“É urgente uma revisão do sistema fiscal”

A Finpartner é uma empresa de contabilidade e gestão, com um foco grande em consultoria financeira, posicionando-se como uma verdadeira parceira dos seus clientes. A administradora, Daniela Esteves, reforçou a importância da simplificação urgente do sistema fiscal nacional e destacou a importância da distinção Top Scoring e PME Líder.

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Que diferenças existem entre os mercados nacional e estrangeiro, no que respeita àquilo que os clientes procuram, bem como à forma como veem os vossos serviços?

Destacaria duas diferenças, como as principais: a primeira diz respeito ao acompanhamento dado aos clientes estrangeiros. Por, na sua grande maioria, desconhecerem a legislação portuguesa, precisam de um acompanhamento inicial mais  personalizado, onde lhes seja explicado o que se pode e não fazer e quais as obrigações inerentes ao seu negócio, passando depois, numa segunda fase, para o apoio  à gestão. O contrário acontece com a maioria dos clientes nacionais pois já se encontram  mais familiarizados com os temas fiscais e declarativos. A segunda distinção que destacaria prende-se com a importância dada pelos clientes ao nosso papel. Sentimos que os clientes estrangeiros, na sua maioria, valorizam  mais o papel do contabilista, vendo a nossa colaboração mais além do que a mera resposta a obrigações declarativas e fiscais. Os clientes nacionais olham para o contabilista como uma imposição legal e que tem como principal objetivo calcular impostos e entregar declarações.

Numa entrevista anterior, salientou a complexidade do sistema fiscal nacional. Considerando esta questão, continua a ser possível ao país avançar e apostar no investimento estrangeiro sem uma revisão rápida da sua política fiscal?

Considero premente que uma revisão com vista à simplificação do nosso sistema fiscal seja feita, de forma a conseguirmos manter a captação do investimento estrangeiro em Portugal e mantê-lo. O nosso sistema fiscal está repleto de procedimentos burocráticos, o que é um dos fatores apontados em vários estudos como um dos maiores obstáculos ao investimento em Portugal. Também a área dos apoios às empresas está sujeita a processos morosos e complexos de submissão de candidaturas, sendo que o tempo de resposta é extremamente longo, o que faz com que muitas vezes o apoio seja concedido tarde ou não o seja de todo. Existe uma grande expectativa sobre os novos apoios que serão lançados pelo PRR, mas tem de haver agilização de processos, caso contrário corremos o risco de não executarmos o plano.

A distinção da Top Scoring, atribuída recentemente à Finpartner, é mais um marco nas certificações e distinções que a empresa já recebeu. Qual a importância deste reconhecimento para a imagem nacional e internacional da marca, bem como a nível interno?

Vemos estas conquistas como o resultado do esforço e empenho de todos aqueles que compõem as nossas equipas, bem como todos os parceiros que nos têm acompanhado nesta viagem. É com muito orgulho que recebemos estas distinções que refletem a sustentabilidade da nossa marca, a confiança depositada pelos  nossos clientes e a qualidade de cada um dos profissionais que trabalham connosco. Tanto a distinção da Top Scoring, como o reconhecimento como PME Líder são vistas internamente como recompensas pelo nosso trabalho, mas também como incentivos que nos motivam a continuar o nosso percurso com empenho reforçado.  

Recentemente, a Finpartner estreou o podcast “Ouvi dizer que…”. Qual o objetivo e conceito desta rúbrica?

O nosso podcast, “Ouvir Dizer Que…”, tem como objetivo descomplicar e simplificar vários conceitos do universo contabilístico e fiscal para o público em  geral. Ao longo do tempo, apercebemo-nos do potencial que teria disponibilizarmos uma ferramenta que nos permitisse combater a iliteracia financeira. O nosso primeiro episódio visou IRS e está disponível no Spotify, Amazon Music, Deezer e IheartRadio.

Quais os projetos futuros da Finpartner, para este ano e a médio prazo, que possa revelar?

Os próximos projetos que temos passam por continuar a consolidação das nossas áreas-chave, continuando a certificação de qualidade das mesmas e renovando as que já possuímos para a contabilidade, payroll e representação fiscal. Pretendemos manter e reforçar o investimento e desenvolvimento na área tecnológica. Contamos ainda este ano desenvolver mecanismos tecnológicos na nossa APP, mas não só. A internacionalização da marca continua a ser um dos nossos maiores objetivos, pelo que continuaremos a trabalhar nesse sentido.

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