Engenharia e Design unidos pela qualidade e excelência

A MOXY é uma empresa especializada em Engenharia de Software, que procura conjugar a realidade da criação de software com um design funcional e atraente. Sendo a qualidade um valor não negociável, o CEO, Marco Oliveira, destaca os vários prémios que a empresa, ao longo dos seus cinco anos de existência, já venceu, e traça os objetivos para o futuro.

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Marco Oliveira, CEO

A MOXY trabalha dois conceitos: Engenharia e Design, ligados à criação de software e sites. Partindo destas linhas orientadoras, como se posicionam no mercado e relativamente aos clientes?

Temos dois pilares fundamentais: a Engenharia e o Design e ambos são importantes para nós. Tentamos complementar as duas disciplinas, da melhor forma possível. Nós preocupamo-nos com a criação de impacto, mas depois com a excelência e o pragmatismo, tendo sempre em consideração que estes são conceitos que se podem contradizer, pois quanto mais excelentes somos, tipicamente mais dispendiosos vamos ser, porque é mais difícil produzir os resultados. Por outro lado, o ser pragmático é, perante as nossas limitações – de tempo, de custo… – conseguir produzir o máximo de impacto. Nós posicionamo-nos como uma empresa que procura sempre a excelência – e de antemão já tem uma boa base tecnológica pré-desenvolvida. Assim, conseguimos ser um parceiro tecnológico dos nossos clientes e desenvolver um software adaptado a cada um.

A que áreas se adequa mais o vosso trabalho, em termos de desenvolvimento de software?

Falamos de projetos com larga escalabilidade, ou com uma responsabilidade acrescida em termos da estabilidade do produto e do serviço. Trata-se de uma arquitetura de micro-serviços, com alta resiliência a falhas, com escalabilidade instantânea e que nos permite, com facilidade, pôr o sistema a gerir-se a si próprio. Tipicamente, isto é utilizado por plataformas grandes, que têm na ordem das dezenas ou centenas de milhares de utilizadores, algumas mesmo milhões. Este é o nosso arquétipo de cliente.

Quais os principais objetivos a atingir, quando desenvolvem um site?

O desenvolvimento de websites B2B é um serviço complementar ao nosso core business. Quem nos procura, fá-lo porque quer uma equipa em quem possa confiar para passar a pasta da tecnologia. São negócios focados, que valorizam imenso onde investem o seu tempo, e preferem ter um parceiro especializado que lhes entregue a tecnologia. Também acontece termos clientes cuja base é tecnológica, mas precisam de um parceiro que os ajude a aumentar a sua qualidade de execução. Com este nível de entrosamento, é natural que nos peçam para desenvolver também os websites, e aproveitamos características técnicas que possuímos para entregar algo ao nível a que já estão habituados.

As empresas costumam ter alguma resistência à ideia da transformação digital. Na sua opinião, até que ponto a pandemia permitiu às empresas aproveitarem o momento para desenvolverem o seu sistema de software próprio?

Numa realidade internacional, acho que houve vários segmentos de mercado que, efetivamente mudaram os hábitos que tinham, relacionados com a tecnologia, e acabaram por evoluir. No nosso caso, temos como cliente um grande grupo internacional de moda, situado em Itália e que percebeu, aquando da pandemia, que não seria possível aos seus criadores trabalharem todos juntos. Pediu-nos para desenvolvermos uma plataforma onde fosse possível essa interação entre os seus criadores e foi isso que fizemos. No que respeita à realidade nacional, também é verdade. Foi completamente exigido que se mudassem determinados hábitos e se produzissem soluções tecnológicas que ajudassem as empresas a manter uma operação minimamente normal.

Que outros projetos gostaria de destacar?

Atuamos em áreas como Blockchain – esta é uma área onde muita inovação está a acontecer e estamos a viver um momento de transformação, com muitos projetos interessantes a surgir. A Blockchain está a amadurecer e os investidores institucionais começam a acreditar muito mais, a perceber o valor desse tipo de transformação, e o que isso pode significar para a sociedade. A MOXY ajuda a desenvolver a base tecnológica onde tudo o resto vai assentar. Atualmente, estamos a ajudar a desenvolver o InterPlanetary File System, que é uma das ferramentas – bibliotecas – para armazenar descentralizadamente dados. Depois, temos wallets com quem estamos a trabalhar – wallets criptográficas, para armazenamento de criptomoeda – e estamos a ajudar a desenvolver algumas delas. Como exemplo, destaco a wallet da Uphold que, além de criptomoeda, trabalha também em ações e metais preciosos, e que permite facilmente aos utilizadores mudar a sua posição de investimento.

A MOXY é já uma empresa bastante premiada. Que importância têm esses prémios para a empresa e a equipa?

Naturalmente, é um gosto ganhar prémios, é sempre uma validação do nosso trabalho. Temos alguns prémios de maior destaque, e provavelmente o prémio que nos deu mais gosto receber, porque foi também dos que nos deu mais trabalho, foi o Mobile Site of the Year, avaliado por um júri da Google. Quando identificamos que um determinado projeto tem todas as características para nos fazer chegar a um prémio, trabalhamos para esse patamar. Fazemo-lo porque, enquanto marketing, faz sentido, é uma satisfação para a equipa e, para o mercado de trabalho, são sinais poderosos, de que quem vem trabalhar para aqui trabalha com alguns dos melhores do mundo e há uma constante procura por fazer melhor. Por fim, isto reflete-se nos clientes – eles têm uma expectativa de um nível de trabalho e de um nível de orçamento – e ninguém nos procura por preço, mas sim pelas possibilidades e qualidade.

Que balanço faz deste projeto e o que antecipa para o futuro?

O foco na qualidade é algo que, para nós, é inegociável. Vamos continuar a ser muito exigentes a nível do talento que trazemos para a empresa, porque é um fator crucial para a sustentabilidade do negócio – temos uma equipa pequena, mas de elevado rendimento e muito profissional. No futuro, iremos querer continuar a estreitar as relações com os nossos clientes, e talvez ser ainda mais estratégicos, ajudando a criar as suas próprias equipas, porque à medida que consolidamos a nossa equipa, estamos cada vez mais munidos de líderes e essas pessoas podem ajudar a formar equipas nos nossos clientes e parceiros.

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