A Bússola D’Afetos nasceu num setor onde a confiança é um dos ativos mais valiosos. Que necessidade ou experiência o levou a acreditar que ainda havia espaço para criar um projeto diferente na área do apoio domiciliário e que princípios definiu desde o primeiro dia?
Desde muito cedo, contactei com as áreas da saúde e da economia social, tendo-me apercebido que as respostas existentes eram escassas, dado que os idosos preferem ficar nas suas próprias casas a serem integrados numa instituição. Mas para isso é necessário que alguém lhes dê o apoio que com o avançar da idade vão necessitando, e que o façam de forma humanizada e não apenas “para serem mais um”, tendo sido este o nosso principal objetivo desde o primeiro dia.
Muito se fala sobre cuidar, mas nem sempre se compreende tudo o que esse conceito envolve. De que forma procuram ir além da prestação de um serviço e transformar cada acompanhamento numa resposta personalizada para os seus utentes e respetivas famílias?
Para nós, cuidar vai muito além de assegurar as necessidades básicas. Significa conhecer a história e os hábitos de cada utente, respeitando a sua identidade e promovendo a sua autonomia. Trabalhamos em estreita articulação com as famílias, porque acreditamos que um acompanhamento de qualidade só é possível quando existe confiança, proximidade e comunicação.
A diversidade de serviços prestados pela Bússola D’Afetos revela uma visão integrada do apoio social. Como identificam as necessidades de cada pessoa e de que forma adaptam a resposta para garantir que cada família encontra exatamente o apoio de que necessita?
Antes da admissão de cada utente, é feito um levantamento, através de uma conversa com os utentes e respetivas famílias, das necessidades e das expetativas que cada um tem. Após isso, o serviço apresentado será sempre de acordo com essas necessidades e expetativas. Não temos serviços standards. Cada um é “desenhado” para aquele utente.
“Antes da admissão de cada utente, é feito um levantamento, através de uma conversa com os utentes e respetivas famílias, das necessidades e das expetativas que cada um tem. Após isso, o serviço apresentado será sempre de acordo com essas necessidades e expetativas”
Gerir uma empresa de apoio domiciliário significa lidar diariamente com desafios humanos, emocionais e organizacionais. Que aprendizagens mais marcantes retirou deste percurso e de que forma moldaram a cultura e a identidade da Bússola D’Afetos?
A maior aprendizagem foi perceber que cada utente e cada família têm uma história única e, por isso, não existem soluções iguais. Aprendemos também que a confiança se conquista diariamente, através da presença, da empatia e do profissionalismo, sendo estes os princípios que nos moldam.
Se pudesse projetar a Bússola D’Afetos daqui a alguns anos, que papel gostaria que desempenhasse na sociedade? Que objetivos estratégicos e novas respostas ambiciona desenvolver para continuar a inovar e a elevar a qualidade dos cuidados prestados?
Gostaria que fossemos reconhecidos como uma referência a nível nacional, contribuindo para que o envelhecer em casa seja uma opção cada vez mais segura, digna e acessível com cuidados cada vez mais personalizados, pela utilização de tecnologias como complemento ao acompanhamento humano e por uma forte aposta na prevenção.










