Gestão energética de edifícios: A tecnologia aplicada à redução da pegada carbónica

A Elergone Energia é uma empresa com quase 15 anos de mercado, na área da energia renovável, de origem fotovoltaica. Foi, entretanto, adquirida pela MC, grupo também com sede na região norte do país. Com uma quota de mercado ligeiramente acima dos 10% na área do fotovoltaico e fazendo parte do top 10 do ranking nacional de comercializadores de energia, esta empresa do segmento B2B lida com desafios superiores no que toca à parte técnica e de obras dos seus projetos, como explica o engenheiro Carlos Sampaio, COO da empresa.

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Quais os objetivos que estes grandes players perseguem e como pode a Elergone Energia ajudá-los a concretizar os mesmos?

O foco dos nossos clientes está na transição energética, tendo sempre em vista o grande objetivo da neutralidade carbónica até 2050. O nosso papel passa por apoiar os nossos clientes nestes desafios. Para conseguir isto, é importante ter em conta três eixos: reduzir os consumos; num segundo momento, eletrificar esses mesmos consumos (todos os que são possíveis). Por último, apostar na produção de energia, tendo por base uma matriz renovável. Tendo em conta este contexto, temos a convicção que estamos a prestar diariamente um serviço de
excelência.

Que soluções existem para que as empresas possam reduzir substancialmente o preço final a pagar da sua fatura energética?

Não existe uma solução isolada, mas sim um conjunto de princípios que têm de ser observados e que nos definem enquanto empresa: acompanhar o mercado grossista para identificar os melhores momentos de compra de energia e assim conseguir preços mais competitivos; otimizar o consumo de energia; e, por fim, promover ao máximo a produção de energia de forma descentralizada.

A vossa aposta em I&D, bem como as parcerias com instituições académicas e centros científicos têm trazido frutos no que respeita à apresentação de soluções nesta área. Que soluções possuem que resultaram desta aposta em investigação e desenvolvimento?

Nos últimos anos, temos vindo a apostar na investigação e desenvolvimento, consequência dos crescentes desafios do setor e de um crescente nível de ambição das nossas equipas, que têm vindo a abraçar uma cultura cada vez mais centrada em soluções tecnológicas de maior valor acrescentado. O exemplo mais maduro é o ELFOS (ELergone FOrecasting Services), uma plataforma de suporte à comercialização de energia elétrica, com recurso à inteligência artificial, que nos permitiu melhorar a performance das nossas previsões, reduzindo
desvios e, consequentemente, diminuir as penalizações inerentes à compra de energia no mercado grossista de eletricidade.

Matosinhos, enquanto região onde estão instaladas importantes instituições de pesquisa e desenvolvimento científico, é também uma localização importante para vós nesta medida?

Matosinhos tem feito um caminho muito positivo no que respeita ao desenvolvimento do ecossistema de
inovação e isso é de extrema importância. Um exemplo é o Continente Plug&Charge, projeto desenvolvido em conjunto pela Elergone e a MC e que nasceu no Continente de Matosinhos. Serviço 100% digital, simples e com mecânica com compras em loja em tempo real. O Plug&Charge é apenas um dos pilares da visão holística que temos para a gestão energética dos edifícios, que passa por controlar em tempo real as várias cargas
(mobilidade / fv / frio / storage…).

Será possível reduzir substancialmente a pegada energética nos próximos anos? Que soluções nos reserva o futuro, no que respeita a este tipo de energia?

Acreditamos que a evolução tecnológica irá contribuir imenso para a redução da pegada energética. Mas o nosso foco estará sempre na redução da pegada carbónica e aí estamos sempre alinhados com os nossos clientes, ajudando a perseguir objetivos importantes como a neutralidade carbónica ou a iniciativa europeia do Net ZeroEnergy Building. Esta é a grande pretensão da Elergone Energia: posicionar-nos enquanto solution provider junto dos nossos clientes, com uma vasta gama de produtos e serviços que retirem o tema da energia e descarbonização da lista de preocupações dos nossos clientes. Para lá chegarmos, precisamos de continuar a investir em inovação e em colaborações /parcerias com instituições académicas e centros de interface.

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