Azzur Portugal: um caminho de crescimento

Fundada em 2019, a Azzur Portugal dedica a sua atividade a serviços de Contabilidade, Consultoria de Negócios, Assessoria Fiscal e Recuperação de Empresas. João Rita, diretor da Azzur Portugal, sublinha que o objetivo primordial da empresa é ir ao encontro das necessidades financeiras dos seus clientes.

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Considerando que este ano e o de 2020 foram fortemente influenciados pela pandemia, como vê a situação das empresas nacionais, no que diz respeito à sua solidez financeira e à capacidade de resiliência futura?

Resiliência e capacidade de resistência têm existido sempre por parte das empresas portuguesas. A ideia que temos é que as empresas do nosso país não são devidamente sólidas em termos financeiros. Não nos podemos esquecer que mais de 90 por cento do tecido empresarial em Portugal é formado por microempresas. Em grande parte, são empresas familiares, em que o negócio está dependente de financiamentos bancários. Com o fecho de estabelecimentos por decreto, as empresas tiveram um corte obrigatório nas suas receitas. Deixaram de poder laborar e, por conseguinte, foram agravando as suas fragilidades. A verdade é que, com esta resistência do tecido empresarial, as coisas se foram compondo.

A questão das moratórias colocar-se-á de novo no final do ano. Que impacto poderão vir a ter no tecido empresarial nacional e na “retoma económica” anunciada?

Infelizmente, prevejo que um dia vamos ter de pagar estas moratórias. É dinheiro que está em dívida nos Bancos e, portanto, vão ter de ser elaboradas medidas para amenizar a situação, acima de tudo, para o lado das famílias e, posteriormente, para o lado das empresas. O impacto final, certamente, vai ter de ser pago através de impostos. Como todos nós, eu desejo que não haja mais confinamentos. Se assim for, penso que a Economia continuará a crescer mais rapidamente. No entanto, eu questiono: hoje em dia, estão a ser tomadas medidas para o crescimento das empresas e da Economia? Nada é feito. Tudo aquilo que vai existindo é graças à resiliência dos empresários e do tecido empresarial em Portugal. Tudo isto é feito singularmente e eu lamento que assim seja.

Quais as alterações efetuadas à forma de trabalhar da Azzur que poderão ser instituídas para o futuro laboral da empresa?

Notamos que, cada vez mais, fazemos Consultoria em detrimento de Contabilidade. Neste último ano, sentimos a procura por um apoio de Consultoria na tomada de decisão. É precisamente isso que nós transmitimos aos nossos clientes: foquem-se na vossa atividade, que nós estamos cá para tratar do resto. Ultimamente, temos tido a procura de muitos clientes estrangeiros. São esses investidores que colocam o dinheiro em Portugal, porque existem boas oportunidades de investimento. Temos regimes que são vantajosos para essas pessoas, o que vai promover o crescimento da nossa Economia e criar empregos no nosso país. Portanto, existe uma nova abordagem por parte das pessoas e uma nova mentalidade. Obviamente que a Contabilidade vai estar sempre presente, mas, cada vez mais, o contabilista assume também o papel de consultor.

Seria importante que os empresários portugueses tivessem alguma formação antes de, efetivamente, criarem um negócio?

Completamente. Seria interessante haver um curso básico que lhes transmitisse o know-how necessário para dar os primeiros passos. Muitas vezes, as pessoas querem abrir o seu negócio e não têm noção do problema que está por detrás disso. Há impostos para pagar, responsabilidades, deveres e obrigações enquanto empresário. Portanto, eu acredito que era bom existir um curso, onde fossem abordadas temáticas em termos de fiscalidade, legislação laboral e responsabilidade ética.

Que futuro está reservado para a Azzur?

Aquilo que nós sentimos é que, cada vez mais, temos uma maior interação com os clientes antigos. Eles começam a perceber que nós estamos cá para os ajudar na tomada de decisão. Da parte dos clientes novos, sentimos que precisam realmente de apoio para montar um negócio. Cada vez temos mais solicitações sobre dúvidas que, antigamente, não se colocavam. Portanto, isto indica a tendência da consultoria em termos futuros. As perspetivas para a Azzur Portugal em 2022 são, por isso, as melhores: é continuar a crescer em termos de número de clientes, de faturação e sermos uma empresa cada vez maior e mais reconhecida no mercado.

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