“Educar para a prevenção é fundamental”

As clínicas Dentárias V-PROMED disponibilizam várias especialidades inerentes à Medicina Dentária há cerca de 20 anos. O CEO, Vítor Henriques (V.H.), e o diretor clínico, Agnelo Silva (A.S.), falam sobre o que fazer para garantir uma boa saúde oral e da evolução do mercado ao longo de duas décadas.

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Vítor Henriques, CEO

A clínica Dentárias V-PROMED iniciou atividade há 20 anos. Que evolução observa nesta área clínica?

(V.H.): Mudou muito! Há um novo paradigma. Em Portugal há mais educação, mais poder económico, mais formação, mais clínicas dentárias, muito mais tecnologia…. Desde o acesso à implantologia por parte de uma maior fatia da população ao atual e cada vez mais completo workflow digital, passando pela preocupação crescente dos pais em relação à saúde oral dos seus filhos, entre outros fatores, vimos por parte de todos os stakeholders uma grande evolução, sustentada até agora pelo crescimento contínuo do número de pessoas que passou a valorizar e cuidar da sua saúde oral.

Que especialidades ligadas à saúde oral têm na vossa clínica?

(A.S.): O nosso corpo clínico dá resposta ao paciente em todas as especialidades relacionadas com a Medicina Dentária, nomeadamente cirurgia oral, implantologia, reabilitação oral e estética, dentisteria, endodontia, ortodontia, periodontologia e oclusão e dor orofacial. Todos os membros do corpo clínico fazem uma formação constante, no sentido de prestar um serviço baseado na evidência científica atual. Para além da unidade clínica, a nossa empresa dispõe também de um laboratório de prótese dentária, Dental Sweet Laborator, o que permite, para além de uma evidente melhoria de comunicação entre a unidade clínica e laboratorial, uma melhor capacidade e rapidez de resposta às exigências dos nossos pacientes.

Agnelo Silva, diretor clínico

Como se desenrola o processo, desde que o cliente chega à vossa clínica até que se define um plano de tratamento?

(A.S.): Ao chegar à clínica, e independentemente do clínico que o consulte a primeira vez, será sempre feita uma primeira avaliação clínica, radiográfica e, quando necessário, um primeiro registo fotográfico. Após se perceber qual o principal motivo da ida do paciente à clínica, as suas expectativas e anseios, este será sempre avaliado no todo e feito um plano de tratamento geral, tendo em conta a sua necessidade. Plano de tratamento este que será sempre discutido pelos membros do corpo clínico no sentido de prestar uma Medicina Dentária abrangente a todas as áreas e baseada na evidência científica atual.

A medicina dentária é fundamental para o bem-estar físico e psicológico das pessoas. Como avalia o facto de esta área ainda não fazer parte integrante do SNS?

(V.H.): É uma falha muito grande. Admito que, quando o SNS foi criado, num país onde tudo estava por fazer, houvesse “prioridades” que encontrassem mais facilmente os anseios de um povo do que uma Medicina Dentária quase inexistente. Mas a partir daí não há desculpa, só falta de empenho político. Independentemente do target definido por cada clínica, haverá sempre uma faixa da população que, por motivos vários, não conseguirá aceder a uma clínica privada. O cheque dentista é um bom exemplo do feedback que uma ação complementar do Estado poderia ter neste setor.

Cerca de 41% da população nacional assume que não vai ao dentista há mais de um ano. Qual a periodicidade indicada para um acompanhamento correto da saúde oral?

(A.S.): Para a maioria da população saudável, a periodicidade será de seis em seis meses. No entanto, e de acordo com as necessidades e o fator de risco do paciente, esta pode ter de ser alterada.

Muitas pessoas consideram, também, a intervenção dentária como algo dispendioso. Como se pode desmistificar esta ideia?

(V.H.): A periodicidade aconselhada, no que respeita às visitas ao dentista, e o custo médio de uma consulta de Medicina Dentária em Portugal, criam um panorama acessível para a maioria da população e, mais importante, é algo que, quando praticado, constitui uma prevenção essencial. Mesmo quando esta prevenção não existe ou por outros motivos, como a idade, por exemplo, é necessário intervir de forma mais profunda, poder-se-á optar por soluções mais simples ou mais complexas, com custos inerentes altamente variáveis, sem nunca deixar de assegurar a estética e as funções básicas que cada pessoa merece!

Acredita que ainda é necessário sensibilizar a população para a necessidade da prevenção dentária, em vez da intervenção?

(V.H.): Sim, claro. É e será sempre importante a educação para a prevenção. A prevenção permite evitar doenças e perda de dentes, permite uma melhor qualidade de vida. Um sorriso sem compromisso!

No que respeita às medidas de proteção relacionadas com a Covid-19, que garantias de segurança oferece nas suas clínicas?

(V.H.): Adoção das regras impostas e sugeridas pela DGS e pela OMD, como um protocolo de receção do paciente; utilização adequada dos EPI’s; pré-análise telefónica do estado do paciente; houve uma substituição dos sofás por cadeiras impermeáveis/laváveis com afastamento seguro; retirada da grande parte dos objetos existentes para conforto ou decoração; pressão negativa nas salas de consulta; tudo o mais que possa, no quotidiano, trazer-nos segurança e a confiança das pessoas!

Que análise faz do mercado, pré e pós-pandemia?

((V.H.): Uma análise apreensiva… Numa leitura transversal, preocupam-me sobretudo as pessoas/famílias que não tenham recursos intelectuais ou de saúde para a mudança, enquanto elo de ligação omnipresente entre o pré e o pós. A sociedade em geral vai mudar (provavelmente pouco) e adaptar-se. Antes da pandemia, já estávamos em pleno contexto “VUCA” (Volatility, Uncertainty, Complexity and Ambiguity). Era-nos pedido diariamente estabilidade e direção previsível, sem garantia que coisa alguma estivesse igual no dia seguinte. O momento económico reflete isso mesmo e continuará a fazê-lo mais ainda neste “pós-pandemia”, com a criação instantânea e sucessiva de problemas e oportunidades, lado a lado. A necessidade de cuidados de saúde, nomeadamente de saúde oral, irá manter-se ou aumentar. Para além da dureza que qualquer crise imprime aos nossos dias, penso que a maioria dos players deste setor, fruto das exigências dos tempos últimos, “sairá” deste período com uma melhor resposta para os seus pacientes. Cabe-me, hoje como ontem, proteger as pessoas que lidero e, como tal, trabalhar/inovar com os nossos pacientes para que a empresa tenha essa tal estabilidade e liberdade de movimentos e assim possa continuar o seu caminho independentemente do lado em que o vento acorde.

www.dentariasv-promed.com

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