CRR Events Management – criatividade e personalização

A vontade de fundar uma empresa exclusivamente feminina, aliada ao desejo de liberdade artística, levou Catarina Ribeiro Rodrigues a criar a CRR Events Management. A empresa iniciou a sua atividade em janeiro do ano passado, contudo, em consequência da pandemia, Catarina Rodrigues viu-se obrigada a reformular a ideia inicial de fazer eventos corporativos. Nasceram, assim, as “Cozy Baskets”, caixas-presente personalizadas ao gosto de cada cliente. Atualmente, e apesar dos obstáculos, a fundadora da CRR Events Management não esquece as motivações que estão por detrás da criação da empresa.

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Catarina Ribeiro Rodrigues, fundadora e diretora

Iniciou o seu percurso no Jornalismo e, mais tarde, optou pela área dos Eventos. O que é que a levou a apostar numa empresa própria?

Através da área dos eventos, verifiquei que conseguia cruzar a minha formação com as coisas que eu gostava de fazer. Posteriormente, apercebi-me que todo este meu percurso era isento de liberdade. Sentia que me esforçava bastante e, no final, esse esforço não era valorizado. Decidi, então, abrir uma empresa minha, de modo a juntar a experiência que já tinha com algumas pessoas que fui conhecendo de setores diferentes. Queria reunir comigo algumas mulheres com as quais me cruzei e que não eram devidamente reconhecidas.

Essa falta de reconhecimento de que fala está, na sua opinião, relacionada com questões de género?

Eu tenho ideia, da minha experiência de 10 anos de trabalho, de que ainda há muitas mulheres que acham que não têm voz ativa e, portanto, acomodam-se um pouco. Pessoalmente, aconteceram-me vários episódios que me fizeram constatar isto.

Depois de todas essas vivências decide fundar a sua própria empresa. Como é que define o trabalho da CRR Events Management?

Há sempre uma criatividade associada ao nosso trabalho. Por outro lado, também há espaço para a personalização. Sabemos que alguns eventos têm moldes pré-definidos, mas não aceitamos que um cliente diga que quer igual. Basicamente, essa personalização é o que temos de diferenciador e é o que faz com que cada pessoa se sinta especial.

Que tipo de eventos realizam atualmente?

Neste momento, somos três pessoas na empresa. Uma delas está mais direcionada para a área de custos e contas. Eu estou mais ligada aos eventos grandes, que agora não se realizam. Depois, temos uma outra pessoa que trabalha em eventos mais pequenos. A nível de criatividade, juntamo-nos as três para que todas tenhamos liberdade de inserir os nossos gostos pessoais.

Que estratégias foram criadas para dar a conhecer o vosso trabalho em plena pandemia?

Neste momento, onde funcionamos melhor é no Instagram, no entanto, mandamos muitas newsletters e propostas para antigos clientes. O nosso site ia ser lançado numa perspetiva de envolvência de eventos e corporativa. No entanto, acabou por ficar em suspenso até percebermos o que vai acontecer. Vamos esperar e continuar a funcionar assim: no “passa a palavra” e através do Instagram. Estamos a ponderar criar um TikTok com a distribuição das Cozy Baskets, porque achamos que faz sentido neste momento e tem mais público.

Como empresária, como é que vê este momento económico que atravessamos?

Eu tenho muito receio, especialmente por ter começado há pouco tempo. Obviamente que já tive vontade de desistir, porque acho que vai demorar muito tempo até a economia estar equilibrada e as pessoas voltarem a investir no marketing e em determinados eventos. Espero que, daqui a cinco anos, tudo isto volte a ser como era quando eu comecei a empresa. Talvez a nova readaptação seja abrir uma loja para organizar eventos online.

Que conselhos deixa às pessoas, em particular às mulheres, que já se tenham sentido desmotivadas com o trabalho que desempenham diariamente?

Diria para não desistirem. Eu tinha este projeto de querer fundar uma empresa exclusivamente feminina e talvez tenha sido um alento para as minhas colegas. Muitas vezes, sinto que as mulheres se calam, porque julgam que determinadas atitudes são normais, mas não são. Falar com outras pessoas pode dar-nos outra visão. Temos de criar a oportunidade de dizer “não”.

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