O que distingue verdadeiramente a ETERMAR no mercado?
A ETERMAR distingue-se pelos mais de 50 anos de experiência em obras marítimas e pelo pioneirismo em soluções como caixotões, emissários submarinos e recifes artificiais. Soma competências em dragagens, quebra-mares, defesa costeira, fundações offshore e energias renováveis offshore, com meios próprios que ajudam a controlar riscos, qualidade, prazos e produtividade. Em 2025, a atividade distribuiu-se por Portugal, Madeira, Açores, Argélia, Abu Dhabi e Polónia.
Como garante a qualidade técnica da conceção à execução?
A qualidade técnica começa na correta compreensão do problema. É preciso conhecer condições geotécnicas, batimétricas e oceanográficas, agitação marítima, correntes, condicionantes ambientais e requisitos do cliente. Na fase concetual, a ETERMAR analisa alternativas e procura o melhor equilíbrio entre custo/benefício, segurança, prazo, exequibilidade, impacto ambiental e sustentabilidade.
Durante a obra, garantindo planeamento de execução realista, rastreabilidade dos fornecimentos, controlos e monitorização da produção, apoiados por um Sistema Integrado de Gestão certificado desde 2013.
Como integra inovação e novos métodos construtivos?
Inovar é encontrar formas mais seguras, produtivas, sustentáveis ou industrializáveis de resolver um problema concreto. Em 2025, a empresa iniciou a produção de 107 plataformas de betão armado para o parque eólico Baltica 2, na Polónia, com betão armado de resistência a ciclos de gelo e degelo nunca produzido em Portugal. Após seis meses de preparação, a produção arrancou em setembro de 2025 e em menos de um ano o fabrico destas foi concluído. O projeto marca a passagem para um fabrico industrial em série, com replicabilidade, rastreabilidade e controlo dimensional.

Que competências são essenciais para entregar soluções de valor acrescentado?
São essenciais valências como: cálculos de estabilidade e estrutural, mecânica, controlo ambiental, produção industrial e construção naval. A gestão do risco em projetos offshore, de dragagem, fundações offshore, caixotões e condutas submarinas é primordial. Nas renováveis, a industrialização: produzindo em série componentes de grande dimensão, com replicabilidade, economias de escala e correspondente documentação integral de fabrico. Os resultados de 2025 dão à ETERMAR uma base sólida para assumir esse papel. Em 2025, a ETERMAR registou 69 milhões de euros de capitais próprios, autonomia financeira de 43% e um EBITDA recorde de 6,12 milhões de euros.
Que papel pode assumir a ETERMAR no desenvolvimento económico e na afirmação de Portugal?
A ETERMAR pode assumir três papéis fundamentais. Primeiro, exportar engenharia portuguesa: quando executa projetos complexos em outras geografias, exporta conhecimento, gestão, equipamentos e confiança na competência técnica do país. Em Abu Dhabi, a ETERMAR projetou e construiu 16 caixotões, mobilizando desde Portugal uma doca flutuante de duas mil toneladas e integrando fabrico, transporte e instalação offshore.
Segundo, contribuir para a modernização das infraestruturas nacionais, apoiando portos competitivos, melhores infraestruturas hidráulicas, proteção costeira e adaptação às alterações climáticas. O Novo Porto das Lajes das Flores, nos Açores, contrato de valor global importante (o maior de sempre no setor em Portugal), no qual a ETERMAR participa em 34,5% é deste exemplo.
Terceiro, participar na criação de uma nova cadeia de valor ligada à transição energética, em especial no setor eólico offshore. O fornecimento de plataformas de trabalho externas para o Baltica 2, afirma Portugal na cadeia europeia de fornecimento do Setor Eólico Offshore, gerando emprego e fornecedores nacionais qualificados, atraindo projetos e investidores internacionais, e criando conhecimento e competências exportáveis a médio e longo prazo.










