Evento Virtual: web app à medida do seu evento

A Shake IT nasceu em 2012, pela mão de Miguel Carneiro, inicialmente dedicada a mobile apps, aplicadas particularmente ao setor dos eventos. Com o surgimento da pandemia e o cancelamento dos eventos presenciais, a Shake IT reinventou-se e criou a web app Evento Virtual que, só em junho deste ano, ajudou a produzir 40 eventos. O próximo passo será uma aposta na internacionalização e o reforço da integração entre o virtual e o presencial.

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Miguel Carneiro, Fundador e CEO

O que vos fez apostar na especialização no setor dos eventos?

No final de 2013, detetámos uma oportunidade no mercado – a de fazer mobile apps para eventos. Os participantes no evento faziam download da aplicação e podiam consultar os participantes, os oradores, bem como interagirem entre si, através da marcação de reuniões ou da partilha de fotografias, entre outras funcionalidades. Percebemos que era importante criar uma base de trabalho para essa aplicação, mas que depois fosse personalizada, à medida das necessidades do evento e dos clientes. Começámos a dedicar-nos a este segmento específico em 2014, ano em que fizemos quatro eventos, e estamos hoje totalmente dedicados a esta área. Só no mês de junho contribuímos para a realização de 40 eventos. No entanto, considerando a pandemia, e tendo os eventos presenciais sido cancelados, tivemos de nos adaptar. Se, no início deste projeto, a mobile app pretendia ser “o evento no bolso do participante”, após março deste ano – onde tivemos 21 mobile apps canceladas, devido ao cancelamento dos respetivos eventos físicos – percebemos que teríamos de nos adaptar, uma vez mais, ao mercado. A nossa reação foi adaptar um pouquinho as nossas soluções: já antes tínhamos iniciado um processo de virtualização da experiência do utilizador, no sentido em que ele estava lá presencialmente, mas também conseguia interagir virtualmente. Assim, criámos a aplicação para computador Evento Virtual, muito baseada na mobile app, adaptável a cada evento, mas uma web app que serve como “casa” dos eventos virtuais.

Como é que esta web app ajuda e envolve quem participa nela e quais as vantagens ou mais-valias que traz às empresas vossas clientes?

A nossa app procura ser intuitiva e simples e acrescenta algumas características que o Zoom ou outras plataformas não permitem, como explorar e ficar a conhecer quem são os outros participantes, falar com os participantes, marcar reuniões por videochamada (e fazê-las utilizando essa mesma app), tem também um espaço para partilha de fotos e dinâmicas de gamification, que permitem às pessoas ir somando distinções de cada vez que interagem com a aplicação. Assim, o conteúdo do evento online passa a não ser só o conteúdo da sessão, mas também regressam as dinâmicas de interação entre participantes que se perderam com a chegada dos eventos virtuais. Ela é totalmente adaptável ao evento, o que permite aos clientes selecionarem as características que pretendem e nós programamos à medida.

É possível adaptar esta web app a vários tipos de eventos?

Sim, é verdade. Nós conseguimos adaptar esta aplicação a qualquer evento, incluindo a webinares, isto porque, na nossa plataforma, conseguimos fazer um branding do evento e disponibilizar características que ajudam ao envolvimento do participante, como o preenchimento de questionários ou a partilha de fotos e a funcionalidade de chat entre os participantes. Ainda assim, é nos eventos maiores, como congressos e os eventos de negócio, que a nossa solução brilha.

Quando regressarem os eventos de lazer, como os festivais de música, onde há muita dinâmica e interação, até que ponto é que uma aplicação destas não pode enriquecer a participação das pessoas?

De facto, a web app Evento Virtual tratou-nos muito bem e proporcionou-nos um crescimento – em equipa e faturação – muito rápido e sustentado. Todavia, confesso que estou ansioso para que as mobile apps voltem a fazer sentido. Para tal, os eventos presenciais têm de regressar. Para mim, a hipótese de ter “o evento no bolso” é extraordinária. Além disso, quando chegou a pandemia estávamos a desenvolver a interação entre a mobile app e o evento físico, ou seja, o participante ter uma ação na app que depois se refletia num ecrã, por exemplo, do evento físico. Não perdi a paixão por este tipo de aplicações e acredito que a interação futura passa muito por esta junção entre realidade e virtual.

Quais os objetivos futuros da Shake IT?

Acredito que ainda temos muito a dar ao mundo dos eventos. Não sinto que chegámos sequer a meio do caminho e creio que somos uma empresa bastante esclarecida em como podemos acrescentar valor aos eventos e por isso acho que ainda há futuro para nós neste mercado. Além disso, agora existe um novo caminho, que é o de descobrir como acrescentar valor a um evento híbrido. A médio prazo, a Shake IT pretende avançar para a internacionalização, considerando que 20 por cento dos nossos clientes já são estrangeiros e, por isso, o “passa a palavra” que sustentou o nosso crescimento orgânico em Portugal também já está a começar a acontecer fora do mercado nacional.

www.shakeit.pt | www.eventovirtual.pt

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