Escritórios flexíveis: soluções à medida de cada um

Miguel Gomes é o CEO da WorkplaceCompass, uma consultora especializada em espaços de trabalho flexíveis. Com a pandemia, muitos dos espaços ficaram desocupados, mas Miguel Gomes acredita que a partir do terceiro trimestre as empresas poderão voltar a procurar estes espaços flexíveis para congregar as equipas.

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Miguel Gomes, CEO

Como se posiciona a WorkplaceCompass no mercado, tendo em consideração a relação com os clientes e as alternativas de espaços que oferece?

A WorkplaceCompass é uma consultora especializada em Flexible Office Spaces. Trabalhamos com cerca de 85 por cento dos operadores de Coworking e escritórios flexíveis no mercado de Lisboa, mas também estamos no Porto, Madrid e Barcelona. Esta capacidade que temos de trabalhar com todo o tipo de alternativa de espaço de escritório flexível posiciona-nos num patamar de grande valor acrescentado para os clientes que procuram soluções de espaços de trabalho fora da rigidez dos mercados tradicionais de arrendamento. Conhecemos bem a oferta existente no mercado, a flutuação de preços destes e o nível de serviço, conseguindo conceber o target ideal de clientes para cada um desses espaços, o que encurta o tempo que o cliente despende a analisar o mercado.

Que tipo de espaços têm disponíveis? Quais as vantagens de optar por cada um deles?

Lisboa hoje tem um mercado de Flexible Offices bastante desenvolvido, com todo o tipo de oferta, para todo o tipo de cliente, mais flexível, mais nómada, mais conservador e mais vanguardista. Os chamados planos híbridos, de ocupação pontual em planos mensais, é que parecem tardar em chegar ao mercado nacional como, por exemplo, já chegaram aos nossos vizinhos espanhóis.

Quem são as empresas que mais vos procuram? Existe um determinado setor de atividade, em maior evidência?

Os setores da tecnologia e serviços partilhados são os setores que mais se evidenciam.

Com a chegada da pandemia e do teletrabalho obrigatório, como tem a WorkplaceCompass inovado, na sua oferta e no seu mercado, para continuar a responder à procura existente?

Temos acompanhado empresas que procuram compromissos menos firmes com o espaço físico, que precisam de espaço para reagrupar as suas equipas de forma a garantir que a motivação e a cultura da empresa não caem por terra. Mas também temos estado ao lado dos operadores de espaços, cuja taxa de ocupação média caiu dos 90 a 100 por cento para os 40 por cento, em alguns casos. Nestes casos, temos tentado ajudar com a nossa leitura diária do mercado, atraindo clientes. Com a redução temporária da procura, temo-nos focado em expandir para outros mercados e contamos estar presentes, até ao final do ano, em, pelo menos, mais quatro ou cinco mercados.

O futuro passa pelo arrendamento de espaços de escritório ou a digitalização e os escritórios virtuais irão sobrepor-se? Existe já uma tendência?

O que existe hoje é uma impossibilidade legal de ir aos escritórios e, nesse sentido, os escritórios virtuais tiveram um crescimento exponencial. O que se verificou logo após o primeiro período de confinamento foi um desejo forte das empresas voltarem a estar fisicamente com os seus colaboradores, em formatos mais flexíveis. Há uma tendência em desenvolver conceitos menos estritos de arrendamento de escritórios, que significará, a meu ver, uma fusão entre os conceitos de escritório físico e escritório virtual.

Como antecipa o ano de 2021, no que respeita à economia e às tendências no modo de trabalhar?

Acredito que tenhamos duas ou três velocidades, no que respeita à economia e à forma de trabalhar. Uma primeira velocidade, que se traduz na sobrevivência da maioria das empresas, durante o primeiro trimestre; uma segunda velocidade – entre o segundo e terceiro trimestres – que irá depender do plano de vacinação e do índice de confiança das pessoas e das empresas, que as fará regressar aos seus espaços de trabalho e, aí sim, aumentará a procura por espaços de trabalho flexíveis; no quarto trimestre teremos uma terceira velocidade, onde as empresas perspetivarão 2022 e aí haverá um aumento grande da procura por espaços de trabalho.

www.workplacecompass.com

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