteriores. A Only Homes experienciou isso?

Sim. Tivemos muitos clientes a quererem vender apartamentos para comprarem uma moradia. Ainda sentimos essa tendência. As casas ganharam uma nova importância na vida das pessoas. Já era o bem mais importante de uma família, mas durante o confinamento notámos um maior interesse em moradias.

A Only Homes nasceu, ela própria, durante a pandemia. O que a levou a iniciar este projeto numa conjuntura como a atual?

Em dezembro de 2019, comecei a pensar “ano novo, vida nova”. Em janeiro de 2020, desvinculei-me de uma empresa de mediação imobiliária onde trabalhava como comercial e comecei a trabalhar no meu próprio projeto, algo que ambicionava há muito, já que tenho sete anos de experiência nesta atividade. No final de fevereiro de 2020, avancei com o arrendamento da loja e, duas semanas depois, Portugal entrou no primeiro estado de emergência. Apesar do receio, atendendo ao cenário vivido na altura, não recuei na decisão de avançar com o projeto. A verdade é que se esperarmos pelo momento certo para avançar com um projeto, ele pode nunca chegar.

Porquê trabalhar com uma agência imobiliária, aquando da transação de um imóvel?

Aparentemente a questão parece simples: “Quero colocar a minha casa a venda” ou “Quero comprar casa”. No caso dos clientes vendedores, existem fatores a ter em conta como: documentação necessária para o processo de venda, noção do valor de mercado do imóvel, como preparar o imóvel antes de o colocar à venda ou o apresentar a um possível comprador, sem esquecer o fator emocional, que é o mais importante na transação de um imóvel. O proprietário está emocionalmente ligado ao imóvel que está a vender e nem sempre é fácil ser ele próprio a fazer a negociação do mesmo. Em relação aos clientes compradores, há aspetos importantes a ter em conta na hora de procurar casa: a questão burocrática, acesso ao crédito, ter alguém que procura soluções mediante aquilo que pretendem, a segurança da transação desde a visita até a escritura… Desta forma, quer proprietários, quer compradores ficam mais salvaguardados se recorrerem a um acompanhamento especializado de alguém com formação e know-how.

Como antecipa a evolução do mercado imobiliário nos próximos meses?

Eu estou otimista. Vai sempre existir quem quer comprar casa e quem quer vender, portanto o nosso ramo de atividade vai sempre existir. Teremos todos que nos adaptar mediante a evolução dos próximos tempos. Não sou daquelas pessoas que acha que a tecnologia vai ser o principal meio para chegarmos às pessoas. É um dos meios, mas o mais importante para mim sempre foram as pessoas!

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